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Tamanho do pênis: não existe comprovação científica

Maior preocupação deles é trocar de roupa na frente de outros homens.

Aumento do pênis não tem comprovação científicaNão tem jeito. Embora a maioria dos homens já tenha pensado em aumentar o tamanho de seu próprio pênis, não existe nenhum tipo de cirurgia ou procedimento comprovadamente eficaz para o aumento do órgão sexual masculino.

"O que existe é um mercado enorme para isto. Basicamente todos os homens gostariam de fazer", afirma o urologista do Einstein, Dr. Sidney Glina, baseando-se em sua experiência no consultório.

"Além de nenhum procedimento ter resultado comprovado cientificamente, nada se mostrou seguro para o paciente", diz.

O pênis é um órgão cuja estrutura não permite um aumento com segurança. Ele é formado por dois cilindros - chamados corpos cavernosos - e um terceiro, que fica abaixo dos outros dois, que é a uretra.

Os corpos cavernosos são esponjas de músculo envolvidas pela chamada túnica albugínea, que é um tecido fibroso com a capacidade de aumentar de tamanho na hora da ereção. Se o indivíduo realizar um enxerto, por exemplo, pode acabar sofrendo um corte nesta túnica e ter a sua ereção comprometida. Algumas técnicas são alardeadas como se fossem para aumentar o tamanho do pênis. Na realidade, apenas dão a impressão de que o órgão está maior.

Um exemplo é a cirurgia que corta o ligamento entre o pênis e o osso pubiano. Apesar de oferecer um ganho de, no máximo, 0,5 a um centímetro, após o procedimento o pênis deixa de apontar para cima (ou para frente), durante a ereção, e passa a apontar para baixo.

Já os enxertos de gordura ou silicone - para aumentar a circunferência do órgão - costumam gerar problemas de cicatrização e não agradar. Além de geralmente alterarem o formato do pênis, podem até causar a impressão de que diminuiu seu comprimento. "A gordura pode deixar pelotas ou formas irregulares", alerta o médico.

Aqueles aparelhos de alongamento do pênis, tão famosos entre os spams de emails, também não têm nenhuma comprovação. "As pessoas acreditam que é possível alongar o pênis em comparação com o que acontece com o pescoço das mulheres-girafa, da Ásia. Mas o pênis é um órgão diferente, e nada confirmou até hoje que podem ser alongados", afirma.

Pequenos de verdade

Para a medicina, são considerados pequenos de fato os pênis menores do que quatro centímetros, no estado flácido, e de sete centímetros, quando eretos.

"O canal vaginal tem cerca de oito centímetros e um homem, teoricamente, não precisa de muito mais do que isso para conseguir ter uma relação sexual funcional", explica o médico.

"Apesar disso, os homens contam com as fantasias das mulheres, que podem preferir pênis maiores, e com as suas próprias preocupações em relação ao tamanho. Mas do ponto de vista sexual, não tem tanta importância", diz.

Na média, o tamanho do pênis do homem brasileiro gira em torno de 14 cm em ereção.

Síndrome de Vestiário

Na maioria das vezes, a preocupação dos homens em relação ao tamanho do pênis não é com as mulheres, mas sim em se trocar na frente de outros homens: a chamada Síndrome de Vestiário. "A maior queixa é sobre o tamanho dos seus pênis no estado flácido, e não no estado ereto", explica.

O fator estresse

Os homens contam com uma camada musculosa chamada túnica dartos, localizada no escroto e sob a pele do pênis, que faz com que o órgão se retraia em situações de estresse e de frio.

"Basicamente, o homem foi criado para andar nu. Neste caso, o corpo criou uma defesa para o pênis em situações estressantes", explica. "Por isso, no momento em que os homens ficam preocupados ou comparando o tamanho do seu pênis, entram em um momento de estresse e o órgão se retrai", avisa o urologista.

Tratamento psicológico

Para aqueles homens que se preocupam exageradamente, o médico indica a visita a um médico para tratamento psicológico.

"É preciso entender a razão de uma preocupação exagerada. Pode tratar-se de um caso de dismorfofobia", afirma. A dismorfofobia é um transtorno caracterizado pela preocupação obsessiva com algum defeito pequeno ou até inexistente no próprio corpo.

Publicada em agosto de 2011

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Publicado em 16/08/2011


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