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Terapia-alvo

Nas células humanas existem diversas proteínas/moléculas com a função de manter a proliferação celular. Tais compostos formam vias interligadas que culminam na efetivação da função celular desejada, seja a multiplicação celular, a resposta a um estímulo externo ou até mesmo a ordem de morte celular programada.

Nas células cancerígenas também existem moléculas com papel semelhante, mas muitas vezes, desempenhando estas funções de forma descontrolada e caótica. Atacar estas moléculas é o objetivo da chamada terapia-alvo molecular.

A terapia-alvo tem o foco de combater as moléculas específicas, direcionando a ação de medicamentos, exclusivamente ou quase exclusivamente, às células tumorais, reduzindo assim, suas atividades sobre as células saudáveis e os efeitos colaterais.

A terapia-alvo é considerada uma medida terapêutica que veio revolucionar o tratamento do câncer. Hoje, a procura por um alvo específico que possa ser atingido por um determinado medicamento é a principal base da terapia contra os mais diversos tipos de câncer. Utilizar a medicação que foi especificamente “desenhada” para aquele tipo de câncer, ao menos em tese, eleva a precisão do tratamento com melhores resultados e menos efeitos colaterais.

Esse tipo de medicação já é utilizada pelo Einstein - inclusive os medicamentos não comercializados no Brasil. Assim, os pacientes tratados no hospital se beneficiam da melhor terapia disponível e possível para o tratamento do câncer. Além disso, novos protocolos de estudo, tratamento e pesquisa estão sendo atualizados frequentemente.

Saiba quais são as principais substâncias para cada tipo de câncer

  • Bloqueio de enzimas específicas ou receptores de fatores de crescimento envolvidos na proliferação celular
  • Imatinibe (Mesilato de Imatinibe): tumores estromais do trato gastrointestinal (GIST) e leucemia linfoide crônica
  • Dasatinibe: leucemia mieloide crônica (LMC) e leucemia linfoide aguda (LLA)
  • Trastuzumabe: alguns subtipos de cânceres gástricos e mamários
  • Pertuzumabe: alguns subtipos de cânceres mamários
  • Lapatinibe: alguns tipos de cânceres mamários
  • Gefitinibe: adenocarcinomas de pulmão
  • Erlotinibe: carcinomas de pulmão e pâncreas
  • Cetuximabe: carcinomas escamosos de cabeça e pescoço e carcinomas cólon-retais
  • Panitumumabe: cânceres de cólon (intestino)
  • Temsirolimus: carcinoma de células renais, astrocitomas de células gigantes (um subtipo de tumor de sistema nervoso central), cânceres de mamários e carcinomas neuroendócrinos de pâncreas
  • Vemurafenibe: melanoma metastático
  • Crizotinibe: câncer de pulmão
  • Bloqueio da formação de novos vasos sanguíneos necessários para suprir o tumor com oxigênios e nutrientes, impedindo o crescimento tumoral. São as chamadas medicações antiangiogênicas Bevacizumabe: gliblastoma (um dos tipos de tumor de sistema nervoso central), alguns carcinomas pulmonares, intestinais, renais e mamários
  • Aflibercepte: carcinomas de cólon (intestino)
  • Sorafenibe: hepatocarcinomas (carcinomas de fígado)
  • Sunitinibe: carcionomas de células renais, tumores estromais do trato gastrointestinal (GIST) que não respondem à terapia com imatinibe e carcinomas neuroendócrinos de pâncreas
  • Pazopanibe: carcionoma de células renais e sarcomas de tecidos moles
  • Regorafenibe: carcinomas cólon-retais
  • Terapias que auxiliam o sistema imune a combater o câncer
  • Ipilimumabe: melanoma
  • Rituximabe: linfoma não-Hodgkin de células B e leucemia linfoide crônica
  • Alemtuzumabe: leucemia linfoide crônica
  • Modificação da função de certas proteínas responsáveis pela expressão de genes relacionados às atividades tumorais Vorinostate: linfoma de células T cutâneas
  • Indução da morte celular
  • Bortezomibe: mieloma múltiplo e linfoma de células do Manto
  • Anticorpos com capacidade de carrearem toxinas e facilitarem sua entrada nas células neoplásicas, levando à sua destruição (mecanismo “cavalo de troia”)
  • Tositumomabe e 131 I Tositumomabe: certos tipos de linfoma não-Hodgkin de células B
  • Ibritumomabe tiuxetan: linfoma não-Hodgkin de células B
  • Brentuximab vedotin: linfoma anaplásico de grandes células e linfoma de Hodgkin

A utilização da terapia-alvo pode ser de feita em forma de monoterapia (apenas uma substância) ou em forma de associação com a quimioterapia convencional. Mas a escolha do tratamento irá depender do medicamento em questão, do subtipo do câncer a ser tratado e do quadro clínico do paciente.

Esta forma de terapia é uma das mais pesquisadas nos estudos clínicos realizados atualmente no contexto oncológico, baseando-se no aprimoramento da descoberta de alvos celulares que sejam capazes de serem “atacados” de forma precisa e com o menor índice de efeitos colaterais possíveis.

Dúvidas Frequentes

Quando surgiu a terapia-alvo para o tratamento do câncer?

A primeira terapia direcionada a um alvo celular específico foi a terapia “anti-hormonal”, com atividade sobre o receptor de estrógeno da célula do tumor de mama. Desde então, diversos medicamentos foram desenvolvidos.

Qual a importância e os diferenciais deste tipo de tratamento?

A terapia-alvo baseia-se na ação dos medicamentos exclusivamente, ou quase exclusivamente, direcionados às moléculas específicas das células tumorais, reduzindo assim suas atividades sobre as células saudáveis e os efeitos colaterais.

Podemos falar em tratamento individualizado? O que seria este conceito?

Sim. Mesmo um único tipo de câncer (câncer de mama) pode apresentar diversos subtipos e subclassificações que devem ser pesquisadas caso a caso. E só depois vai ser estudada a utilização, ou não, de substâncias alvo.

Como a terapia-alvo age no organismo? Quais as diferenças em relação aos tratamentos quimioterápicos tradicionais?

As quimioterapias tradicionais, em geral, agem impedindo a divisão celular, causando danos nas moléculas de DNA e/ou RNA. Como estes compostos regulam a multiplicação em todas as células humanas, sejam elas tumorais ou não, as possibilidades da ação da quimioterapia se estender às células saudáveis e causar efeitos colaterais são grandes. Já a terapia-alvo tem como objetivo direcionar sua atividade às moléculas fundamentais ao crescimento tumoral,sejam esta moléculas específicas dos tumores ou presentes em células normais, porém “superativadas” nas células tumorais.

Podemos combinar a terapia-alvo com outras formas de tratamento?

Sim. Alguns desses medicamentos só podem ser usados em combinação com as quimioterapias convencionais.

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Publicado em 18/11/2011


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