Nutrição

Tratamento para obesidade

Há algumas décadas falava-se em desnutrição como questão de saúde pública; atualmente o discurso mudou de foco. A obesidade ganha destaque mundial.

Pudera: a vida moderna é programada pela lei do menor esforço – fast-food, falta de exercícios, escadas rolantes e tecnologias à disposição, com botões que ligam e desligam eletrodomésticos.

Tratamento para a obesidadeFalta de atenção com os hábitos saudáveis têm como consequência a obesidade, mas essa não é a única causa. Também podem contribuir a hereditariedade, alterações hormonais, medicamentos como anticoncepcionais e antidepressivos e questões emocionais como ansiedade e depressão.

Visto que vários são os fatores associados à doença, faz-se necessário tratamento que vai além de regimes e não se limita às cirurgias bariátricas, realizadas para reduzir o tamanho do estômago, na conclusão de especialistas. E, de olho na necessidade da população, o Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) criou o Centro de Cirurgia da Obesidade Einstein.

Estrutura de ponta

O novo espaço conta com equipe multidisciplinar formada por cirurgiões bariátricos, psicóloga, fisioterapeuta, psiquiatra, nutricionista, clínico geral e, durante a internação, o paciente recebe ainda o apoio de farmacêutico e enfermeira.

O tratamento exige dedicação e paciência. De três a seis meses antes da cirurgia, o paciente começa a frequentar sessões com psicólogo e nutricionista para aprender a ter um novo olhar sobre sua alimentação. Depois do procedimento cirúrgico, passa a ter acompanhamento médico mensal durante os primeiros três meses. Após a primeira fase, o paciente deve visitar o especialista a cada seis meses.

Segundo o doutor Constantino José Fernandes Júnior, médico do (HIAE), o programa oferece uma alternativa de tratamento a quem enfrenta a doença em níveis mais elevados. “Essas pessoas sofrem a perda da auto-estima e acabam se confinando socialmente; também lidam com distúrbios de locomoção, devido ao impacto do peso sobre as articulações e a coluna.”

Perfil dos pacientes

Para chegar à conclusão de que a pessoa pode ou não ser submetida à cirurgia bariátrica, algumas características são levadas em conta. O Índice de Massa Corpórea (IMC), equivalente ao peso dividido pela altura ao quadrado, é calculado. (confira a classificação do IMC no quadro abaixo).

Os pacientes que necessitam de cirurgia têm como resultado da equação o IMC maior que 40, que corresponde à obesidade mórbida. Se o IMC estiver acima de 35, equivale à obesidade de grau II e, para que o paciente se submeta à cirurgia, deve estar associada a doenças como diabetes, hipertensão, problemas cardiovasculares, colesterol ruim alto (LDL) e doença de refluxo, entre outras.

Além disso, o paciente deve ser obeso há, no mínimo, cinco anos, pois o sobrepeso pode ser provisório, e ter passado por algumas tentativas frustradas de tratamento clínico, integrando dietas, atividades físicas, medicamentos e psicoterapia. Só pacientes com essas características devem fazer a cirurgia.

Calcule seu IMC

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Compare o resultado:

De 18,4 a 24,9 – normal
De 25 a 29,9 – sobrepeso
De 30 a 34,9 – obesidade grau I
De 35 a 39,9 – obesidade grau II
Acima de 40 – obesidade grau III, ou obesidade mórbida

Escolha da cirurgia

Com a possibilidade das cirurgias para auxiliar no tratamento da obesidade na década de 80, o progresso se instaurou e trouxe novas técnicas mais seguras e de rápida recuperação. E a incessante procura por essa alternativa não é apenas para encaixar-se nos padrões de beleza estabelecidos atualmente, mas sim a busca por qualidade de vida. “A maioria dos interessados nesse tratamento pensa na saúde. Mesmo o aspecto estético é ligado à saúde, porque para ser saudável é preciso reunir bem-estar físico, psíquico e social”, explica o dr. Constantino.

