Qualidade e Segurança do Paciente

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Infecção Hospitalar

A infecção hospitalar é aquela adquirida no hospital e que não estava presente ou em incubação quando da admissão do paciente. Ela pode manifestar-se durante a internação ou mesmo após a alta.

Atualmente o termo infecção hospitalar tem sido substituído por infecção relacionada à assistência à saúde (IRAS), healthcare-associated infection, na língua inglesa. Esta mudança abrange não só a infecção adquirida no hospital, mas também aquela relacionada a procedimentos realizados em ambulatório, durante cuidados domiciliares e a infecção ocupacional adquirida por profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, entre outros).

Quais os agentes causadores?

A infecção é causada por microrganismos ou micróbios - organismos vivos invisíveis a olho nu - que podem ser classificados em: bactérias, fungos, vírus e protozoários, existentes no ambiente hospitalar, em outros ambientes e mesmo no próprio organismo.

Como se transmite?

A infecção é resultante da interação entre: os microrganismos, sua fonte de transmissão e o hospedeiro. Em outras palavras, a infecção depende da quantidade de microrganismos que atinge o indivíduo, da capacidade deste germe em causar infecção, do seu modo de transmissão e da resistência imunológica do indivíduo (como ele responderá a esta agressão).

Os microrganismos podem ser transmitidos de pessoa para pessoa, especialmente pelas mãos; por isso, é fundamental a higiene das mãos. Há também outras maneiras de transmissão: por meio de água e alimentos contaminados; das gotículas que saem da boca quando falamos; ou pelo ar, quando respiramos pó e poeira que contém microrganismos.

Os riscos de aquisição desta infecção podem ser agrupados em:

  • Relacionados aos cuidados prestados: associada aos microrganismos presentes nas mãos dos profissionais de saúde, no ambiente ou no organismo do paciente. Geralmente estão relacionadas a procedimentos invasivos (por exemplo, intubação para auxiliar a respiração, passagem de cateteres venosos, cateteres no sistema urinário, cirurgias etc.). Em algumas situações essas infecções, especialmente as que ocorrem após cirurgias, podem ser prevenida com o uso de antibióticos.
  • Relacionados à organização: sistemas de ventilação de ar e de água, disponibilidade de profissionais (por exemplo, a relação entre número de enfermeiras dedicadas a atender um determinado número de leitos), e estrutura física (mais de um leito no mesmo quarto, a distância entre estes leitos, presença de pias, papel toalha, gel alcoólico para higiene das mãos etc.).
  • Relacionados à condição clínica do paciente: infecção associada à gravidade da doença, o comprometimento da imunidade do paciente, a tempo da internação etc.

Quem está mais exposto ao risco de adquirir a infecção hospitalar?

Recém-nascidos, idosos, diabéticos, pessoas com câncer e transplantados apresentam maiores riscos, pois estes possuem alterações em seu sistema de defesa contra os microrganismos.

Como são tratadas essas infecções e quais as suas complicações?

O tratamento da infecção hospitalar geralmente é feito com antibióticos.

A maior complicação da infecção hospitalar é o fato de poder acarretar problemas médicos adicionais, como a necessidade de re-intervenção cirúrgica ou a ocorrência de efeito colateral relacionado ao antibiótico administrado. Além disso, pode ser necessária a re-internação do paciente no hospital ou seu tempo de permanência ser maior do que o planejado inicialmente.

O que podem fazer pacientes e visitantes para minimizar o risco de transmissão da infecção hospitalar?

É importante lembrar que a prevenção pode reduzir o número de pacientes acometidos por esta infecção e, com isso, diminuir o uso de antibióticos, o tempo de permanência destes pacientes no hospital e os danos associados à infecção. Por isso, este deve ser um esforço de todos: profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas etc.), visitantes e pacientes.

A higiene das mãos - que devem ser lavadas com água e sabão ou utilizando o gel alcoólico - é uma medida simples, mas muito efetiva para reduzir este risco. Portanto, o paciente pode colaborar observando e lembrando os profissionais e visitantes a realizarem este ato. Pessoas resfriadas, gripadas, crianças com infecções próprias da infância não devem visitar pacientes internados.

Perguntas Frequentes sobre o Controle de Infecção no Einstein

Quais as medidas tomadas pelo Hospital Israelita Albert Einstein para prevenção da infecção hospitalar?

