Tecnologia e Inovação

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Tumor no pâncreas é retirado com cirurgia robótica

Na área médica, a busca por tratamentos e procedimentos cada vez mais eficazes e menos invasivos é uma constante. O objetivo é desenvolver técnicas que agridam menos o organismo dos pacientes e proporcionem recuperação e qualidade de vida com maior rapidez. Depois de anos de pesquisas, a equipe de cirurgiões gerais coordenada pelo dr. Antônio Luiz Vasconcellos Macedo realizou no Einstein, em abril, a primeira gastroduodenopancreatectomia (GDP) robótica no Hemisfério Sul.

Esse procedimento, até então feito apenas por um médico nos Estados Unidos, é indicado para pacientes com câncer na cabeça do pâncreas. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), esse tipo de tumor representa 2% de todos os cânceres, no Brasil.

Evolução técnica

A GDP foi desenvolvida na década de 30 pelo médico americano Allen Whipple. Até os anos 80, porém, quando as técnicas começaram a ser aprimoradas, ainda eram altos os índices de mortalidade (óbito após 30 dias do ato cirúrgico) e de morbidade (desenvolvimento de alguma doença pela debilitação do organismo, como pneumonia, além de sangramentos abdominais).

O tempo de permanência na UTI é reduzido e não é preciso fazer transfusão, pois a perda de sangue do paciente é quase nula

De lá para cá, a medicina pesquisa meios de reduzir esses índices e proporcionar maior qualidade de vida e sobrevida aos que sofrem da doença. Em 1992 ocorreu a primeira tentativa de intervenção por laparoscopia – técnica minimamente invasiva, com menor agressão ao organismo, em que uma microcâmera é introduzida na cavidade abdominal do paciente. No entanto, a laparoscopia não conseguia fazer a reconstrução do órgão com a mesma qualidade da cirurgia tradicional.

Segundo o dr. Antônio Luiz Vasconcellos Macedo, com a GDP robótica o paciente se recupera mais rápido. “O tempo de permanência na UTI é reduzido e não é preciso fazer transfusão, pois a perda de sangue do paciente é quase nula. E ainda há menor risco de infecção, uma vez que as cinco pequenas incisões de 11 milímetros cada uma não expõem o organismo. Na cirurgia tradicional, a incisão é de 30 centímetros”, explica o médico.

Outro grande benefício é a precisão que a GDP robótica oferece. São duas câmeras que transmitem imagens em três dimensões, às quais é possível acoplar imagens de ressonância, ultrassom e tomografia. Assim, o cirurgião pode compará-las e buscar o tumor de modo mais ágil e eficiente. Todo o procedimento leva, em média, dez horas.

Primeira paciente

Edna Blaich, farmacêutica e professora de contos para crianças, de 56 anos, descobriu em janeiro de 2009 que estava com um tumor na cabeça do pâncreas e precisaria passar por uma cirurgia. Ela foi a primeira paciente a se submeter a GDP robótica e passa bem em casa. “O dr. Macedo disse que esse tipo de cirurgia com auxílio de um robô seria a mais indicada para o meu caso, pois a recuperação é mais rápida. Toda a equipe e inclusive meu marido, que também é médico, constataram a minha melhora e disseram que a cirurgia foi um sucesso. Por duas semanas tive alimentação parenteral e depois líquida. Estou em casa desde o dia 21 de abril. Não posso fazer esforço, mas já estou comendo comida pastosa. Se tivesse que fazer tudo novamente, escolheria a cirurgia robótica.”

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Publicada em maio/2009

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