Doenças Crônicas

Aneurisma Cerebral e Hemorragia Subaracnóidea

O que é?

O aneurisma cerebral é uma dilatação anormal na parede de uma artéria do cérebro. Ele se forma quando o fluxo sanguíneo pressiona uma região arterial enfraquecida e forma uma saliência, de forma arredondada ou irregular e que cresce gradativamente.

Os aneurismas podem se romper, levando a hemorragia para dentro das meninges (membranas que cobrem o cérebro), quadro conhecido como hemorragia subaracnóidea, um subtipo de acidente vascular cerebral, responsável por aproximadamente 5% de todos os casos de AVC.

A cada ano, 30 mil norte-americanos são acometidos por esta doença. Normalmente ela acontece a partir dos 20 anos, sendo rara em crianças. Mais comum em mulheres, deve ser considerada grave, pois mesmo quando tratada a tempo pode deixar sequelas que comprometem o estilo de vida.

Causas

Os aneurismas podem ocorrer quando as pessoas apresentam pontos frágeis na parede das artérias que ao longo dos anos se dilatam, ou em consequência de trauma físico na cabeça.

Sintomas

A maioria dos pacientes com aneurismas cerebrais não tem sintomas. Algumas pessoas têm aneurisma por muitos anos sem saber do diagnóstico.

No entanto, quando há um aumento significativo do aneurisma pode haver compressão de estruturas dentro da calota craniana. Essa compressão pode provocar dores de cabeça, dor nos olhos e visão embaralhada. A procura imediata por um serviço médico ao surgimento desses sintomas pode ser vital para evitar a ruptura do aneurisma e preservar as funções cerebrais.

Quando há a ruptura, ocorre a hemorragia subaracnóidea. O sangue se espalha pelas meninges (membranas que cobrem o cérebro) e provoca sinais como dor de cabeça intensa e repentina, náuseas e vômitos, confusão mental, déficits neurológicos, alterações nos batimentos cardíacos e na respiração, chegando à perda da consciência e até morte.

Fatores de risco

São fatores de risco para hemorragia subaracnóidea o tabagismo, a hipertensão arterial, o consumo abusivo de bebidas alcoólicas e disfunções como a doença de Marfan, em que as artérias têm irregularidades e podem estar enfraquecidas.

Diagnóstico

Em grande parte dos casos o paciente descobre o aneurisma durante um exame para investigação de alguma queixa neurológica ou em exames de check-up.

Exames de imagem como angioressonância magnética, angiotomografia cerebral ou angiografia podem identificar a localização e o tamanho do aneurisma. Caso haja suspeita de hemorragia subaracnóidea e os exames de imagem não mostrem alterações significativas, pode ser realizada uma punção do líquor, o líquido que banha o cérebro e a medula espinhal, para investigar se houve sangramento subaracnóideo.

Tratamento

Nem todos os aneurismas precisam ser tratados. Quando detectado o aneurisma cerebral, uma análise cuidadosa do histórico do paciente deve ser feita para definir necessidade de tratamento.

Caso se opte por intervenção, pode ser feita uma microcirurgia, em que o cérebro é aberto e coloca-se um clipe metálico na base do aneurisma, ou o método endovascular, em que um minúsculo cateter segue por dentro das artérias da virilha até o cérebro e é posicionado no interior do aneurisma. Através dele são implantados microespirais de platina, para preenchê-lo. Nos dois casos o objetivo é obstruir a circulação de sangue no aneurisma.

Nos pacientes que sofreram hemorragia subaracnóidea, os aneurismas devem ser sempre tratados e as sequelas e a recuperação variam de acordo com a gravidade.

Prevenção

Além de evitar o consumo de cigarro, as pessoas que têm casos na família devem fazer consultas regulares ao médico para acompanhamento, controlar os níveis de pressão arterial e evitar o uso excessivo de bebida alcoólica.

Revisão médica: Dra. Gisele Sampaio, neurologista, gerente médica do Programa Integrado de Neurologia e Centro de atendimento ao paciente com AVC do Einstein

Publicado em abril de 2012

Publicado em 26/04/2012


Compartilhe

Deixe um comentário

* *
* Caracteres restantes: 500
* Campos Obrigatórios

Aviso: todo e qualquer comentário publicado na internet por meio deste sistema não reflete, obrigatoriamente, a opinião deste portal ou da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Einstein. Os textos publicados são de exclusiva, integral responsabilidade e autoria dos leitores que dele fizerem uso. O Hospital Israelita Albert Einstein reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou, de alguma forma, prejudiciais a terceiros. Informamos ainda que poderá haver moderação dos comentários que apresentarem dados clínicos ou pessoais dos autores, visando garantir a privacidade destas informações. Textos de caráter promocional ou inseridos no sistema sem a devida identificação (nome e endereço válido de email) também poderão ser excluídos.