Bem-estar e Qualidade de Vida

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Você é uma mulher moderna?

A imagem da mulher apenas como responsável pelo lar e pela procriação, sem acesso à vida acadêmica e à política, e sem anseios profissionais, ficou no passado. Desde a década de 1970, a participação feminina no mercado de trabalho e na vida pública vem crescendo e mostrando sua importância como peça ativa na sociedade.

Ser responsável pela casa, cuidar dos filhos, trabalhar, estudar, dirigir e enfrentar horas de trânsito. Tudo isso faz parte hoje do universo feminino. E com tantas demandas, é fundamental a preocupação com a saúde e a alimentação da mulher.

“A mulher mudou e mudou a sociedade. E agora a sociedade, o homem e a família se reposicionam num quebra-cabeça social em constante mudança. Hoje, ela escolhe como e com quem quer se relacionar, quando quer engravidar. Trata sua TPM, algo que antes atrapalhava sua performance no trabalho ou no relacionamento amoroso. Enfim, ela pode se cuidar, investir num corpo saudável, num relacionamento que a faça bem, e ainda tem tempo para crescer profissionalmente. Ou seja, a mulher foi redefinindo seu lugar social”, afirma o Dr. Eduardo Zlotink, ginecologista do Einstein.

Contudo, os desafios da mulher moderna vão muito além dos âmbitos doméstico e profissional. Agora eles também chegam aos consultórios médicos, com queixas de estresse, alimentação inadequada, sedentarismo e poucas horas de sono. Tudo isso é resultado do acúmulo de funções no seu dia a dia. Logo, podemos afirmar que houve uma mudança nos tipos de doenças mais frequentes nas últimas décadas.

De acordo com o Dr. Eduardo Zlotink, o combate e a prevenção ao estresse e às doenças mais frequentes, os riscos da automedicação, a importância de se visitar um profissional de saúde regularmente e as contribuições da pílula anticoncepcional e do tratamento de reposição hormonal para melhor qualidade de vida, em diferentes idades, são assuntos que precisam de uma atenção especial.

Quais doenças estão ligadas a este mundo moderno?

A tensão pré-menstrual, a famosa TPM, é muito comum hoje em dia, porque a mulher mudou seus hábitos. A endometriose e o câncer de mama também são doenças que têm sido bastante diagnosticadas. “Se pegarmos como exemplo mulheres de décadas passadas, que tinham em média mais do que cinco filhos, o risco do aparecimento de miomas e da endometriose era menor. A modernidade fez com que esse cenário fosse alterado, principalmente pela correria do dia a dia e pelo fato de se engravidar menos e mais tarde”, explica o ginecologista.

A importância da pílula anticoncepcional

O uso da pílula contribuiu em dois aspectos para uma maior qualidade de vida entre as mulheres de diferentes idades. O primeiro, evitando uma gravidez não planejada, que pode terminar, muitas vezes, em aborto (esta prática feita de forma clandestina é uma das causas mais frequentes de mortalidade materna no Brasil, sem contar as sequelas físicas e emocionais que esse procedimento pode acarretar). Então, quando tomada de forma correta, sem esquecimentos, a pílula é muito eficiente.

O segundo aspecto é que o medicamento traz outros tipos de benefícios, como menos chance de desenvolver câncer de ovário e de endométrio para as mulheres que, acompanhadas por um médico, fazem uso regular da pílula; regularização do ciclo menstrual (é ótimo tratamento para cólica menstrual, diminuição do volume do sangramento e duração do ciclo). Outra vantagem é que a pílula pode fazer também com que a mulher controle o melhor período para a menstruação, tendo maior liberdade e planejamento. Também pode servir como tratamento à oleosidade da pele e acne.

Novidades em diagnóstico e tratamento

Existem muitas pesquisas sendo realizadas em relação à saúde feminina, para melhorar a qualidade e a expectativa de vida da mulher moderna. “Os novos tratamentos vêm ao encontro deste novo ritmo alucinante que a mulher está acostumada a seguir”, afirma o ginecologista.

A medicina vem atuando no sentido preventivo em relação à saúde da mulher. Podemos ver inúmeras campanhas sendo veiculadas nos meios de comunicação – campanhas de orientação de alimentação, atividades físicas, higiene íntima e de prevenção de doenças.

De acordo com o Dr. Zlotink, a prevenção de doenças, que são as principais causas de mortalidade da mulher, garante um futuro melhor. Mais vida, com mais saúde. Desde o colesterol e a glicemia controlados, garantindo uma prevenção cardiovascular, passando por mamografia, “Papanicolau” e colonoscopia prevenindo os cânceres, até a dosagem de cálcio, vitamina D e densitometria óssea determinando os cuidados necessários à saúde óssea.

“Lembramos a controversa reposição hormonal, mais uma ferramenta que a medicina disponibilizou para melhorar sintomas e prevenir doenças, que incide diretamente em melhora de qualidade de vida, garantindo um envelhecimento com bem-estar, mas apenas em casos selecionados e com acompanhamento médico”, explica o médico.

E o que fazer para ter uma vida saudável?

Algumas recomendações podem ajudar a mulher a aliviar o estresse no dia a dia e a cuidar melhor da sua saúde. São elas: alimentação adequada e atividade física. Esta última ajuda no aumento do metabolismo basal e na perda de peso. “Caminhadas, alongamentos e um pouco de musculação, com acompanhamento adequado, sem falar nas práticas que estão na moda, como ioga e pilates, são ótimos exemplos. A atividade física e a dieta adequada diminuem a incidência de doenças cardiovasculares e cânceres”, diz o Dr. Zlotink.

É muito importante que a mulher encontre tempo para fazer o acompanhamento ginecológico adequado. De acordo com o médico, o ideal é realizar suas consultas anualmente.

“Por fim, vemos hoje que muitas são as mulheres fumantes. E já é comprovado pela medicina que o cigarro é o grande vilão da saúde tanto em homens quanto em mulheres. Ele está relacionado com quase todos os agravos à saúde. Por isso, para conseguir uma vida mais saudável e duradoura, o conselho é evitar o tabagismo”, finaliza o médico.

Publicado em março/2012

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Publicado em 05/03/2012


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