Sua gravidez

Puerpério

O período de seis a oito semanas após o parto é conhecido como puerpério.

O corpo da mulher irá se recuperar das mudanças que ocorreram durante a gestação e o parto, além de desenvolver a capacidade de produzir leite. Trata-se de momento emocionalmente delicado frente à necessidade de cuidar do bebê, em que o receio do novo pode causar insegurança; daí a necessidade de compreensão e apoio do companheiro e da família.

Após o parto, o útero se contrairá para ajudar no controle do sangramento decorrente da saída da placenta. Nos primeiros dias, esse sangramento será pouco mais intenso que uma menstruação e, progressivamente, se reduzirá até transformar-se em algo semelhante a um corrimento, por até 40 dias.

As contrações do útero serão percebidas como cólicas, de leve intensidade, mais evidentes no momento da amamentação. Um sangramento mais intenso e que se mantenha por período prolongado necessita avaliação médica e de uso de medicamentos.

As mamas aumentam de volume, ficam ingurgitadas, como parte do processo de produção do leite. O maior volume das mamas pode ser desconfortável e haver sensação de febre e calafrios, o que é chamado de “febre do leite”. A adequada orientação da amamentação permite controlar estes sintomas e permitir a alimentação do recém-nascido.

No hospital

Após o parto, tanto cesárea quanto vaginal, há necessidade de observação mais atenta do sangramento e da contração do útero. Sempre que possível, recomenda-se alimentação leve e hidratação para auxiliar a mãe a recuperar-se dos esforços do parto.

Quando tiver sido utilizada anestesia, a orientação para levantar-se deve ser feita pela equipe médica e com a assistência da enfermagem. Independentemente do tipo de parto, sempre há perda de sangue o que pode causar quedas de pressão arterial e sensação de tontura nos primeiros dias.

Existem diversos tipos de analgésicos que podem ser utilizados no pós-parto e durante a amamentação. A escolha destes será realizada em função do tipo de parto e das necessidades de cada paciente.

É comum que haja aumento do edema das pernas nos primeiros dias que se seguem ao parto, o que pode ser controlado com meias-elásticas e drenagem linfática.

Não apenas pelo esforço relacionado ao parto, mas também pela necessidade de adaptação à nova condição de mãe, é importante que se controle o número de visitas hospitalares para se preservar este momento íntimo e particular.

Alimentação

Deve-se optar por alimentos leves e de fácil digestão, com ingestão de líquidos para ajudar na produção do leite. A necessidade de reposição da perda de sangue, o processo de cicatrização e a amamentação implicam no consumo de proteínas de boa qualidade e carboidratos complexos. Excesso de gordura e de açúcar não é benéfico e está relacionado ao desenvolvimento de cólicas no bebê.

A obstipação intestinal, comum durante a gestação, pode se acentuar nos primeiros dias depois do parto graças às modificações físicas, além da dor na região do períneo e pelo receio de que os pontos se abram. Hidratação adequada, dieta rica em fibras, vegetais e frutas - como mamão e ameixa - auxiliam no retorno das funções intestinais. A formação de gases pode ser controlada com medicamentos, assim como podem ser utilizados laxativos.

Se houver necessidade, a equipe medica orientará a suplementação com complementos vitamínicos.

Cuidados pessoais

Nos partos vaginais, especialmente quando tiver sido realizada a episiotomia - aquele “corte” no períneo - são importantes os cuidados locais de higiene. Dor e ardência são comuns e podem ser controladas com aplicação de compressas ou bolsas térmicas frias. Também nos partos vaginais, o aparecimento de hemorroidas é possível e deve-se cuidar para que o intestino funcione sem esforço e a higiene anal se realize com cuidado, de preferência por meio do uso de água e não apenas papel higiênico. Medicamentos específicos podem ser aplicados sob orientação da equipe medica.

Na cesárea, os cuidados com a cicatriz serão orientados conforme o tipo de curativo indicado. Também é possível aplicar frio local nos casos de dor e edema.

Em decorrência do sangramento pós-parto, haverá necessidade do uso de absorventes higiênicos. Como o tempo de uso poderá ser por algumas semanas, é possível que aconteçam irritações na pele que podem ser controladas com cremes dermatológicos emolientes.

O banho no chuveiro não apresenta restrição, enquanto os banhos de imersão devem ser evitados nos primeiros dias, especialmente quando houver feridas operatórias, como em cesárea ou episiotomia. Não há restrição para lavar cabelo. Cuidados específicos para curativos serão orientados pela equipe de enfermagem.

Atividade física

Nos primeiros momentos após o parto, a orientação é para movimentação das pernas e pés, no sentido de se evitar trombose, complicação pouco frequente, mas importante. O ideal é a realização de movimentos de flexão e extensão dos pés e pernas.

Especialmente após parto vaginal, é importante realizar exercícios com os músculos da bacia. Esta musculatura foi distendida e realizou esforço para a consecução do parto. Sua recuperação é importante para prevenir prolapsos genitais, que é a queda ou saída de um órgão de sua posição normal.

Estes exercícios são conhecidos como Kegel e são realizados através da contração dos glúteos à maneira como se interromperia o ato de micção.

Atividade física geral, com pequenas caminhadas, exercícios aeróbicos e musculação, poderão ser iniciados progressivamente à medida que a mulher se adapte à sua nova realidade de horários e necessidades. O mais importante, no primeiro mês, é manter a amamentação e o descanso pelos intervalos curtos de repouso.

