Instituto do Cérebro

Facebook Twitter Youtube Google+ Instagram Linkedin Flickr  |  diminuir letra aumentar letra 

Imagem Molecular

A Imagem Molecular faz parte da medicina diagnóstica convencional, pois permite identificar moléculas alteradas em doenças como tumores, infarto do miocárdio, doença de Parkinson ou doença de Alzheimer. Ela faz a ponte com a medicina de precisão, pois permite medir o quanto estas moléculas e​stão alteradas, indicando as melhores terapêuticas para cada indivíduo (medicina personalizada).

No Brasil, o grupo de Imagem Molecular do Instituto do Cérebro é pioneiro no mapeamento de receptores cerebrais com novos radiotraçadores e modernas técnicas de Medicina Nuclear: PET-CT (Tomografia por Emissão de Pósitron acoplada a Tomografia Computadorizada) e SPECT-CT (Tomografia Computadorizada por Emissão de Fóton Único acoplada a Tomografia Computadorizada), as quais permitem quantificar moléculas in vivo, como receptores, transportadores e enzimas.

Linhas de Pesquisa

Estudos Clínicos

Diagnóstico da Doença de Parkinson com TRODAT-1-99mTc

Em 2005, o grupo de Imagem Molecular iniciou os primeiros estudos no Brasil em parceria com o Institute of Nuclear Energy de Taiwan utilizando o TRODAT-1-99mTc como um radiofármaco capaz de radiomarcar transportadores de dopamina. Os primeiros trabalhos, publicados em revistas nacionais de referência na área de neurologia e psiquiatria serviram para determinar os pontos de corte e valores de sensibilidade e especificidade da técnica, quando comparados indivíduos sabidamente portadores de doença de Parkinson (doença neurodegenerativa cuja disfunção dopaminérgica é um marco importante) versus controles.

Após os primeiros estudos de validação do método, as pesquisas foram focadas na tentativa de estabelecer diferenças entre fenótipos distintos de doença de Parkinson, em particular, aqueles com a forma de início precoce (antes 50 anos de idade) versus tardia (após 50 anos de idade). Curiosamente, os exames de SPECT com TRODAT-1-99mTc demonstraram maior disfunção dopaminérgica nos indivíduos com doença de Parkinson de início precoce, muito embora sejam estes os pacientes com as formas que progridem mais lentamente.

Alinhado com a utilidade clínica do método e, em especial, sua capacidade para auxiliar nos casos de dúvida diagnóstica, o grupo estudou uma série de pacientes que possuíam dúvida diagnóstica entre doença de Parkinson e tremor essencial, além de outras formas de parkinsonismo degenerativo e não-degenerativo. Este trabalho resultou em publicações internacionais e finalmente culminou com a introdução desta técnica de imagem molecular no Brasil, disponível nos grandes centros comercialmente.

Cintilografia miocárdica na doença de Parkinson

O sistema nervoso autônomo simpático pode estar comprometido em diversos problemas do coração, assim como na doença de Parkinson (DP), segunda doença neurodegenerativa mais comum. A cintilografia com metaiodobenzilguanidina-123I (MIBG-123I) avalia os terminais pós-ganglionares simpáticos, porém seu uso clínico na DP não está padronizado no Brasil. Conforme a literatura, o MIBG-123I auxilia diferenciar DP versus controles saudáveis e outras doenças neurodegenerativas, como a atrofia de múltiplos sistemas (AMS), importante diagnóstico diferencial com DP.

No início de 2013, o grupo de Imagem Molecular iniciou um projeto com o objetivo pioneiro de padronizar o uso clínico do MIBG-123I para DP no Brasil, assim como avaliar dois pontos originais. Primeiro, se há diferença na captação miocárdica de MIBG-123I na DP de início precoce (DPIP; ≤45 anos) versus DP de início tardio (DPIT; ≥60 anos) e, segundo, se portadores de AMS com captação miocárdica normal versus alterada de MIBG-123I têm densidades de transportador de dopamina cerebral diferentes.

Desenvolvimento e validação de radiofármacos

Desenvolvimento de radiotraçadores para o diagnóstico e tratamento de doenças do Sistema Nervoso Central

O grupo de Imagem Molecular em colaboração com a pesquisadora Luciana Malavolta Quaglio, da Santa Casa de São Paulo, está desenvolvendo a marcação e o controle de qualidade de peptídeos como potenciais radiofármacos para o diagnóstico e tratamento de doenças do Sistema Nervoso Central.

Validação da marcação e controle de qualidade do radiofármaco TRODAT-1-99mTc

Antes do TRODAT-1-99mTc ser utilizado em estudos clínicos para a avaliação da doença de Parkinson, Transtorno Obsessivo Compulsivo e Transtorno de Estresse Pós-Traumático, o grupo modificou e validou seu processo de marcação. Além disso, desenvolveu e validou a técnica de controle de qualidade por cromatografia em papel.

Desenvolvimento do radiofármaco IBZM-123I

O grupo encontra-se em fase inicial dos estudos relacionados à produção, validação e controle de qualidade do IBZM-123I, a princípio o objetivo é utilizá-lo na obtenção de imagens tomográficas SPECT in vivo para avaliarmos a biodistribuição de transportadores e receptores dopaminérgicos em pequenos animais de experimentação e, posteriormente, estudar a possibilidade de aplicá-lo em estudos clínicos.


