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Hormônio do crescimento é nova moda em academias

Venda ilegal e sem prescrição só aumenta risco de tumores e diabetes.

Hormônio do crescimento é nova moda em academiasO boca-a-boca nas academias de ginástica pode até fazer bem à saúde – quando se refere a novos equipamentos e práticas de malhação, por exemplo –, mas pode ser também um grande vilão na hora de divulgar informações perigosas na incansável busca por um corpo perfeito.

Depois de anabolizantes, injeções de lipoproteínas, termogênicos, proteínas sintéticas, estimulantes e esteroides, a nova moda em academias para aumentar massa muscular e perder peso é a aplicação de hormônio do crescimento.

Injetável e de uso diário, ele é indicado somente para crianças com comprovado déficit de crescimento pela falta dessa substância.

No caso de adultos, o uso terapêutico é indicado apenas para indivíduos com lesão na glândula hipófise, que deixam de produzir o hormônio.

Riscos

De acordo com o endocrinologista do Einstein, Dr. Ricardo Botticini Peres, indicações informais do hormônio do crescimento – como as de academias de ginástica – não são referendadas pelas sociedades médicas.

"Existem estudos que comprovam um aumento de câncer de mama, diabetes, hipertensão e nível de açúcar no sangue entre as pessoas que tomam o hormônio sem necessidade", afirma.

Efeito passageiro

Além dos riscos à saúde, o efeito para a forma física é bastante limitado.

"A substância pode até levar a um quadro rápido de ganho de massa muscular, mas caso o indivíduo deixe de aplicar as injeções do hormônio, ele perderá toda a massa conquistada", explica.

Alerta

"Se as pessoas têm tido acesso a essas substâncias é porque médicos pouco informados sobre os seus efeitos têm liberado prescrições. Sem contar com a venda ilegal nas próprias academias", afirma o médico.

"O que preocupa é que, além dos estudos já citados, ainda não sabemos ao certo os efeitos colaterais da injeção desnecessária desse hormônio. Mas sabe-se, por exemplo, que pode estar relacionado a tumores e ao diabetes", alerta o médico.

Publicado em junho/2011

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