A infecção é ainda uma das mais temidas complicações decorrentes de uma cirurgia. Apesar dos avanços na prevenção, a contaminação por bactérias e outros microrganismos é uma possibilidade real quando se realiza um procedimento cirúrgico.
A contaminação endógena, isto é, a contaminação por microrganismos a partir da flora microbiana própria do paciente é o mais importante fator para o desenvolvimento da infecção cirúrgica. Portanto parte do risco está relacionada à própria cirurgia. Por isso cirurgias que envolvem a manipulação de locais do organismo onde a flora apresenta uma alta concentração de microrganismos, como o intestino, por exemplo, são associadas a taxas de infecção mais elevadas, há maior risco de desenvolvimento de infecção. Inversamente, espera-se que em cirurgias limpas, em que são abordados tecidos estéreis, como por exemplo, em neurocirurgias, a ocorrência de infecção seja bem menos frequente.
Incidência de infecção de sítio cirúrgico em cirurgias limpas
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Por que é importante medir este indicador?
Altas taxas de infecção em cirurgias limpas podem significar que a contaminação é proveniente de outras fontes, como práticas inadequadas durante a cirurgia e falhas no processamento dos materiais e instrumentos utilizados. A infecção em feridas limpas pode ser um importante indicador de risco de aquisição de infecção em hospitais e de qualidade na assistência.
Como é feito o cálculo do indicador?
ISC = infecção do sítio cirúrgico
Cirurgias limpas = são consideradas todas as eletivas, com feridas não infectadas, onde não é encontrada inflamação durante a cirurgia, não há abordagem de vísceras ocas (tratos respiratório, geniturinário, digestivo ou orofaringe), é utilizada drenagem fechada, se necessária; não há quebra de técnica. São incluídos nesta categoria os traumas não penetrantes (ex. contusões sem perfuração).
Como interpretar este indicador?
Quanto menor este número, menos infecções estão acometendo os pacientes que realizam cirurgias no Einstein.