Protocolos e Diretrizes Assistenciais

Facebook Twitter Youtube Google+ Instagram Linkedin Flickr  |  diminuir letra aumentar letra 

Protocolo Gerenciado de Infarto Agudo do Miocárdio

O Protocolo Gerenciado de IAM foi lançado em 1º de março de 2005 com o objetivo de agilizar o atendimento dos pacientes e garantir que eles recebam o tratamento recomendado pelas diretrizes, a fim de reduzir as complicações e a mortalidade decorrentes do infarto.

O infarto agudo do miocárdio (IAM) é uma emergência médica. Ele é causado por uma obstrução de uma das artérias coronárias, que nutre o próprio músculo do coração.

Quando a obstrução é total, o infarto tende a comprometer toda a espessura do músculo cardíaco, gerando alterações características ao eletrocardiograma, chamadas de infarto com supradesnível do segmento ST ("IAM com supra-ST").

A cada minuto que o músculo passa sem receber oxigênio, suas células entram em sofrimento (isquemia) e, se nada for feito para abrir a artéria, o processo culmina com a morte (necrose) de parte do músculo cardíaco, caracterizando no infarto agudo do miocárdio.

Quanto mais precocemente for realizada a abertura da artéria, maior a porção do músculo cardíaco que será salva. Daí a famosa frase: "Tempo é Músculo!"

O Protocolo Gerenciado de IAM tem como foco principal agilizar o diagnóstico e o tratamento dos pacientes que chegam às nossas unidades de primeiro atendimento.

Para tanto, o fluxo da triagem cardiológica e de encaminhamento dos pacientes para a realização da angioplastia primária (desobstrução da artéria causadora do infarto), foram redesenhados para garantir maior agilidade na realização do eletrocardiograma (exame que dá o diagnóstico de infarto) e no transporte do paciente para o laboratório de hemodinâmica, onde será feita a angioplastia para abertura da artéria. Conheça as principais ações implementadas do Protocolo Gerenciado de IAM:

  • Mudança na triagem cardiológica na UPA
    Um fluxograma ajuda a equipe de enfermagem, responsável pela triagem inicial dos pacientes, a identificar os pacientes que devem realizar prioritariamente o eletrocardiograma – exame mais importante para o diagnóstico dos pacientes que se apresentam na fase aguda do infarto.
  • Criação da "tecla" IAM
    Uma tecla específica programada no telefone da sala de emergência é acionada imediatamente após a confirmação do diagnóstico de IAM com Supra-ST. Essa tecla simultaneamente aciona as equipes de transporte, de anestesiologia, do Centro de Intervenção Cardiovascular, local onde o paciente será encaminhado para que a artéria coronária seja desobstruída, por meio de angioplastia coronária, e da enfermeira coordenadora da Cardiologia Einstein que acompanhará a evolução do paciente durante a internação.
  • Customização do Protocolo de Atendimento para cada uma das UPAs
    Nas unidades que não possuem laboratório de hemodinâmica, um protocolo especialmente desenhado define a melhor opção para cada caso, de acordo com os princípios da medicina baseada em evidências. O paciente poderá ser transferido na UTI móvel até o Centro de Intervenção Cardiovascular, na Unidade Morumbi, ou receber uma forma de desobstrução química com o uso de medicamentos chamados fibrinolíticos, administrados na veia do braço.
  • Definição e monitorização contínua de indicadores de qualidade
  • Feedbacks para a equipe multidisciplinar assistencial
    Relatórios, contatos telefônicos e pessoais e reuniões com a equipe assistencial garantem a troca de informações a respeito da qualidade assistencial e das oportunidades de melhoria identificadas.

Indicadores de Infarto Agudo do Miocárdio

Precisa agendar? Clique aqui para encontrar um médico

Publicado em  


Compartilhe

Deixe um comentário

* *
* Caracteres restantes: 500
* Campos Obrigatórios

Aviso: todo e qualquer comentário publicado na internet por meio deste sistema não reflete, obrigatoriamente, a opinião deste portal ou da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Einstein. Os textos publicados são de exclusiva, integral responsabilidade e autoria dos leitores que dele fizerem uso. O Hospital Israelita Albert Einstein reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou, de alguma forma, prejudiciais a terceiros. Informamos ainda que poderá haver moderação dos comentários que apresentarem dados clínicos ou pessoais dos autores, visando garantir a privacidade destas informações. Textos de caráter promocional ou inseridos no sistema sem a devida identificação (nome e endereço válido de email) também poderão ser excluídos.