Em Dia com a Saúde

Facebook Twitter Youtube Google+ Instagram Linkedin Flickr   |  diminuir letra aumentar letra

Anemia: é preciso cuidar

Fraqueza, cansaço, perda de concentração, falta de ar ao fazer esforço intenso, palpitação, dor de cabeça, irritabilidade, desânimo, palidez e sonolência. Esses são os sintomas da anemia, doença que está sob a mira da Organização Mundial da Saúde (OMS), pois 2 bilhões de pessoas no mundo – o que corresponde aproximadamente a um terço da população – são anêmicas.

“As células do sangue são produzidas pela medula óssea e divididas em glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas”, explica a dra. Morgani Rodrigues, hematologista do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). Os glóbulos brancos conhecidos como leucócitos, são responsáveis pela defesa e pela imunidade do organismo. Os glóbulos vermelhos, as hemácias, têm a função de transportar o oxigênio dos pulmões para todos os tecidos, além de auxiliar na coagulação do sangue, assim como as plaquetas.

As células do sangue são produzidas pela medula óssea e divididas em glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas

“Uma pessoa é considerada anêmica quando ocorre redução dos glóbulos vermelhos, o que causa deficiência na oxigenação dos tecidos, comprometendo o funcionamento do organismo. Como resultado desse desequilíbrio vem a fadiga e a sensação de eterno cansaço”, explica a dra. Cláudia Bley, hematologista do HIAE. Para detectar a doença, basta fazer um hemograma.

Atinge a todos

As causas da anemia são diversas e podem estar relacionadas à falta de nutrientes, às doenças congênitas e ao tratamento à base de quimioterápicos, entre outros. Em crianças e gestantes, em geral, ocorre pela falta de ferro – mineral indispensável para a formação da hemoglobina, proteína que compõe as hemácias.

Nos adultos, a anemia pode estar associada a várias doenças, como reumatismo, disfunção na tireóide, perda de função do rim, câncer, HIV e hemorragia, entre outras. “Qualquer processo que interrompa a vida normal dos glóbulos vermelhos pode causar anemia. Mas o fator mais comum é a má alimentação, que gera falta de ferro e de vitaminas”, diz a dra. Cláudia. Mas fique atento. Toda causa de anemia no adulto deve ser bem investigada, pois a má alimentação não é a mais importante e perigosa. Sempre tem um motivo além da nutrição.

Outro tipo de anemia carencial é a perniciosa (falta de vitamina B12) e a deficiência de ácido fólico. Essa ausência leva à formação de glóbulos vermelhos ineficazes, tornando seu formato maior do que o normal. A anemia perniciosa pode ocorrer em vegetarianos estritos e em pessoas que apresentam uma doença auto-imune, que causa deficiência de uma proteína no estômago, essencial para a absorção da vitamina B12. Os alcoólatras, pessoas que sofrem de hemólise crônica (destruição das hemácias), quem usa algum medicamento com características antifolatos e os com outras doenças que alteram a absorção gastrintestinal dos alimentos também podem ter anemia carencial pela falta de ácido fólico.

Tratamento imediato

Para evitar o problema, a primeira medida é a prevenção. Equilibrar a rotina diária, investir numa alimentação balanceada, incluindo vegetais, carnes e ovos, e visitas ao médico para realizar exames periódicos são atitudes que diminuem a possibilidade de anemia por carência de vitaminas.

A combinação certa dos alimentos também pode promover maior absorção de ferro. A receita é unir os vegetais às folhas verde-escuras, aos alimentos - como a carne – e às frutas ricas em vitamina C. Portanto, salada de rúcula seguida de suco de laranja potencializa a absorção de ferro. Vale lembrar também que a principal fonte de ferro não está nos vegetais, apesar de sua alta concentração, mas sim nas carnes. Para algumas gestantes e crianças, cujo problema tem como base a carência de ferro, pode-se ainda recorrer a medicamentos e suplementos à base de ferro para repor a quantidade necessária do nutriente no organismo.

“Os demais tipos de anemia, provenientes de outras doenças ou de terapias de saúde, são de difícil prevenção e exigem acompanhamento médico especializado”, enfatiza a hematologista Morgani. O tratamento imediato é fundamental, pois a anemia pode, em longo prazo, prejudicar o desenvolvimento da criança na escola, interferir na qualidade de vida dos adultos e, ainda, afetar o funcionamento de órgãos como coração e rim.

Você também pode gostar de:

Janeiro / 2009

Precisa agendar? Clique aqui para encontrar um médico

Publicado em  


Compartilhe

Deixe um comentário

* *
* Caracteres restantes: 500
* Campos Obrigatórios

Aviso: todo e qualquer comentário publicado na internet por meio deste sistema não reflete, obrigatoriamente, a opinião deste portal ou da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Einstein. Os textos publicados são de exclusiva, integral responsabilidade e autoria dos leitores que dele fizerem uso. O Hospital Israelita Albert Einstein reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou, de alguma forma, prejudiciais a terceiros. Informamos ainda que poderá haver moderação dos comentários que apresentarem dados clínicos ou pessoais dos autores, visando garantir a privacidade destas informações. Textos de caráter promocional ou inseridos no sistema sem a devida identificação (nome e endereço válido de email) também poderão ser excluídos.