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Amamentação: garantia de saúde

Mãe amamentando filhoMãe e filho são beneficiados com o aleitamento, que deve ser incentivado logo na primeira hora de vida

Não há melhor alimento para o bebê do que o leite materno! A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que toda a criança seja alimentada exclusivamente com leite materno nos primeiros seis meses de vida, isto é, sem água, chá, sucos, sopas ou papinhas. Depois disso, outros alimentos devem ser incluídos, mas a recomendação é que a amamentação seja mantida até que a criança complete dois anos de idade.

O leite materno contém todos os nutrientes necessários para garantir a saúde e o desenvolvimento do bebê, além de fortalecer o sistema imunológico da criança. Bebês amamentados têm menor chance de desenvolver diabetes, otites, diarreias, infecções respiratórias e gastrointestinais. “Também reduz o risco de doenças crônicas como obesidade, doença coronariana e hipertensão”, afirma Maria Fernanda Pellegrino da Silva Dornaus, coordenadora de Enfermagem da Unidade Neonatal do Einstein. Além disso, a digestão do leite materno é fácil, o movimento de sucção no seio promove estimulação oral e ajuda a desenvolver os músculos da face e os dentes.

A amamentação também traz benefícios à mulher: promove a contração do útero, contribuindo para evitar sangramento e anemia no pós-parto; gasta calorias, colaborando para que a mãe volte ao peso normal; e, principalmente, cria um vínculo especial entre mãe e filho. “Estudos mostram menor incidência de câncer de mama e de ovário e de osteoporose em mulheres que amamentam”, completa a enfermeira.

O ideal, afirmam os especialistas, é que o aleitamento aconteça já na primeira hora de vida. “Quanto antes a mãe oferecer o peito à criança, maior a chance de que a amamentação seja bem sucedida”, afirma Dra. Alice D'Agostini Deutsch, pediatra neonatologista do Einstein. Nas primeiras 48 ou 72 horas após o parto, a mulher produz o chamado colostro, extremamente rico em vitaminas, sais minerais, proteínas e carboidratos e considerado pelos médicos como a primeira vacina do bebê.

Amamentar logo no início, no entanto, não é tão instintivo quanto parece. A mãe pode ter dificuldade, ainda mais quando se trata do primeiro filho. Algumas atitudes, no entanto, auxiliam o aleitamento. Além de amamentar na primeira hora de vida, não estipular horário fixo para mamadas, já que a sucção estimula a produção de leite, também ajuda. “Nos primeiros dias, provavelmente o bebê será amamentado sem muita regularidade. Progressivamente ele estabelecerá naturalmente intervalos regulares”, esclarece Maria Fernanda.

É importante salientar, ainda, que não há leite fraco e que são raras as mulheres com problemas para amamentar. “São pacientes com tumor na mama ou com alguma doença na qual não há a produção de hormônio que leve a lactação”, explica Dra Alice. Plásticas, principalmente a redução de mama, também podem comprometer a produção ou afetar os ductos que levam o leite ao bico e trazer problemas.

Em outros casos, nos quais a mãe tenha alguma peculiaridade que possa tornar o aleitamento mais difícil, é possível amamentar com a ajuda especializada dos grupos de incentivo ou da enfermagem do hospital. “A mulher precisa ter perseverança, tolerância e paciência. Pode ser cansativo, mas vale insistir. Depois, certamente ela perceberá a importância desse ato para ela e para o filho”, afirma Dra. Alice.

Dicas para amamentar

Ao amamentar, a mulher deve sustentar o seio com a mão em forma de “C”, apoiando os quatro dedos sob a mama e o polegar afastado da aréola, e fazer uma suave compressão para tirar algumas gotas de leite. Na sequência, tocar o lábio inferior do bebê com o mamilo, estimulando-o a abrir a boca. A criança deve abocanhar, além do mamilo, parte da aréola, favorecendo a sucção e a saída do leite. A mãe deve tentar esvaziar um seio e depois passar para o outro, situação que permite que o bebê receba o leite do final da mamada, mais rico em gorduras, além de estimular a produção de mais leite.

Durante a mamada é altamente recomendável evitar o uso de celulares ou se distrair assistindo televisão, por exemplo. “O aparelho pode conter bactérias. Além disso, é importante que esse momento seja único e de aconchego, que a mãe e filho possam se olhar, se reconhecer. Não é legal ficar conversando, mexendo no celular ou assistindo à TV”, aconselha a pediatra Dra. Alice.

O tempo da mamada não deve ser determinado, já que cada criança tem um ritmo próprio e pode variar o tempo ao longo do dia. Ao término, é preciso colocar o bebê para arrotar e só depois acomodá-lo no berço, de barriga para cima.

Posições corretas

Existem, pelo menos, quatro posições clássicas para amamentar o bebê. A melhor é aquela em que mãe e filho se sintam mais seguros e confortáveis. Travesseiros podem ser usados para ajudar.

  • Sentada

    É a posição tradicional, na qual a mãe carrega o bebê no colo. O bebê deve ser posicionado de lado, olhando a mama. A barriga dele deve ficar junto ao corpo da mãe.

  •  Deitada

    A cabeceira da cama deve ser elevada e o bebê deve ser colocado lateralmente. Um travesseiro deve ser usado para apoiá-lo. Atenção: a cabeça da criança deve ficar mais elevada que o corpo.

  •  Posição “de cavalinho”

    A mãe deve procurar se sentar de forma confortável e posicionar o bebê sentado sobre a perna. A cabeça do bebê deve ser apoiada com uma mão e com a mão livre a mãe deve posicionar a mama para o bebê.

  •  Posição invertida

    A mãe deve procurar se sentar de forma confortável e segurar o bebê em posição invertida, com os pezinhos em direção à cabeceira da cama ou do sofá. Pode ser usado um travesseiro para apoio.

Dicas retiradas do Manual do Bebê, entregue às mães cujos filhos nascem na Maternidade do Hospital Israelita Albert Einstein

Infográfico com posições para amamentar o bebê

Publicado em 08/05/2013


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