Reabilitação

Terapia ocupacional

O Serviço de Terapia Ocupacional do Hospital Albert Einstein atende indivíduos de todas as faixas etárias e diagnósticos clínicos ou cirúrgicos, internados ou ambulatoriais, cuja capacidade para desempenhar atividades cotidianas estejam ameaçadas ou interrompidas por incapacidades temporárias ou permanentes. O objetivo final da terapia ocupacional é habilitar ou reabilitar o indivíduo para desempenhar, de forma satisfatória, suas atividades de vida diária: autocuidado corporal, atividades rotineiras da vida pessoal (direção veicular, uso de aparelhos de comunicação, finanças pessoais etc.), trabalho, estudo, lazer/brincar e participação social. Para atingir este objetivo, o terapeuta utiliza atividades terapêuticas e recursos de tecnologia assistiva (adaptações, cadeiras de rodas, órteses, recursos de informática, entre outros), a fim de adaptar o ambiente e/ou os acessórios utilizados no dia a dia do paciente, para torná-lo mais autônomo e seguro em sua rotina ocupacional e desempenho das tarefas cotidianas.

Terapia da Mão

Avaliação e tratamento nos casos em que a biomecânica dos membros superiores está comprometida em função de sequelas/distúrbios neurológicos, ortopédicos ou queimaduras que impeçam o funcionamento dos mesmos. O programa inclui tratamento cicatricial de feridas cirúrgicas ou queimaduras, controle da dor e edema, fortalecimento muscular, reeducação sensorial, visando à recuperação da sensibilidade, à reabilitação da função de preensão e da coordenação motora fina, a fim de que o membro afetado possa desempenhar satisfatoriamente as atividades de vida diária, e à confecção de órteses indicadas (aparelhos estáticos ou dinâmicos confeccionados com material termoplástico sob medida para os membros superiores), para tratamento pós-operatório, para prevenção e/ou correção de deformidades e para auxiliar no desempenho das atividades cotidianas.

Adequação Postural

Avaliação, indicação e treinamento do paciente para uso de cadeiras de rodas e outros equipamentos que permitam a postura adequada para a execução das atividades cotidianas, especialmente as que utilizam a postura sentada, como o uso de computador, o ato de dirigir, a prática de esporte adaptado, a higiene corporal em cadeira especial para uso no banheiro.

Adequação Ambiental

Avaliação e indicação de adaptações do ambiente (barras de segurança, pisos antiderrapantes, acessibilidade para cadeira de rodas etc.), com base na norma da ABNT para os portadores de deficiência, visando ao aumento da autonomia, da segurança e da integração do indivíduo com as atividades desempenhadas em domicilio, escola e espaço laboral, respeitando os limites impostos pela patologia e/ou suas sequelas.

Programa de Comunicação Alternativa e Suplementar (CAS)

Em parceria com o serviço de Fonoaudiologia, promove a adaptação motora e o treinamento dos indivíduos nos processos de CAS que requerem alterações na postura, uso de cadeiras especiais, acionadores especiais de equipamentos de CAS, como computadores, mouses, entre outros.

Órteses

São dispositivos destinados a apoiar ou mobilizar uma parte do corpo que esteja em processo de reabilitação, com o objetivo final de prevenir ou corrigir deformidades e auxiliar na recuperação físico-funcional dos membros superiores e inferiores. No Einstein executamos órteses de membros superiores para todas as idades e de membros inferiores para pacientes pediátricos, dependendo do caso clínico. As órteses, também conhecidas como talas ou goteiras, são aparelhos confeccionados em material termoplástico de baixa temperatura e passíveis de serem manuseados pela terapeuta em equipamentos simples e terem sua confecção totalmente finalizada em 1 ou 2 horas, dependendo do modelo (exceção feita aos modelos que requerem um acessório de metal, confeccionado em fornecedor externo). O paciente receberá instruções de uso por escrito e poderá retornar sem custo adicional, em caso de qualquer problema no prazo de 15 dias da confecção da órtese, sob agendamento. As órtese no Einstein são executadas por terapeutas ocupacionais com especialização em terapia da mão. O modelo a ser confeccionado será definido pela terapeuta e será cobrado conforme a nossa tabela de materiais (Órtese tipo 1 a 6), considerando a quantidade de material a ser utilizado.

  • Órtese Tipo 1 - Órteses estáticas que imobilizam pequenas articulações. Ex.: dedeira; abdutor de polegar para neonato.
  • Órtese Tipo 2 - Órteses estáticas que imobilizam e bloqueiam articulações da mão.Ex.: abdutor de polegar curto/rizartrose; dedeira com apoio palmar.
  • Órtese Tipo 3 - Órteses estáticas que imobilizam punho e antebraço, “cock-up”, abdutor de polegar longo.
  • Órtese Tipo 4 - Órteses estáticas ou dinâmicas que imobilizam o antebraço com apoio dos dedos ou com dedos em tração dinâmica. Ex.: órtese dinâmica de flexores, órtese dinâmica de extensores, estabilizador de punho com apoio dorsal.
  • Órtese Tipo 5 - Órteses estáticas ou dinâmicas, envolvendo articulações do cotovelo e apoio em braço e antebraço. Ex.: órtese dinâmica de cotovelo, órtese axilo-palmar.
  • Órtese Tipo 6 - Órteses estáticas que posicionam o membro inferior infantil. Ex.: Goteira infantil, Órtese de posicionamento de membro inferior infantil.