Atividade sexual

Fisicamente, o processo cicatricial demanda cerca de 30 dias e este prazo deve ser respeitado para se evitar dor e comprometimento das cicatrizes. Além disto, os níveis hormonais mais baixos determinam menor lubrificação vaginal e libido, assim como o cansaço físico das atividades maternas.

Desta forma, o reinício da vida sexual deverá ser realizado com cuidado e no momento em que a mulher acreditar ser apropriado. O uso de lubrificantes íntimos poderá ser necessário.

Apesar de o aleitamento materno reduzir a fertilidade é possível engravidar neste período. Assim sendo, é recomendável a utilização de método contraceptivo, conforme a orientação da equipe medica.

Dr. Eduardo Vieira da Motta, ginecologista do Einstein


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09/05/2012 23:06:57

Andréa

Meu bebê está com 3 meses e há 2 semanas aproximadamente estou com um corrimento amarelo sem odor e prurido. Isso é normal? E também, às vezes, sinto umas "fisgadas" na cicatriz da cesárea. Sei que devo procurar minha médica para uma avaliação mais detalhada, mas gostaria, neste momento, de saber se esses sinais e sintomas costumam aparecer no puerpério remoto. Agradeço desde já.

Resposta:

Olá Andréa, agradecemos seu contato. Recomendamos que você consulte o seu ginecologista para avaliar os seus sintomas com mais detalhes. Não temos como dar um parecer ou indicar um tratamento por este canal, pois a atendimento médico presencial é fundamental para a definição de um diagnóstico. Boa sorte.

06/05/2012 17:08:45

VANESSA GOMES GARCEZ

OLÁ,HOJE ESTOU COM 34 DIAS DE RESGUARDO E MINHA BEBE FEZ 1 MES DIA 02,E HOJE COMEÇOU DESCER UM POUQUINHO DE SANGUE E ESTOU COM UMA COLIQUINHA IGAUL DE MESTRUAÇÃO E QUERIA SABER SE É NORMAL....FUI NO BANHEIRO AGORA E MEU ABSORVENTE ESTAVA COM UM POUQUINHO DE SANGUE COM UNS NEGOCIOS MOLE MEIO BRANCO EU ME ASSUSTEI E QUERIA SABER SE É NORMAL.........

Resposta:

Olá Vanessa, agradecemos seu contato. Para uma avaliação mais detalhada e precisa, você deve procurar o ginecologista que acompanha seu caso. Só ele pode esclarecer todas as suas dúvidas. Caso queira, disponibilizamos duas formas de indicação médica. Por meio da nossa Central Médica, pelo telefone 11 2151-1233, ou pelo nosso site http://www.einstein.br/hospital/Paginas/indicador-medico.aspx. Boa sorte.

14/04/2012 14:21:31

Tainara Souza

Olá, tive bebê a 41 dias e meu sangramento pós-parto ainda não passou. O que devo fazer?

Resposta:

Olá Tainara, o recomendado é que você converse o médico que te acompanha para que ele possa identificar as causas do sangramento e lhe orientar sobre a melhor forma de amenizá-lo.

28/03/2012 10:44:18

gabriela

meu filho nasceu a 12 dias, foi cesariana,a três dias apareceu alguns nódulos na minha vagina, doí bastante, já marquei ginecologista, mais só para semana que vem, estou preocupada sera alguma infecção?

Resposta:

Olá Gabriela, Agradecemos o seu comentário. Recomendamos que aguarde a consulta com o especialista para realizar um diagnóstico detalhado. Lembramos que as informações contidas em nossas matérias não substituem, em hipótese alguma, a consulta a um profissional de saúde. Para mais informações, ligue no Fone Saúde do Einstein, 2151-1233, opção 3.

11/03/2012 07:55:41

Catarina Castro

Bom dia, fui mãe há relativamente pouco tempo, o meu bebe completa 3 meses na proxima semana, fiz o exame do papanicolau e acusou alterações hormonais, a maioria das vezes que tenho relações sexuais com o meu parceiro sangro um bocadinho a médica disse que teria que ser vista por um especialista no hospitalmas já passou um mes desde que ele me disse e ainda não fui chamada, ela não me adiantou mais nada disse que depois do exame que falavamos mas neste momento não sei o que pensar. O q pode ser?

Resposta:

Olá Catarina, Para uma avaliação mais detalhada e precisa, você deve procurar o médico que acompanha seu caso. Só ele pode esclarecer todas as suas dúvidas. Caso queira, disponibilizamos duas formas de indicação médica. Por meio da nossa Central Médica, pelo telefone 11 2151-1233, ou pelo nosso site http://www.einstein.br/hospital/Paginas/indicador-medico.aspx.

05/11/2011 18:59:05

Maria M

o stress pode fazer a menstruação falhar ou não?

Resposta:

Olá, Maria, Sim, os hormônios e os neurotransmissores gerados pelo stress podem interferir na regulação do ciclo menstrual e fazer com que a menstruação venha a falhar. Dr. Mariano Tamura - Ginecologista e Obstetra

28/05/2011 12:38:42

Luisa Costa

Fui mãe aos quinze anos hoje tenho 52 e aos quarenta tirei o utero os ovarios e as trompas estou numa fase muito dificiu que é da menopausa uma delas é a dificil luta de perder piso,e outros sintomas.

     
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