A implementação, treinamento e adesão dos profissionais de saúde às medidas de prevenção reduzem o risco de aquisição de infecção hospitalar relacionado aos cuidados prestados. Estas medidas incluem a realização da higiene das mãos (uso do gel alcoólico ou lavagem das mãos com água e sabão) antes e após o contato com o paciente. Outras medidas de prevenção também são importantes: o uso de luvas, avental e máscara (quando indicado), o uso de técnica asséptica ao realizar procedimentos, a limpeza do ambiente e o uso racional de antimicrobianos.

Reduzir os riscos, classificados como organizacionais, traduz-se em ter uma estrutura adequada para as atividades de assistência ao paciente, tais como: possuir pias e papel toalha acessíveis em todos os quartos, além de disponibilizar gel alcoólico para que todos os profissionais realizem a higiene das mãos. Outros exemplos incluem:

  • Luvas, aventais, máscaras disponibilizadas para todos os profissionais.
  • Relação adequada entre número de enfermeiros e número de leitos.
  • Atenção às áreas que necessitam de ventilação especial, como centro cirúrgico, com manutenção preventiva, visando à qualidade do ar durante a realização de cirurgias.

Em pacientes imunodeprimidos, como os que recebem o transplante de medula óssea, o risco é reduzido por meio da internação em quartos com ventilação especial, visando evitar a exposição a microrganismos presentes no ar.

Os cuidados com o sistema hidráulico do hospital, por meio de análises periódicas da qualidade da água, cloração adequada e limpeza dos reservatórios, também auxiliam a reduzir o risco.

Prevenir infecções significa ter uma estrutura adequada, recursos disponíveis e principalmente, profissionais atentos e treinados a seguir as práticas preconizadas.

Desde quando o Hospital Israelita Albert Einstein preocupa-se com o controle da infecção hospitalar?

O Einstein demonstra sua preocupação e o seu pioneirismo com a qualidade na assistência, por meio do controle e prevenção das infecções hospitalares.

O hospital foi inaugurado em 1971 e sua primeira Comissão de Controle de Infecção Hospitalar foi criada em 1977. No inicio de 1985 foi criado o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar com equipe exclusiva. Esta ação demonstrava o pioneirismo do Einstein em relação ao controle e prevenção destas infecções, pois apenas em 1992 a legislação brasileira passou a exigir a presença de uma equipe exclusiva para esta atividade. Atualmente o hospital conta com uma equipe de especialistas, na área médica e de enfermagem, que fazem a vigilância de casos e trabalham para a redução de riscos.

Desde 2007, novamente de forma inovadora no Brasil, o hospital implementou a cultura da tolerância zero às infecções.

O que é tolerância zero?

Tolerância zero é seguir as medidas de prevenção o tempo todo, com todos os pacientes e em todos os procedimentos, isto é, em 100% das vezes devem ser realizadas as medidas importantes para prevenir infecções.

Como são obtidas as taxas de infecção hospitalar no Hospital Israelita Albert Einstein?

São obtidas a partir da busca dos casos de infecção entre pacientes considerados de maior risco, isto é, os internados nas unidades de terapia intensiva (considerados críticos), os imunodeprimidos (transplantados, portadores de neoplasias) ou os submetidos a cirurgias no hospital.

Os hospitais americanos são os que mais frequentemente informam suas taxas de infecção hospitalar em publicações periódicas (como o National Healthcare Safety Network Report), que incluem atualmente aproximadamente 1500 hospitais, utilizando a mesma metodologia para coleta de dados. As taxas do Einstein são comparáveis às destas publicações.

Porém, nosso principal objetivo é de reduzir as taxas de infecções hospitalares ao mínimo possível implementando, de forma efetiva, medidas de prevenção cada vez mais eficazes.

Existe uma taxa geral de infecção hospitalar do Einstein?

No Einstein, seguindo as recomendações de sociedades internacionais, a busca dos indicadores de infecção é focada nos pacientes considerados de maior risco, isso é, pacientes críticos (internados nas unidades de terapia intensiva), pacientes imunodeprimidos (transplantados, portadores de neoplasias) ou submetidos a cirurgias no hospital. São obtidas taxas de infecção neste grupo de pacientes, segundo a exposição ou realização de procedimentos, tais como, tempo de uso de cateter urinário, cateter venoso central e ventilador mecânico.

