Bem-estar e Qualidade de Vida

Mais tranquilidade na 2ª fase do vestibular

É muito importante que os pais estejam ao lado dos filhos, dando apoio nos momentos de tensão que antecedem a segunda fase do vestibular.

Mais tranquilidade na segunda fase do vestibular

As provas acontecerão a partir do início de janeiro e, para acalmar os estudantes e prepará-los para uma boa prova, vale desmistificar a situação e eliminar alguns de seus fantasmas.

Acompanhe algumas dicas do psiquiatra do Einstein, Dr. Mauro Madureira, que podem deixar seu filho mais tranquilo na hora de responder às questões:

  • A concorrência:
    "Mais de mil candidatos..." O número real de concorrentes é menor do que parece por várias razões, que vão desde a falta de oportunidade em boas escolas até a ausência de maturidade ou motivação. A maioria dos inscritos não tem nível de conhecimento para competir com um aluno razoavelmente preparado. Além disso, a concorrência praticamente não se altera de um ano para outro: aqueles que estavam bem preparados já entraram na faculdade.
  • As provas:
    O grau de dificuldade deve permanecer o mesmo, pois a meta é selecionar estudantes. As provas da segunda fase são muito parecidas com as dos anos anteriores e também com os simulados feitos em cursinhos e colégios.
  • A exigência familiar:
    O que os pais mais desejam são evolução, amadurecimento e realização pessoal do filho. Algumas famílias exigem o sucesso a todo custo, mas este é um valor inadequado. É bom lembrar que o excesso de pressão acaba sendo fator de desmotivação e inibição, afetando negativamente o desempenho.

Caso o estudante esteja com muito medo de ser reprovado ou realmente não tenha sido aprovado, seguem outras dicas do Dr. Madureira:

  • Anos perdidos:
    Não se trata de "perder um ano na vida". E, sim, utilizar mais um ano para amadurecer, ganhar maior autoridade sobre si mesmo. Para um universitário responsável é muito mais importante seu nível pessoal e técnico do que qual será seu ano de formatura.
  • "Eu podia ter feito mais":
    Cada um tem o resultado dado por seu preparo técnico e por seu amadurecimento. No ano que passou, cada estudante fez o que realmente lhe foi possível, considerando sua personalidade atual e suas limitações emocionais. Claro que, evoluindo e estudando com mais empenho, poderá fazer muito mais.

Veja abaixo a diferença entre as três posturas mais comuns que os alunos costumam ter na preparação para o vestibular.

Mais tranquilidade na segunda fase do vestibularO que quer entrar

É mais maduro e quer dar para si um belo presente para o futuro. Com realismo, entusiasmo e persistência, preparou-se durante o ano com esforço intenso, mas sem desespero nem cansaço. Enfrenta o exame com serenidade e o resultado não irá surpreendê-lo, porque ele conhece seu nível real de preparação.

O que gostaria de entrar

Ainda está imaturo, tem menor autoridade sobre si mesmo – e disso decorre a irregularidade de seus esforços. O resultado tende a ser proporcional ao seu ano de estudo e só lhe resta aproveitar bem a experiência como incentivo a uma postura mais madura.

O que tem que entrar

Também está imaturo e se sente esmagado pela obrigação de ter bom resultado que, longe de ser sentido como "um bom presente para o futuro", é indispensável para salvar sua autoestima. A base para essa pressão inadequada geralmente tem origem no vaidoso desejo de se destacar, superando os outros. A ele seria mais saudável se desenvolver pessoalmente, em primeiro lugar, para se destacar depois, como consequência natural.

Alinhar expectativas pode ajudar a manter a calma

Legal, você foi aprovado na primeira fase da Fuvest.

Saiba que a prova apenas mostra seu preparo atual: identifica o presente, mas não antecipa o futuro. Seu resultado na primeira fase foi semelhante ao dos simulados que fez durante o ano. E daqui pra frente?

Sabe o que tem que fazer tanto com seu estudo quanto com você?

Aproveitar o tempo para treinar questões dissertativas, identificar e costurar os furos na sua rede de conhecimento, fazer redações, cuidar do equilíbrio entre trabalho, descanso e lazer.

Na área pessoal, não há tanta clareza: o que em você foi positivo e deve ser estimulado, e o que foi negativo e deve ser combatido?

A identificação de nossas partes imaturas e inadequadas é sempre muito chata. A tendência é a gente deixar para pensar nisso depois. Só que no caso atual, este depois pode lhe custar mais um ano de cursinho!

O bom chefe percebe e evita atitudes infanto-juvenis de fugas, negações e adiamentos, a busca da imagem do "herói cansado".

A capacidade de ser seu próprio chefe, de comandar a sua vida como um bom líder, só vai sendo desenvolvida gradualmente. É muito mais fácil para o chefe inexperiente dizer sim aos desejos, do que dizer sim aos deveres, mas as consequências, agora, são muito doídas.

E as provas da segunda fase?

A insegurança é inevitável, pois o resultado é incerto. Uma dose razoável de angústia é útil e estimulante, mantém o foco na meta principal. Mas a "obrigação" de ser aprovado gera tensão excessiva, que passa a ser inibidora. Entrar na faculdade deve ser um desejo alegre, que nos torne combativos e entusiasmados. Já o "ter que entrar", geralmente, está ligado às necessidades de autoafirmação e reforço para a autoestima de quem não se sente amado pelo que é, mas apenas pelos resultados que obtém.

Os resultados finais são de dois tipos:

Numérico: diz se você já está apto para entrar na faculdade que escolheu ou se tem que esperar, preparar-se melhor e entrar mais tarde.

Autoavaliação: é o mais importante, e mostra o quanto você amadureceu. Compara quem você era lá no início do ano com quem você é agora, em termos de liderança sobre si mesmo, capacidade de esforço persistente, relacionamento ético, entre outras qualidades. Se tiver um resultado positivo, parabéns, você está no caminho certo!

Vitória sem vaidade, ou derrota sem humilhação.

O resultado das provas é proporcional à quantidade e à qualidade do esforço que você conseguiu fazer.

Boa sorte!?

Ah, mas a sorte só vai influenciar de 10% a 20%... Melhor, então, dizer: estamos torcendo pelo seu sucesso!



Fonte: Dr. Mauro Madureira – psiquiatra do Einstein

Publicado em dez/2010


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08/01/2011 12:19:52

Gabriel Pavani

Parabéns , pelo exelente artigo , fico maravilhado com tal conteúdo e a forma que a instituição propala artigo de grande abrangência .

Resposta:

Gabriel, agradecemos o comentário. O Einstein busca sempre assuntos atuais e que sejam de interesse de seu público. Continue navegando em nosso site e manifestando sua opinião.

27/12/2010 15:34:09

Geovana

Fantástica essa reportagem! Parabéns! Essas dicas se aplicam também para quem está se preparando para concursos públicos tais como magistratura, Ministério Público dos Estados e União, AGU, etc... São concursos que exigem muito conhecimento, dedicação, esforço físico e mental. É preciso manter sempre a concentração e afastar a ansiedade. Sou prova viva de tudo o que foi esclarecido na reportagem e posso afirmar que todas as dicas são válidas e funcionam. O importante é nunca desistir! Abraços.

Resposta:

Geovana, agradecemos o contato e ficamos satisfeitos porque nosso conteúdo lhe foi útil.

     
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