Indicadores de Insuficiência Cardíaca

Taxa de prescrição de beta-bloqueador na alta hospitalar

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* Hospital Compare é um site do Governo Americano (Department of Health and Human Services), que compara a performance dos principais hospitais americanos em relação à qualidade da assistência prestada aos pacientes internados.

O Gráfico mostra a porcentagem de pacientes com Insuficiência Cardíaca (IC) que receberam Beta Bloqueador na alta hospitalar. A taxa se refere ao período de de 1 ano, de 1º de outubro de 2010 a 30 de setembro de 2011 e o Einstein encontra-se acima da média dos Hospitais Americanos (Hospital Compare)

Explicação do Indicador

1. Por que é importante medir a taxa de uso de beta-bloqueador na alta hospitalar?

As diretrizes das sociedades Brasileira, Americana e Europeia para tratamento da ICC recomendam uso de beta-bloqueadores para todos os pacientes com ICC Classe funcional II-IV da NYHA com disfunção sistólica associado com IECA ou BRA e para pacientes assintomáticos com disfunção sistólica após IAM em associação com IECA ou BRA, exceto se apresentarem contraindicações. Tambem recomenda-se uso de beta-bloqueadores como monoterapia inicial em pacientes em classe funcional II-IV da NYHA com disfunção sistólica. A partir dessas recomendações a Joint Commission International (JCI) adotou a 'Taxa de uso de beta-bloqueador na Alta Hospitalar' como um de seus indicadores de qualidade no tratamento da ICC. O Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) envia relatórios mensais para a JCI com os dados desse indicador.

2. Como é feito o cálculo do Indicador?

A fórmula utilizada para cálculo é a recomendada pela JCI:

3. O que significa ser elegível para receber beta-bloqueador na alta hospitalar?

De acordo com os critérios da JCI, são elegíveis todos os pacientes que não apresentem as razões ou contraindicações ao uso de beta-bloqueador descritas abaixo:

  • Alergia ao beta-bloqueador;
  • Pacientes com frequência cardíaca baixa (inferior a 60 batimentos/minuto) e aqueles que apresentaram bloqueio cardíaco do 2º ou 3º grau durante a internação que não receberam marcapasso;
  • Pacientes internados em choque ou com pressão máxima (sistólica) inferior a 90 mmHg;
  • Outras razões documentadas pelo médico, enfermeira da assistência ou médico assistente para não ter prescrito beta-bloqueador na alta hospitalar.

4. Como Interpretar o Resultado?

Quanto maior a taxa do indicador, melhor o resultado. Nesse caso, 89% dos pacientes internados no Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) no período avaliado receberam beta-bloqueador na alta hospitalar. O valor médio dos hospitais americanos, analisado pelo Hospital Compare, foi de 86%.


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