Técnicas e equipamentos disponíveis

Radiocirurgia estereotáxica RTCir

A Radiocirurgia Estereotáxica envolve administração de altas doses de radiação a uma região localizada do cérebro, em uma única fração de tratamento ou em poucas frações, em geral, menos de cinco.

A utilização de métodos estereotáxicos possibilita a liberação de altas doses aos volumes-alvos com doses significativamente baixas em outras áreas do tecido cerebral.

Dispomos da moderna tecnologia de localização estereotáxica chamada Exactrac® Brainlab, que consiste em um conjunto de dois equipamentos de raios X e dois painéis detectores de silício amorfo de alta resolução, em que duas imagens bidimensionais são adquiridas em ângulos ortogonais que, combinados com reconstruções a partir da Tomografia de Planejamento, resultam em uma localização 6D, ou seja, todos os eixos de deslocamentos e rotação podem ser corrigidos.

A alta especificidade de concentração da dose é alcançada por tratamento com arcos dinâmicos ou por Radioterapia de Intensidade Modulada – IMRT. Para isso, é utilizado um sistema de Microcolimação de Múltiplas Folhas ultramoderno (m3® Brainlab), que se ajusta ao formato do tumor, enquanto a máquina gira em torno do paciente, no caso dos arcos dinâmicos; ou por meio de campos com o braço (gantry) estático enquanto movimentam-se as lâminas do sistema m3 para proteger ou irradiar uma determinada região do campo, administrando e modulando, assim, a dose de radiação para cada incidência.

Em geral, são utilizados de cinco a nove arcos distribuídos em torno da cabeça do paciente ou de cinco a nove campos estáticos de IMRT.

É indicada para o tratamento de tumores cerebrais pediátricos, metástases ou recidivas cerebrais e, inclusive, para tratamentos de lesões benignas, como gliomas, adenomas pituitários, neuragia de trigêmeo, má-formação arteriovenosa (MAV), meningeomas da base do crânio, entre outros.

Os sistemas modernos de localização permitiram que em alguns tratamentos com Radiocirurgia Fracionada fossem utilizados máscaras de fixação. Esse avanço proporciona um amplo conforto ao paciente, evitando utilização de anéis de fixação óssea.

Resulta em um expressivo aumento na habilidade de controlar doenças intracraniais, combinado com a redução do risco de efeitos secundários da radioterapia.

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