Em Dia com a Saúde

Obesidade

Doença crônica, a obesidade é hoje um dos maiores problemas de saúde pública, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, 38 milhões de pessoas com mais de 20 anos estão acima do peso. Segundo o Ministério da Saúde, desse total, mais de 10 milhões são considerados obesos – 8,9% dos homens e 13,1% das mulheres adultas.

Obesidade
Nos Estados Unidos, os números são ainda mais preocupantes: 64,5% da população adulta, ou cerca de 129 milhões de americanos, está acima do peso, sendo que quase a metade desses (30,5 %) é obesa.

A obesidade é definida por um Índice de Massa Corpórea (IMC) – relação entre peso e altura - maior ou igual a 30. Quanto maior o IMC, maiores as chances de o paciente desenvolver diabetes, problemas cardiovasculares e nas articulações, hipertensão arterial e depressão, entre outros. Esses problemas estão diretamente ligados à pior qualidade de vida e à menor longevidade dos obesos.

Calcule seu IMC

/swf/calculadora-de-imc.swf,550,250,transparent

O que é ser obeso

Caracterizada pelo excesso de gordura acumulada, a obesidade geralmente está associada a uma série de doenças. “Todo obeso já tem um fator de risco para problemas coronários”, explica Dr. Ricardo Botticini Peres, endocrinologista do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).

Você também pode gostar de:

As pessoas se tornam obesas porque consomem mais alimentos que o necessário, além de não gastarem a energia acumulada. A abundância de alimentos calóricos - em geral os industrializados e nos fast food -, aliada à falta de exercícios físicos, contribui para o aumento do peso.

Causas e sintomas

Os principais fatores responsáveis pela obesidade são: dieta inadequada, falta de exercícios físicos e hereditariedade. “Há um quarto fator, o psicológico, que é a compulsão por comer. As pressões sofridas, o estresse e as frustrações são descarregados pelo caráter compulsivo”, explica o dr. Botticini.

Há também uma série de fatores invisíveis - e muitas vezes ignorados - que aumentam os riscos da obesidade, como o diabetes, os problemas cardiovasculares e respiratórios. Outras situações, como a apneia do sono, a limitação de movimentos, o cansaço e os distúrbios menstruais, são grande parte das reclamações dos obesos. Muitos deles se enganam ao acreditar que têm problemas estéticos, mas não de saúde.

Síndrome Metabólica

Problemas como a hipertensão arterial, elevados níveis de colesterol e intolerância à glicose (chamada de pré-diabetes) podem, em conjunção com a obesidade abdominal - o acúmulo de gordura na região do abdome -, desencadear a Síndrome Metabólica.

Os indivíduos que desenvolvem essa síndrome têm mais chances de apresentar problemas cardiovasculares (ataques cardíacos e derrames cerebrais), diabetes e morte súbita – esta última, o maior perigo da obesidade.

Prevenção começa na infância

O melhor tratamento é a prevenção na infância. Dietas balanceadas e hábitos alimentares saudáveis são o primeiro passo para manter o peso ideal. Os exercícios físicos também devem ser estimulados nessa fase.

No tratamento, a primeira conquista é que o paciente tome consciência de que a obesidade é uma doença que pode causar várias outras. A mudança de hábitos e, principalmente, a reeducação alimentar são imprescindíveis para que o tratamento seja eficaz. “Não podemos esquecer das atividades físicas. Apesar dos pacientes resistirem é preciso sair da inércia”, alerta o endocrinologista.

A medicação pode ser uma alternativa, mas de nada adianta se não houver mudança de hábitos. É preciso ter cautela na utilização de medicamentos que controlam o apetite e proporcionam a sensação de saciedade, pois podem causar dependência.

A última saída, quando os tratamentos não foram eficazes, é a cirurgia bariátrica – popularmente chamada de operação de redução do estômago -, recomendada apenas nos casos de obesidade mórbida em que haja outras doenças associadas. “Há pacientes que chegam ao consultório pedindo para fazer a cirurgia porque acreditam que será a solução para os problemas, mas não é tão simples assim”, explica o dr. Botticini.

Cirurgia Bariátrica

É uma boa alternativa quando bem indicada, ou seja, quando o paciente apresenta condições físicas e psicológicas de ser submetido à cirurgia. Uma série de exames clínicos, psicológicos, nutricionais e cirúrgicos é solicitada e, a partir dos resultados, é verificada a condição do paciente.

“As avaliações que antecedem a cirurgia são demoradas e envolvem uma equipe multidisciplinar. São endocrinologistas, psicólogos, nutricionistas e cirurgiões que analisam a viabilidade ou não da cirurgia”, explica o dr. Alberto Goldenberg, cirurgião geral do HIAE.

Toda cirurgia envolve riscos. Tanto mais as operações de estômago, porque mudam uma característica importante do indivíduo: sua relação com o que come. “Essa alteração na forma de encarar a comida pode agravar as complicações da cirurgia. Muitas pessoas utilizam o que comem como muleta de problemas emocionais”, afirma o dr. Goldenberg.

Obesidade Infantil

As crianças gordinhas já não são mais consideradas saudáveis, pois as consequências do excesso de peso as prejudica, assim como ocorre com os adultos.

“As consequências da obesidade, como a diabetes tipo II, que antes eram problemas só dos adultos já estão aparecendo entre as crianças”, exemplifica Dra. Lea Diamant, endocrinologista da clínica de especialidades pediátricas do HIAE.