Estudos pré-clínicos e instrumentação

Imagem Molecular em animais de experimentação

O grupo de Imagem Molecular está trabalhando no desenvolvimento de instrumentação e padronização de protocolos para a obtenção de imagens tomográficas SPECT de órgãos de pequenos animais de experimentação, com ênfase em imagens do sistema nervoso central. Durante os últimos anos, trabalhamos na caracterização do equipamento SPEM (Single Photon Emission Microscope) para uso em rotina de experimentação, como parte de uma colaboração com as Universidades de Chicago e de Illinois UC. Foi verificado que o aparelho pode produzir registros tomográficos com resolução espacial melhor do que 500 micrômetros, porém com sensibilidade limitada, e foram obtidas imagens de diferentes órgãos de camundongos. No momento, estamos desenvolvendo a Brazuka, que é um novo instrumento para obtenção de imagens SPECT, o qual segue um princípio de funcionamento semelhante ao do SPEM, porém com maior sensibilidade e que permite o estudo de animais maiores, como: camundongos, hamsters ou ratos jovens.

Um protótipo da Brazuka, consiste em uma cabeça detectora que combina um detector de alta resolução espacial, um intensificador de imagens e uma câmara CCD de alto desempenho.


Pesquisadores

Ana Claudia Camargo Miranda

Especialista Radiofarmácia e representante do grupo

Graduação em Biomedicina pela Universidade de Santo Amaro (UNISA)

Habilitação em Imagenologia junto ao Conselho Regional de Biomedicina, experiência em Medicina Nuclear, PET-CT e Radiofarmácia

MBA em Administração Hospitalar e Negócios da Saúde pela Universidade Santo Amaro (UNISA)

Mestre em Tecnologia Nuclear – Aplicações (Radiofarmácia) pelo Instituto de Pesquisa e Energia Nuclear (IPEN/USP)

Formação em Pesquisa Clínica pelo INVITARE Pesquisa Clínica

Especialista em Radiofarmácia do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa do Hospital Israelita Albert Einstein (IIEPAE)

Coordenadora do curso de pós graduação em Radiofarmácia da Faculdade de Enfermagem do Hospital Israelita Albert Einstein

Currículo Lattes

ana.miranda@einstein.br

Marycel Rosa Felisa Figols de Barboza

Especialista Radiofarmácia

Graduação em Farmácia pela Facultad de Química y Farmácia (1960)

Mestre em Ciências pela Universidade de São Paulo

Gerente de Produção de Radiofármacos na Diretoria de Radiofarmácia do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN/USP)

Especialista em Radiofarmácia do setor de Medicina Nuclear do Hospital Albert Einstein

Currículo Lattes

marycel.barboza@einstein.br

Ana Cláudia Ranucci Durante

Pesquisadora associada

Danielle Vieira Sobral

Aluna de mestrado

Jorge Mejia Cabeza

Pesquisador associado

Engenheiro Mecânico (1995) pela Universidad Industrial de Santander, Bucaramanga, Colômbia.

Mestre (1997) e Doutor em Astrofísica (2002) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Pós-Doutoramento (2002- 2004) em Desenvolvimento de Instrumentação e Ferramentas Computacionaies para Aquisição e Processamento de Dados em Cosmologia.

Pós-Doutoramento (2004-2007) em Desenvolvimento de Instrumentação e Ferramentas Computacionaies para Aquisição e Processamento de Dados em Astrofísica de Altas Energias.

Bolsista (2008-2010) do Programa de Apóio a Jovens Pesquisadores da FAPESP desenvolvendo o Projeto "Desenvolvimento de Instrumentação e de Algoritmos de Processamento de Dados para a Produção de Imagens Cintilográficas de Pequenos Animais com Resolação Espacial e Temporal Elevadas".

Pesquisador bolsista do Instituto do Cérebro (IIEPAE), onde trabalha em desenvolvimento de instrumentação e na padronização dos procedimentos de aquisição e processamento de imagens para tomografia SPECT de pequenos animais.

Currículo Lattes

jorge.cabeza@einstein.br

Lais Fernanda Alcarde

Aluna de mestrado

Luciana Malavolta Quaglio

Pesquisadora colaboradora

​​​

Publicado em 26/09/2014


Compartilhe

Deixe um comentário

* *
* Caracteres restantes: 500
* Campos Obrigatórios

Aviso: todo e qualquer comentário publicado na internet por meio deste sistema não reflete, obrigatoriamente, a opinião deste portal ou da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Einstein. Os textos publicados são de exclusiva, integral responsabilidade e autoria dos leitores que dele fizerem uso. O Hospital Israelita Albert Einstein reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou, de alguma forma, prejudiciais a terceiros. Informamos ainda que poderá haver moderação dos comentários que apresentarem dados clínicos ou pessoais dos autores, visando garantir a privacidade destas informações. Textos de caráter promocional ou inseridos no sistema sem a devida identificação (nome e endereço válido de email) também poderão ser excluídos.