Indicações: todos os pacientes internados ou ambulatoriais com diagnósticos neurológicos, traumato-ortopédicos, queimados ou neonatos que tenham desenvolvido deformidades ou corram risco de desenvolvê-las em função de alterações motoras, circulatórias ou da pele.

Contraindicação: Casos em que a órtese não cumprirá a função para a qual é destinada, ou não houver alteração clínica que justifique seu uso, ou em casos de pacientes cujo estado mental contraindique o uso do dispositivo.

Visita Domiciliar

Visita do terapeuta em domicílio ou outros locais onde o paciente realiza suas atividades cotidianas, com o objetivo de ajustar a rotina ocupacional e/ou adaptar o ambiente com dispositivos de tecnologia assistiva (remoção de barreiras arquitetônicas, instalação de barras de apoio, entre outras que poderão ser feitas para oferecer a autonomia, independência e segurança do paciente no ambiente). O procedimento tem o objetivo de avaliar e intervir diretamente no ambiente e na rotina do paciente relativos às suas atividades diárias. Este procedimento pode fazer parte de um processo avaliativo inicial, na admissão do paciente no Centro de Reabilitação ou pode ser requisitado a qualquer momento durante a vigência do tratamento, e não se caracteriza em home care, uma vez que estas intervenções são de caráter eventual no tratamento do paciente que frequenta regularmente o Centro de Reabilitação como paciente externo. Pode ser aplicado ao paciente internado, com a presença da família/cuidadores, no sentido de preparar o domicílio do paciente para recebê-lo no pós-alta, bem como a sua rotina de atividades depois de ter deixado o hospital. Após a visita, é elaborado um relatório descritivo da situação do local visitado, constando as indicações de modificação e uma lista de fornecedores sugeridos para o suprimento dos acessórios e serviços indicados. Uma cópia é entregue para a família e outra fica arquivada no prontuário.

Indicações: pacientes que necessitam de adequação do ambiente e/ou da rotina de atividades após a instalação de deficiências ou dificuldades permanentes ou transitórias no desempenho das atividades de vida diária.

Programa de Atividades de Vida Diária

Tem como foco todo o escopo das atividades cotidianas do ser humano – autocuidado corporal, atividades rotineiras da vida pessoal. A partir da avaliação do status de autonomia, segurança e satisfação para o desempenho destas atividades, é feito o treinamento para implementar as melhorias necessárias, como a indicação de adaptações e acessórios especiais e a modificação no processo de execução das tarefas, a fim de se adequarem ao nível funcional do indivíduo e seu potencial. Este programa é executado no Laboratório de Atividades de Vida Diária e nos locais na comunidade onde o paciente desempenha seus papéis ocupacionais, como casa, escola, local de trabalho, espaços de lazer, centro comerciais, entre outros.

Estimulação Visual

Avalia o impacto da deficiência visual – total ou parcial – nas atividades cotidianas do indivíduo, estimular a sua recuperação, quando possível e/ou implementar o uso de adaptações, quando indicado, a fim de proporcionar maior autonomia com segurança no dia a dia.

Intervenção Precoce

Avalia e acompanhar o desenvolvimento infantil com foco nos fatores que interferem no desempenho ocupacional da criança de acordo com seu quadro clínico e idade, além de orientar se necessário a adequação ambiental, estimulação para as aquisições motoras, cognitivas e percepto-sensoriais, assim como tipos de brinquedos e brincadeiras adequados para cada faixa etária e de acordo com as habilidades já adquiridas pela criança, de forma personalizada.

Programa de Terapia Sensório-Cognitivo-Motora

Tem o foco na recuperação de funções físicas e mentais específicas que estão diretamente associadas ao desempenho das atividades cotidianas, como movimentação e coordenação motora fina dos membros superiores (como a recuperação da capacidade de escrever, por exemplo), percepção e discriminação das sensações táteis e dos demais aspectos cognitivos que interferem no planejamento e na execução das atividades cotidianas, conservação da energia corporal (importante para os pacientes que se fadigam com facilidade devido às deficiências do sistema cardiorrespiratório e/ou musculoesquelético), proteção articular para evitar o desgaste das articulações durante as atividades cotidianas.

Avaliação de Terapia Ocupacional

Descrição: o procedimento visa levantar dados que permitam conhecer o contexto global do paciente e seus déficits em termos de saúde e funcionalidade, possibilitando definir a conduta de tratamento.

Indicações: pacientes de todas as idades com diagnósticos médicos nas áreas de neurologia, pediatria, ortopedia e outras que possuam pedido médico para o procedimento. Aplicável a pacientes internados e ambulatoriais.

Atendimento Individual de Terapia Ocupacional

Descrição: tratamento individualizado, realizado após a avaliação do paciente para implementação do plano de reabilitação aos pacientes com diversos diagnósticos médicos. Neste procedimento o terapeuta se utilizará de técnicas específicas para estimular, corrigir e adaptar funções físicas, mentais e sociais que possuem impacto no desempenho das atividades de vida diária, bem como vivenciará estas atividades no Laboratório de Atividades de Vida Diária. O terapeuta também planejará, confeccionará e/ou indicará fornecedores de adaptações (tecnologia assistiva), como cadeiras de rodas, adaptações para escrita etc.).

Indicações: pacientes de todas as idades com diagnósticos médicos nas áreas de neurologia, pediatria, ortopedia, entre outras.

Contraindicação: qualquer contraindicação na continuidade do atendimento é definida pelo terapeuta, em acordo com o médico do paciente, diante de intercorrências clínicas que impeçam o paciente de continuar o atendimento.

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