Antes da cirurgia, o paciente passa por uma série de exames e deve ficar internado por dois dias. Após o procedimento, é obrigatório, durante o primeiro mês, que suas refeições sejam à base de líquidos. Mais tarde, a dieta contemplará alimentos pastosos. Em aproximadamente 90 dias o paciente estará comendo quase tudo, mas vagarosamente e acompanhado da prática de exercícios.

Tipos de cirurgias bariátricas:

  • Restritivas ou Banda Gástrica Ajustável: espécie de cinta, colocada no estômago, que diminui a passagem da comida, fazendo com que a pessoa se sinta saciada mais rapidamente. Nesse caso, o paciente deve comer devagar, o que o leva a ingerir menos alimentos, pois quando estes chegam ao intestino o cérebro já recebeu a informação de que não é necessário comer mais.
  • Mista predominantemente Disabsortiva: a cirurgia exclui uma parte do intestino, diminuindo a capacidade de absorção dos alimentos. É indicada para pacientes com superobesidade, com IMC acima de 50.
  • Mista predominantemente Restritiva: técnica minimamente invasiva, em que são feitos pequenos orifícios na pele, por videolaparoscopia. Neste método, o estômago é separado em duas partes: uma pequena e a outra maior. O alimento vai apenas para a bolsa menor, o que dá rapidamente a sensação de saciedade.

Publicada em dezembro/2007

Atualizada em novembro/2009

21/11/2011 17:08:20

NATALY

BOA TARDE, FIZ CALCULO ACIMA E ESTOU COM IMC 42. MAS NÃO TENHO CONDIÇÕES DE PAGAR PELO TRATAMENTO CIRURGICO. O Q ME ACONSELHA? ATT.

Resposta:

Prezada Nataly, O Hospital Albert Einstein possui uma parceria com o Ministério da Saúde em que desenvolve projetos de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde em diversas áreas, entretanto, atualmente, nenhum destes Projetos contempla a realização de cirurgia bariátrica. Sugerimos que você procure um Serviço de Saúde de seu município para orientações e acompanhamento.

08/11/2011 13:56:30

adriana

sou obesa acho que desde de crianca, so que antes nem ligava , so que agora tenho varios problemas de saude so que nao dou conta de pagar pra fazer a cirurgia e os governantes nao liga muito pra nos gordos... vou morrer logo pois meu coracao ta falhando e a unica soluçao e emagrecer ele ja nao da conta de todo meu peso... tenho 1,55 e tenho 1,45kilos. se alguem quiser me ajudar eu agradeço.

Resposta:

Olá Adriana, recomendamos que você procure um médico para avaliar o seu caso. Somente ele poderá dizer qual a real situação de sua saúde e orientar sobre as alternativas de tratamento dentro de suas condições. Nunca deixe de se cuidar e sempre consulte um profissional. Caso queira consultar um dos nossos especialistas, fique à vontade para pedir uma indicação médica pela nossa Central de Atendimento, no telefone 11 2151-1233, opção 3. Você também pode dispor deste serviço pelo nosso site, acessando a página do Indicador Médico http://www.einstein.br/hospital/Paginas/indicador-medico.aspx. Desejamos boa sorte.

17/10/2011 19:42:34

Lêda maria do N. N.

A mais de vinte anos venho lutando contra a balança,Pois tenho uma irmã obesa, não quero ter os mesmos problemas dela.a cirurgia seria a solução da nossa luta?

Resposta:

Olá Lêda, este tipo de informação requer uma avaliação mais detalhada com um especialista. Pelas suas limitações, a internet não deve ser instrumento para consultas médicas, diagnóstico clínico, prescrição de medicamentos ou tratamento de doenças e problemas de saúde. Aconselhamos você a procurar um médico especialista, no caso um endocrinologista. Só ele poderá fazer uma avaliação correta e dizer se é ou não caso cirúrgico. Caso queira consultar um dos médicos da nossa equipe, fique à vontade para pedir uma indicação médica pela nossa Central de Atendimento, no telefone 11 2151-1233, opção 3. Você também pode dispor deste serviço pelo nosso site, acessando a página do Indicador Médico http://www.einstein.br/hospital/Paginas/indicador-medico.aspx.

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