Por isso, não há uma taxa geral de infecção e sim indicadores específicos.

Que atividades desenvolvidas no Einstein visam a prevenção das infecções?

Os profissionais do Serviço de Controle de Infecção do Einstein elaboram e coordenam o Programa de Prevenção e Controle de Infecção, com o objetivo de proteger toda pessoa que entra na instituição, incluindo pacientes, profissionais da saúde e público em geral (visitantes, familiares, acompanhantes etc.)

O programa incorpora práticas baseadas em evidências científicas, tendo como fonte as recomendações dos Centers for Disease Control and Prevention (CDC), Association for Professionals in Infection Control and Epidemiology (APIC), Society for Healthcare Epidemiology of America (SHEA), Institute for Healthcare Improvement (IHI), Associação Paulista de Estudos e Controle Infecção Hospitalar (APECIH) e outras associações. Além disso, o Einstein atende aos regulamentos/legislações dos governos federal, estadual e municipal, assim como das organizações de acreditação em qualidade - Joint Commission International e ISO.

Os seguintes elementos - essenciais para prevenir e controlar as infecções - foram conduzidos:

Reforço da prática rigorosa de higiene de mãos

Para melhorar e assegurar essa prática desde 2004 foi introduzido gel alcoólico em locais de fácil acesso, para que o profissional da saúde execute a higiene de mãos imediatamente antes e após os procedimentos.

São realizados treinamentos práticos e campanhas educativas anuais, visando garantir que a higiene de mãos seja realizada nos momentos certos e com técnica correta.

Uso das medidas de precauções padrão e isolamento

As precauções padrão são utilizadas para todos os pacientes (padrão de cuidados) e as precauções de isolamento se destinam a pacientes com doenças contagiosas ou portadores de bactérias resistentes. Recomenda-se o uso adequado de avental, luvas e máscaras e, em caso de doença de transmissão aérea, o paciente deve permanecer em ambiente com pressão negativa, isto é, o sistema de circulação de ar desse ambiente possui filtros que não permitem que o ar contaminado se misture com o ar dos demais ambientes.

Treinamento institucional continuado e permanente, utilizando inclusive a estratégia de Simulação Realística.

Prevenção de infecção associada a dispositivos (cateter vascular, sonda vesical e respirador)

As infecções associadas a esses dispositivos são monitoradas continuamente pelo SCIH e, em caso de detecção de algum problema, inicia-se um trabalho integrado com o setor envolvido, com discussão de pontos chaves e realização de ações corretivas. Além disso, periodicamente, os profissionais de saúde são treinados quanto às melhores práticas para prevenir as infecções do trato urinário, da corrente sanguínea e pneumonia.

Treinamentos - com aulas práticas de sondagem vesical - e iniciada a campanha Tolerância Zero para redução das infecções da corrente sanguínea e pneumonia, aplicando as melhores práticas indicadas pelo Centers for Disease Control and Prevention <(CDC) e Institute for Healthcare Improvement (IHI).

Cuidados ambientais

O SCIH, em conjunto com o serviço de higiene, lavanderia e serviço de nutrição, estabelece as rotinas e procedimentos de limpeza ambiental, manipulação de alimentos e de roupas, pois os microrganismos podem ser transmitidos também pelo ambiente. Os colaboradores são treinados continuamente quanto à importância da prevenção das infecções.

Realizados treinamento dos camareiros, copeiros e funcionários da lavanderia, incluindo os cuidados com pacientes em precauções/isolamento.

Além disso, em áreas onde são internados pacientes imunodeprimidos, a qualidade da água e do ar é analisada periodicamente, visando impedir a transmissão de microrganismos, especialmente alguns fungos e bactérias.

Grupos de suporte em infecção e enfermeiro de ligação

Para aprimorar as ações de segurança do paciente com foco na prevenção das infecções, foram formados os Grupos de Suporte em Infecção nos Centro de Terapia Intensiva Adulto, Pediátrico e Neonatal. Esse grupo composto por equipe multiprofissional e SCIH, atua avaliando, monitorando e implementando as medidas de prevenção de infecção.

Em outras áreas como Oncologia, Clínica Médico-Cirúrgica e Primeiro Atendimento, os enfermeiros assistenciais atuam como elo entre sua unidade e o SCIH quanto às medidas de prevenção das infecções, monitorando, avaliando e treinando as equipes.

Indicadores de Infecção Hospitalar

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