Instituto do Cérebro

Cefaleia

A dor de cabeça é uma das causas mais comuns de queixa em consultório neurológico e a dor mais comumente relatada aos médicos de família, pediatras e clínicos.

As cefaleias como são chamadas as dores de cabeça podem ser divididas em:

  • Primárias: Se caracterizam por não haver alterações estruturais no cérebro e são representadas em sua maioria pelas enxaquecas e cefaleias tensionais.
  • Secundárias: Incluem aquelas associadas a traumatismo craniano, neoplasias (tumores), doenças vasculares (referente a artérias e veias), medicações, infecções, distúrbios metabólicos, desordens do pescoço e face e neuralgias cranianas.

A enxaqueca é a cefaleia de maior importância no Brasil

Conheça melhor a enxaqueca

Prevalência

  • A enxaqueca é a cefaleia de maior importância no Brasil e estudo epidemiológico brasileiro publicado pelo grupo do Dr. Mario Peres, do Instituto de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, mostra que a prevalência de enxaqueca é de 15,2% na população em geral acomete mais mulheres, pessoas com maior nível educacional e aquelas que não praticam exercícios físicos. Cerca de 92% dos pacientes não recebem tratamento especializado com neurologista. A prevalência de cefaleia tensional foi de 13% na população em geral com maior frequência em homens e pessoas com maior nível educacional. A cefaleia crônica diaria representou 6,9% dos casos de cefaleia na população brasileira e foi mais prevalente em indivíduos do sexo feminino, com alta renda familiar, desempregados e que não fazem exercícios físicos regularmente.

Sinais e Sintomas

  • A enxaqueca é uma doença crônica debilitante, que se manifesta por dor de cabeça e combinações variadas de sintomas e sinais associados, de maneira recorrente. A dor de cabeça tem início gradual com duração de quatro a 72 horas em adultos e de uma a 72 horas em crianças, se caracteriza por ser pulsátil e ou latejante, por vezes unilateral, tem intensidade de moderada a forte e é acompanhada de sensibilidade à luz e ao barulho. Náusea ocorre em cerca de 90% dos indivíduos, ao passo que vômitos ocorrem em cerca de um terço dos casos. O diagnóstico baseia-se nos critérios supracitados estabelecidos pela sociedade Internacional de Cefaleia em 1988 e revistos em 2004 e 2006, constantes da Classificação Internacional das Cefaleias (CIC).
    Pode-se dividir a enxaqueca em episódica e crônica, de acordo com a freqüência das crises. A enxaqueca crônica é definida pela ocorrência de dor em mais de 15 dias por mês. É também uma doença comum, com uma freqüência que varia de 2% a 3% na população geral e em centros especializados em cefaléias representa até 60% das consultas. Apesar de menos freqüente que a enxaqueca episódica, causa um impacto individual e socioeconômico superior, com níveis de incapacidade maiores que os encontrados na enxaqueca episódica.

Comorbidades

  • A enxaqueca é associada a diversas condições, como por exemplo fibromialgia, depressão, ansiedade e distúrbios de sono.

Tratamento

  • O tratamento das cefaleias começa com um diagnóstico adequado, identificando as causas primárias e secundárias de cefaleia. Uma vez realizado o diagnóstico de cefaleia primária os pacientes se beneficiarão de uma explicação completa acerca de sua patologia. Muitos pacientes com cefaleia recorrente se preocupam com condições secundárias que poderiam estar deflagrando sua dor de cabeça como, por exemplo, tumores cerebrais e ou aneurismas cerebrais e devem ser esclarecidos. Os pacientes devem ser educados a respeito de sua condição e encorajados a participar de seu próprio tratamento através de um preenchimento adequado do diário da dor, estabelecendo deste modo a frequência, intensidade e duração da dor bem como a presença de sintomas associados como náuseas e vômitos. Os fatores desencadeantes poderão ser identificados também, através do diário. Uma vez iniciado o programa de tratamento o diário poderá ser utilizado para mostrar a eficácia do tratamento agudo e preventivo.
    O plano de tratamento das cefaleias deve seguir os seguintes passos:
    • Educar e encorajar o paciente
    • Prevenir os ataques evitando fatores desencadeantes (alterações hormonais, fatores dietéticos, mudanças ambientais, estímulos sensoriais e estresse).
    • Usar tratamentos não farmacológicos como relaxamento, biofeedback, adequação do estilo de vida (ter sono adequado, fazer exercícios físicos e parar de fumar).
    • Tratamento na fase aguda: aliviar sintomas e impedir a progressão da dor.
    • Terapia preventiva para reduzir a frequência, intensidade e duração da dor.
    • Usar de terapias alternativas quando apropriado
    • Reavaliação periódica e reconsiderar o plano de tratamento.

Pesquisadores

Eliova Zukerman

  • Médico Neurologista do Hospital Albert Einstein, médico pesquisador do grupo de cefaléias do Instituto do Cérebro do Hospital Albert Einstein. Professor assistente de Neurologia da UNIFESP / EPM.