Hábitos alimentares incorretos adotados por toda a família e falta de exercícios físicos estão entre as principais causas da obesidade infantil. “Os alimentos industrializados e os fast foods se tornam o carro-chefe das refeições, porque muitas vezes as crianças saem da escola direto para outras atividades e não têm tempo de almoçar em casa”, conta a dra. Lea.

Higiene alimentar

A proposta para que as crianças percam peso é a chamada higiene alimentar, que torna os hábitos alimentares saudáveis e deve envolver toda a família. Além de se alimentar corretamente, meninos e meninas precisam fazer exercícios físicos.

Quanto mais cedo for feito o tratamento, mais chances a criança tem de recuperar o peso ideal e evitar problemas que afetariam toda a sua vida.

Atualizada em janeiro/2010


Compartilhe

Deixe um comentário

04/10/2011 01:22:19

Lenny heeger

Achei bem interessante a forma instrutiva como foi tratado o assunto obesidade. Estou a um ano lutando com o excesso de peso,tenho 1.50 mt. 68 kl.tenho diabetes ,insuficiência renal crônica, mas tenho acompanhamento. O meu problema é o peso. Todo mundo inclusive o meu médico manda eu fechar a boca. Eu fico tao infeliz, que estou desanimada. Nõ c/ o diabetes e nem com os rins., com a gordura. O que faço? Eu fico constrangida qdo vou ao medico...Estou paralisada.

Resposta:

Olá Lenny, que bom que nosso conteúdo lhe foi útil. Infelizmente não podemos dar uma resposta por este canal. Aconselhamos você a procurar o médico que está acompanhando o seu caso para esclarecer todas as suas dúvidas. Ou buscar outra opinião para que seja feita uma avaliação da melhor forma de tratamento. Caso queira consultar um dos nossos especialistas, fique à vontade para pedir uma indicação médica pela nossa Central de Atendimento, no telefone 11 2151-1233, opção 3. Você também pode dispor deste serviço pelo nosso site, acessando a página do Indicador Médico http://www.einstein.br/hospital/Paginas/indicador-medico.aspx. Desejamos boa sorte.

21/09/2011 17:07:42

isa mary

estou pesando73 quilo o que posso fazer para perde peso já fiz varias dieta mais não consigo perde peso eu não como muito .

Resposta:

Isa, agradecemos seu comentário. Primeiro, você deve passar por uma avaliação médica com um endocrinologista ou nutricionista para que seja preparada uma dieta balanceada ou para saber se o seu caso é cirúrgico. Caso queira agendar uma consulta com profissionais do Einstein, nossa equipe está à disposição. O telefone para contato é 11 2151-1233 | Opção de número 3 ou acessar a área do Indicador Médico no site http://www.einstein.br/hospital/Paginas/indicador-medico.aspx. Desejamos boa sorte.

09/09/2011 03:07:17

Rita Minussi

Olá! Há um bom tempo venho sofrendo com depressão, mas, recentemente, fui diagnosticada com transtorno bipolar, o que alterou muito o meu peso tendo em vista os medicamentos. Como lidar com o aumento de peso provocado pelos medicamentos, quase que uma consequência invevitável? É possível associar ao tratamento algum medicamento para perder peso? Muito obrigada pelo espaço!

Resposta:

Olá Rita, agradecemos seu comentário. Só quem pode orientar você sobre a associação de medicamentos com o ganho de peso é um médico especialista. Não temos como dar um diagnóstico, sem antes avaliá-la. Caso queira agendar uma consulta com profissionais do Einstein, nossa equipe está à disposição. O telefone para contato é 11 2151-1233 | Opção de número 3 ou acessar a área do Indicador Médico no site http://www.einstein.br/hospital/Paginas/indicador-medico.aspx. Desejamos boa sorte.

14/11/2010 17:42:31

jose amilton

foi bastante aproveitosa este comentario de obsidade, que eu notei é a preocupação em deixar a pessoa consiente de seus erros e livre para determinar o tratamento ou não e no meu caso vou me dedicar a corrigir com a ajuda medica especializada (vale a pena)

Resposta:

José Amilton, agradecemos seu comentário. Ficamos satisfeitos porque nosso conteúdo foi proveitoso para você, mas nossa recomendação é que sempre procure por ajuda de profissional de saúde, visto que nossas matérias são apenas de caráter informativo.

24/05/2010 15:06

Biiankaa

Ameeý o siite tudoo ooq eu estavaa preciisandoo ' muiito zikiinhãa ' ameeý,Parabéns praa keem inveentoou ' Beiijoos akiieh .. Bàay:Biiãankaa ♥

     
* *
* Caracteres restantes: 500
* Campos Obrigatórios

Aviso: todo e qualquer comentário publicado na internet por meio deste sistema não reflete, obrigatoriamente, a opinião deste portal ou da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Einstein. Os textos publicados são de exclusiva, integral responsabilidade e autoria dos leitores que dele fizerem uso. O Hospital Israelita Albert Einstein reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou, de alguma forma, prejudiciais a terceiros. Informamos ainda que poderá haver moderação dos comentários que apresentarem dados clínicos ou pessoais dos autores, visando garantir a privacidade destas informações. Textos de caráter promocional ou inseridos no sistema sem a devida identificação (nome e endereço válido de email) também poderão ser excluídos.