Em Dia com a Saúde

Saúde Além da Cura

Em 2008 era estimado que no Brasil ocorreriam 466.730 novos casos de câncer. À exceção dos tumores de pele do tipo não-melanoma, os mais comuns continuariam sendo os de próstata e de pulmão nos homens, de mama e de colo do útero nas mulheres.

Saúde além da cura

Apesar do número crescente de pacientes diagnosticados com câncer, cresce a cada ano o número e a proporção de pacientes que são curados.

Essa nova expectativa de maiores taxas de cura é resultado dos progressos na área da saúde. Com a possibilidade de diagnóstico precoce, medicamentos e tratamentos avançados, que resulta em um número maior de pacientes que terminaram o tratamento, passa a ser prioridade abordar os problemas específicos destes pacientes após o tratamento oncológico.

Pensando em quem venceu a doença, o Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) lançou em fevereiro de 2008 o Programa Saúde Além da Cura - Survivorship. O novo serviço é pioneiro no Brasil e foi desenvolvido com base em exemplos internacionais, como o do M.D. Anderson Cancer Center, nos Estados Unidos.

"Nosso objetivo é oferecer atenção especial, por meio de equipe multiprofissional, às pessoas que passaram pelo tratamento de câncer, restabelecendo a qualidade de vida destes pacientes", explica o dr. Rafael Kaliks, oncologista clínico e coordenador do programa.

Após o choque inicial e a espera pelo término do longo tratamento, é difícil acreditar que a vida volte ao normal. Mas isso felizmente ocorre. Visando à retomada das atividades habituais, o paciente passará por avaliação multiprofissional feita por nutricionista, psicólogo e fisiatra - para checar as limitações físicas, oncologista - para verificar efeitos tardios da quimioterapia, além de avaliação com especialista em medicina integrativa e complementar e oncogeneticista. Com base nessas informações, é gerado um relatório com recomendações específicas, a ser posteriormente discutido pelo paciente e seu médico.

Toda essa orientação torna possível a diminuição dos efeitos colaterais, complicações no tratamento, prevenção de novos tumores possibilitando melhora na qualidade de vida. A inclusão inovadora de especialista em medicina complementar permitirá um encaminhamento orientado para tratamentos específicos como reiki, acupuntura, ioga e meditação, entre outros.

Profissionais do grupo levantarão as melhores indicações e benefícios de cada uma destas modalidades de forma personalizada. Este serviço segue a tendência cada vez maior da procura por tratamentos complementares.

O paciente passa por, no máximo, três visitas com o médico coordenador, permitindo avaliação de exames pertinentes e encaminhamento aos demais especialistas da equipe. "Podemos, por exemplo, pesquisar se o tumor foi resultado de prédisposição genética hereditária, com o auxílio do oncogeneticista", informa o dr. Rafael Kaliks.

Vale ressaltar que pacientes que estão em tratamento contra a doença podem também solicitar a avaliação de profissionais específicos do programa.

Publicada em março/2008

Atualizada em novembro/2009

25/09/2011 18:52:25

fatima

O INICIO DO TEXTO DIZ QUE EM 2008 OCORRERIAM NO BRASIL 466.730 NOVOS CASOS DE CANCER. GOSTARIA DE SABER QUAL FOI O NUMERO REGISTRADO OFICIALMENTE NESTE ANO (2008). E QUAIS OS COMENTARIOS QUE PODERIAMOS CONCLUIR A PARTIR DESTES DADOS. OBRIGADA,

Resposta:

Olá Fátima, agradecemos seu comentário. Os dados de estimativa de câncer no Brasil são calculados pelo Ministério da Saúde a cada 2 anos, e publicados no portal do INCA. No ano de 2008, o número citado era a estimativa para aquele ano, de casos novos. A estimativa para 2010 e 2011 está atualmente publicada em http://www.inca.gov.br/estimativa/2010/index.asp?link=tabelaestados.asp&UF=BR . Outra fonte de dados muito utilizada é a OMS, onde temos disponíveis dados de 2008 da incidência decâncer para o Brasil. http://globocan.iarc.fr/factsheets/populations/factsheet.asp?uno=76. Note que nestes dados não constam os números de câncer de pele, que são incluidos nas estimativas do INCA/MS. Convidamos você a continuar acompanhando o Einstein tanto pelo portal, quanto pelos nossos canais oficiais do Facebook (https://www.facebook.com/HospitalAlbertEinstein), do Twitter (http://twitter.com/#!/hosp_einstein) e do YouTube (http://www.youtube.com/user/HospitalEinstein).

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