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Novidades para tratar lesões de cartilagem do joelho

Em razão do grande volume de comentários relacionados à matéria “Novidades para tratar lesões de cartilagem do joelho”, publicada na seção Página Einstein do nosso Portal, elaboramos um texto com as perguntas mais recorrentes - que foram respondidas pelo Dr. Moisés Cohen, ortopedista, com especialidade em Medicina Desportiva, do Einstein, e autor da matéria. Esperamos dessa forma, ajudar a esclarecer as dúvidas dos nossos leitores.

COMO É FEITO O PROCEDIMENTO? TEMPO PARA A RECUPERAÇÃO E CASOS DE DOR INTENSA.

O transplante consiste na retirada de fragmentos de cartilagem do paciente para realizar a cultura e crescimento e, então, a posterior implantação no joelho lesado. É fundamental a avaliação médica, pois se a lesão for circunscrita, o transplante de cartilagem ou a transposição osteocondral podem ser utilizadas, porém se o joelho já está com desgaste generalizado - caracterizando artrose - não seria uma boa indicação, tendo que se pensar em outras alternativas. O tempo de recuperação vai variar de acordo com cada caso. Dr. Moisés Cohen - ortopedista.

PACIENTE ACIMA DOS 70 ANOS

Pacientes acima dos 70 anos não é o público ideal para realizar o transplante de cartilagem ou a transposição osteocondral pois podem já estar com desgaste generalizado, caracterizando artrose. Dr. Moisés Cohen - ortopedista.

QUEM FAZ E ONDE É FEITO?

Em São Paulo, no Hospital Israelita Albert Einstein, pela equipe do Dr. Moisés Cohen.

ESSE TRATAMENTO PODE SUBSTITUIR DISCOS VERTEBRAIS?

Há trabalhos na área de engenharia de tecidos, em que a reprodução dos discos poderá, no futuro, ser feita. Dr. Moisés Cohen - ortopedista.

ESSE TRATAMENTO PODE SER UTILIZADO PARA LESÕES DE COTOVELO, ARTROSE DE QUADRIL E CABEÇA FEMORAL?

Não conhecemos indicação para as lesões do cotovelo, artrose de quadril ou lesões de cabeça femoral. No momento, a técnica tem sido realizada apenas para as lesões de joelho. Dr. Moisés Cohen - ortopedista.

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Novidades para tratar lesões de cartilagem do joelho

Os avanços da medicina são impressionantes e ajudam as pessoas lesionadas a retomar a rotina com surpreendente rapidez.

É inegável que o jogo de futebol com os amigos no fim de semana faz bem para a saúde, mas o corre-corre atrás da bola sobrecarrega o joelho e aumenta os riscos de uma das lesões mais comuns: a de menisco, aquela estrutura cartilaginosa que facilita os movimentos da articulação. Mas não são só os atletas, profissionais ou os de fim de semana, que estão expostos ao risco. Um rompimento do menisco pode resultar de um movimento brusco ou até mesmo do impulso de ajoelhar repentinamente para pegar um objeto pesado.

Formada por células chamadas condrócitos, a articulação do joelho é capaz de suportar até 65 vezes o peso do corpo. Ao longo do tempo, a cartilagem rica em água se desidrata progressivamente e se desgasta até romper e expor o osso logo abaixo dela. O atrito aumenta, causando dor e diminuição da capacidade de movimentos. Com o passar dos anos, o desgaste nessa cartilagem também pode provocar a osteoartrose, doença que surge com a idade e é decorrente de processo degenarativo.

O grande problema de lesões na cartilagem é que esse tecido não tem capacidade de regeneração, como a pele, por exemplo. Reconstituir uma cartilagem lesionada é um trabalho difícil. Uma das técnicas mais aplicadas em pacientes jovens consiste em fazer pequenos furos no osso junto da cartilagem que, no processo de cicatrização, dão origem a um tecido fibrocartilaginoso, que reconstitui partes da cartilagem. Outra alternativa é utilizar fragmentos de osso com cartilagem retirados de uma área sadia do próprio joelho para recuperar aquela com o problema.

Biomateriais compatíveis com a cartilagem passaram a ser usados em transplantes e os resultados demonstram índices reais de recuperação da função do joelho.

Para quem apresenta lesões maiores, a evolução da cultura de cartilagem e da engenharia de tecidos trouxe boas notícias. Uma delas é o transplante autólogo de condrócitos. As células são retiradas do paciente, cultivadas em laboratório e depois reimplantadas na lesão. Nos últimos anos, novos materiais compatíveis com a cartilagem passaram a integrar esse novo tecido no transplante. São os chamados biomateriais. A Salubria®, substância semelhante à usada na fabricação de lentes de contato, é um dos biomateriais mais promissores por oferecer diferentes graus de resistência. Os resultados do transplante de células cartilaginosas foram divulgados neste ano no encontro da American Physical Society e demonstraram índices reais de recuperação da função dos joelhos.

O avanço da tecnologia e as pesquisas apontam caminhos promissores para a recuperação de pacientes, atletas ou não. Quando se trata de lidar com uma área tão delicada, a investigação sobre o tratamento mais indicado pode fazer muita diferença.

Publicado em 10/09/2010


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