Mario Fernando Prieto Peres

  • Coordenador do grupo
  • Possui graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1995) e doutorado em Medicina (Neurologia) pela Universidade Federal de São Paulo (2000) e pós-doutorado/fellowship pela Thomas Jefferson University, Philadelphia. Atualmente é pesquisador senior do Hospital Israelita Albert Einstein, professor da pós-graduação Neurologia/Neurociências da UNIFESP e Professor de Neurologia da FMABC. Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Neurologia, atuando principalmente nos seguintes temas: enxaqueca e comorbidades, melatonina, fisiopatologia das cefaléias, cefaléias trigêmino-autonômicas. Autor do livro Dor de cabeça: O que ela quer com você?, publicado em 2008.
  • Curriculo lattes

André Leite Gonçalves

  • Possui graduação em Medicina pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2001). Atua principalmente nos seguintes temas: Cefaléia, Eletrencefalografia e Neuropediatria. Médico pesquisador do grupo de cefaléias do Instituto do Cérebro do Hospital Albert Einstein, na linha de estudo de tratamento preventivos, fatores preditivos da resposta ao placebo.

Domingos Savio de Souza Vieira

  • Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco (1998). Residência Médica em Neurologia pela Universidade Federal de São Paulo. Título de Especialista pela AMB em Neurologia e Neurofisiologia Clínica. Doutorado em andamento na aréa de Neurociências pela Universidade Federal de São Paulo. Atualmente é médico neurofisiologista - EEG do Hospital Israelita Albert Einstein, pesquisador em Neurociências do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, pesquisador em Neurociências da Universidade Federal de São Paulo, médico neurologista do Hospital Estadual Geral de Pedreira e do Laboratório Especializado em Líquido Cefalorraqidiano - Senne Líquor.

Juliane Prieto Peres Mercante

  • Possui graduação na Faculdade de Psicologia pela Universidade Paulista (1992) e graduação em Licenciatura em Artes Plásticas pela Fundação Armando Álvares Penteado (1995). Atualmente é pesquisadora no Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein, defendeu doutorado do Departamento de Psiquiatria do Hospital das Clínícas da FMUSP. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Pesquisa Clínica e Terapia Comportamental Cognitiva, atuando principalmente nos seguintes temas: enxaqueca crônica, tratamento preventivo, transtornos de ansiedade e transtorno de humor.

Marcelo Masruha Rodrigues

  • Graduação em medicina pela Universidade Federal do Espírito Santo (2000). Doutorado em neurologia pela Universidade Federal de São Paulo (2007). Título de especialista em neurologia, neurologia pediátrica e neurofisiologia clínica pela Associação Médica Brasileira. Atualmente é médico do Setor de Neurologia Infantil da Universidade Federal de São Paulo, onde exerce o cargo de preceptor da residência médica em neurologia pediátrica. Médico pesquisador do grupo de cefaléias do Instituto do Cérebro do Hospital Albert Einstein. Linhas de pesquisa: cefaléias na infância e adolescência e tratamento da espasticidade

Vera Zukerman Guendler

  • Possui graduação em faculdade de Psicologia pelo Instituto Unificado Paulista (1978). Mestrado em neurociências pela Universidade Federal de São Paulo (2007). Título de especialista em técnicas de abordagem corporal-Cinesiologia, pelo Instituto Sedes Sapientae. Atualmente atua na linha de pesquisa do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein-Prevalência e Impacto das Cefaléias e em clínica privada. Tem experiência na área de enxaqueca, com ênfase em pesquisa clínica, terapia cognitiva de grupo e técnicas de relaxamento, principalmente relacionada à enxaqueca crônica, abuso de medicação, tratamento preventivo, transtornos da ansiedade e do humor.

15/08/2011 11:07:26

Melissa

oi tenho grandes crises de enxaqueca, e li a reportagem sobre tratamento com botox, tenho plano de saúde da unimed mas para ArAraquara- SP, não sei oque é não ter dor de cabeça, nauseas, cansaço extremo, isso me prejudica no meu trabalho e nos meus estudas e na minha vida com minha familia, com isso, gostaria de informações sobre este tratamento, tenho estes sintomas desde adolescente, mas as dores começaram a ficar mais intensa e o cansaço também, tenho apenas 33 anos. Poderiam me ajudar? Abrçs

Resposta:

Melissa, agradecemos seu comentário. Aconselhamos você a procurar um neurologista para que seja feita uma avaliação completa e detalhada das suas dores de cabeça. Caso queira agendar uma consulta com profissionais do Einstein, nossa equipe está à disposição. O telefone para contato é 11 2151-1233 | Opção de número 3 ou acessar a área do Indicador Médico no site http://www.einstein.br/hospital/Paginas/indicador-medico.aspx. Desejamos boa sorte.

12/08/2011 12:17:50

Etviges J. Garcia

sofro de enxaqueca cronica desde os 8 anos...tomo Naramig uma vez ao dia já tomei Sumax e nenhum tratamento ...ameniza a dor...Gostaria de marcar uma consulta com especialista da área...Tenho 53 anos e Unimed Nacional...por favor preciso de ajuda...Obrigada

Resposta:

Etviges, agradecemos seu contato. É muito importante o acompanhamento médico. Caso queira uma indicação médica, entre em contato com a nossa Central de Atendimento, 11 2151-1233, ou acesse o site, na área do Indicador Médico http://www.einstein.br/hospital/Paginas/indicador-medico.aspx.

27/04/2011 13:59:41

juliana

Boa tarde. Gostaria de saber se algum medico neurologista do Einstein atende o seguro bradesco. Muito brigada.

Resposta:

Olá Juliana, Para informações sobre atendimento de convênios, você pode ligar no telefone 2151-1233, opção 3.

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