Ortopedia e Reumatologia

Protocolos ortopédicos garantem a segurança e a recuperação mais rápida nas cirurgias de próteses

<p class="cap">O Hospital Israelita Albert Einstein é pioneiro na implantação de protocolos na área de ortopedia em hospitais no Brasil. Baseado em uma pesquisa realizada internamente com pacientes que passaram por cirurgias de próteses ortopédicas, os procedimentos que compõem estes protocolos têm apresentado resultados bastante positivos. </p> <p><img src="/PublishingImages/protocolos-ortopedicos-garatem-seguranca-690x300.jpg" style="padding-bottom:10px;float:left"></p> <p>Prova disto é que dois trabalhos científicos abordando o estudo foram aceitos e serão apresentados no 43º Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia, que acontece em novembro de 2011, em São Paulo. </p> <p>"Nosso protocolo melhora a prática médica e garante qualidade e segurança no atendimento aos pacientes ortopédicos do Einstein, assemelhando-se aos protocolos internacionais e ao que a literatura científica mundial diz que é bom para o paciente", afirma o coordenador do Programa de Ortopedia do Einstein, Dr. Mário Ferreti. "Além disso, fomos os primeiros no Brasil a contar com protocolos em ortopedia", diz.</p> <h3>Protocolo de Artroplastia de Quadril e Joelho</h3> <p>Os protocolos gerenciados são desenvolvidos baseados nas melhores evidências científicas e após validação do corpo clínico. O seu objetivo é garantir o tratamento adequado, a qualidade assistencial e a segurança ao paciente, além de uso efetivo de recursos.</p> <p>No Brasil não existiam protocolos em ortopedia. Foi, então, que o Einstein, a partir do Programa de Especialidades do Aparelho Locomotor, criou os Protocolos de Artroplastia de Quadril (ATQ) e Artroplastia de Joelho (ATJ), em 2007, já tendo atendido aproximadamente 500 pacientes.</p> <p>De acordo com Silvia Ferraz, gerenciadora de Práticas Assistenciais do Programa de Ortopedia e Reumatologia do Einstein, o número de próteses tem aumentado consideravelmente nos últimos dez anos. Hoje são realizadas por ano 120 cirurgias de prótese de quadril e 60 de joelho, somente no Einstein.</p> <p>"Essas cirurgias são muito complexas, por isso criamos os protocolos para evitar complicações como luxações, infecções e eventos tromboembólicos, como as embolias", explica Silvia.</p> <p>Entre janeiro e junho de 2010, 55 pacientes foram atendidos pelo protocolo de ATQ, enquanto 30 pacientes tiveram atendimento pelo protocolo de ATJ. Nesse período, segundo um levantamento realizado pelo Programa de Ortopedia do Hospital, tanto a avaliação dos pacientes em relação ao atendimento das equipes de enfermagem como a dos profissionais de fisioterapia foi de 100% de satisfação. </p> <p>"Com a implantação desses protocolos, o tempo de permanência hospitalar fica menor e os custos são minimizados, bem como os riscos e as complicações dos pacientes", diz a enfermeira.</p> <p>Um dos diferenciais do Einstein dentro do Programa de Ortopedia é a criação de um Projeto de Desfecho Clínico, elaborado em outubro de 2010, em que uma enfermeira é treinada para fazer o acompanhamento pós-alta de todos os pacientes operados na Ortopedia Einstein. </p> <p>O passo-a passo do Projeto de Desfecho Clínico:</p> <ul> <li>A enfermeira liga para o paciente no 1º, 3º, 6º mês, durante o 1º e o 2º ano.</li> <li>É feito um resgate (acompanhamento) do histórico deste paciente durante o período pós-alta.</li> <li>Em todos os contatos com o pacientes ortopédicos é aplicado um questionário de avaliação de qualidade de vida, chamado EuroQol – EQ-05.</li> <li>Em cirurgias de joelho e quadril, também são aplicados questionários específicos de funcionalidade, conhecidos, respectivamente, por WOMAC e KOOS.</li> </ul> <p>De acordo com a enfermeira, para que estes protocolos se tornem completos, ainda falta o atendimento pré-operatório ao paciente, que está em fase de implantação.</p> <h3>Pesquisa clínica em osteoartrose de quadril e joelho </h3> <p>O protocolo foi iniciado em 2009 e até hoje já foram acompanhados mais de 500 pacientes no pós-operatório. A equipe conseguiu, porém, recuperar retrospectivamente os dados de pacientes que realizaram cirurgias de próteses no Einstein em 2007 e 2008.</p> <p>O artigo que será apresentado no 43º Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia compara justamente a melhora nos resultados entre 2007 e 2008 – quando ainda não existia o protocolo – e 2009 e 2010, depois de sua implantação. </p> <h3>Resultados</h3> <h4>Quem sai ganhando com a prática de procedimentos baseados em padronizações, é claro, são os pacientes.</h4> <p>Dois dos resultados mais importantes do protocolo são: </p> <ul> <li>A diminuição do tempo de internação </li> <li>A queda no número de infecções – que chegou a zero em 2010, auxiliada também por uma campanha do Einstein voltada para higienização de mãos. </li> </ul> <p>Também dentro deste protocolo – voltado para cirurgias mais complexas de quadril e joelho – o paciente passa a ser acompanhado desde o pré-operatório até dois anos após a cirurgia. </p> <p>Antes mesmo do procedimento, ele é convidado a assistir a um vídeo sobre como deverá andar, sentar, caminhar e deitar-se após a cirurgia, e também sobre como será o próprio procedimento cirúrgico.</p> <p>No pós-operatório, os enfermeiros checam se a medicação de prevenção de eventos tromboembólicos está sendo prescrita e ministrada corretamente, e conferem se as normas estabelecidas pelo protocolo estão sendo respeitadas. </p> <p>O objetivo é fazer com que o paciente fique acamado o menor tempo possível. "A reabilitação também se torna mais efetiva, porque não há apenas a prescrição do médico, mas um trabalho de toda a equipe para verificar se o tratamento está sendo realizado adequadamente", explica o Dr. Mário Ferreti. </p> <p>Depois da alta, o paciente ainda conta com o apoio da equipe de profissionais do Einstein, que acompanha via telefone as suas atividades do dia a dia por cerca de dois anos. Neste período, todas as informações são analisadas, criando-se uma base de pesquisa que, certamente, ajudará na melhora constante dos procedimentos cirúrgicos ortopédicos disponíveis.</p> <br> <p><em>Publicado em setembro/2011</em></p>

Publicado em 23/09/2011


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