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O coração feminino também merece cuidados

O número de mulheres atingidas por doenças cardiovasculares aumentou nos últimos anos. Muitas são as razões, mas o remédio é conhecido: prevenção.

O coração feminino também merece cuidadosA mulher cuida. Está sempre atenta ao trabalho, à família e aos amigos. Mas nem sempre tem as mesmas preocupações com a própria saúde, como prova um dado alarmante: as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte entre as mulheres brasileiras acima de 40 anos. Os grandes vilões são, pela ordem, o infarto e o AVC (Acidente Vascular Cerebral), o popular derrame.

Na década de 1970 a proporção de mulheres atingidas por infarto ou AVC era de uma para 10 homens no Brasil. Hoje, essa relação já é de uma para 2,4 homens, segundo dados do Ministério da Saúde, que apontou o substancial crescimento de problemas cardiovasculares na população feminina.

Nas mulheres, o infarto ou o AVC chega normalmente um pouco mais tarde que nos homens. Eles são mais vulneráveis na faixa dos 40; elas, acima dos 50 anos. A mudança, provocada pela menopausa, que retira gradativamente o estrogênio de circulação – hormônio que é um protetor natural do coração – explica a queda na resistência das mulheres nessa altura da vida. Mas essa justificativa não basta para esclarecer o crescimento de casos. Quando a queda do estrogênio vem associada a um estilo de vida que propicia mais riscos, a bomba-relógio é acionada. E, se um dia chegar a detonar, ela será ainda mais danosa do que aos homens.

As mulheres são menos atentas do que os homens aos sinais clássicos de um infarto, como a dor no peito e no braço esquerdo. Elas não desconhecem os sintomas, mas relutam em associá-los ao perigo iminente e demoram em média 40 minutos a mais do que os homens para chegar ao hospital quando estão sofrendo um infarto ou AVC. Parece pouco, mas cada minuto sem o adequado socorro nesses casos pode significar meses de internação, reabilitação, fisioterapia e outros tratamentos ou até a perda da vida.

Na década de 1970 a proporção de mulheres atingidas por infarto ou derrame era de uma para 10 homens no Brasil. Hoje, essa relação é de uma mulher para 2,4 homens.

Sabe-se que é possível evitar mais de 80% do risco de sofrer um infarto do miocárdio, sobrando menos de 20% para os fatores hereditários. Dentre os principais fatores de risco estão hipertensão, diabetes, colesterol alto, sedentarismo, obesidade e tabagismo – uma lista que todos conhecem letra a letra. O tabagismo é o agente mais perigoso, pois contribui para provocar a doença coronária da mulher, aumentando em até seis vezes as chances de um infarto ou AVC. Nos homens fumantes, as chances aumentam três vezes. A boa notícia é que não falta ajuda para largar o cigarro: de medicamentos a terapias alternativas.

Remover os outros itens da lista de perigos não é difícil: ter uma alimentação rica em nutrientes é de grande valia para eliminar a gordura. Também é importante criar o hábito de se movimentar, praticando atividade física regularmente. E, assim como já se conscientizou da necessidade de fazer exames ginecológicos preventivos anuais, a mulher também deve ter como hábito controlar a pressão arterial, os índices glicêmicos e o colesterol.

Publicado em 01/04/2010


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