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Gripe H1N1 - Influenza A

Há dez anos o subtipo H1N1 do vírus, da chamada gripe suína, infectava somente porcos. Desde abril de 2009, porém, conseguiu paralisar países, mobilizar governos e centros de controle de infecção de todo o mundo. Em junho, fez com que a Organização Mundial de Saúde (OMS) elevasse para o nível seis – o máximo – o alerta de pandemia.

"A Organização Mundial da Saúde previu que se alastraria rapidamente, e isso aconteceu. Houve aumento no número de casos no hemisfério Sul durante o inverno e talvez no final do ano no hemisfério Norte", ressalta o dr. Luis Fernando Aranha Camargo, infectologista do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).

De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), as epidemias sazonais ocorrem a cada ano e os países em geral estão aptos a tratar as infecções com vacinas específicas. Entretanto, o que se vive com a H1N1 é uma pandemia, ou seja, uma epidemia mundial.

Locais de distribuição de Tamiflu na cidade de São Paulo

Hospitais públicos referência para tratamento da gripe A H1N1

Informações importantes

O Hospital Israelita Albert Einstein, preocupado com a correta informação e com a disseminação do conhecimento, desde o início da epidemia da gripe H1N1, vem seguindo as recomendações do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, com base no protocolo de manejo clínico e vigilância epidemiológica da Influenza.

Nesse momento, o Hospital Israelita Albert Einstein só dispensará o osetalmivir (Tamiflu®) para os pacientes que se encontram dentro dos critérios do Ministério da Saúde e do Centro de Vigilância Epidemiológica e que tenham sido internados ou atendidos em nossas unidades de Primeiro Atendimento.

O tratamento com antiviral oseltamivir (Tamiflu®) está indicado apenas para pacientes com doença respiratória aguda grave com indicação de internação e para aqueles com síndrome gripal que apresentem fatores de risco para complicação como, por exemplo:

  • Gestantes
  • Crianças menores de dois anos
  • Idosos
  • Pessoas em tratamento com quimio ou radioterapia
  • Pessoas transplantadas em uso de imunossupressores
  • Pessoas com diabetes, obesidade mórbida, problemas cardíacos, pulmonares ou renais

Visando auxiliar a população em geral, o HIAE orienta que todo paciente atendido em consultórios particulares e que receber a prescrição de oseltamivir (Tamiflu®) deve procurar pela unidade de Assistência Médica Ambulatorial (AMA) mais próxima de sua residência, tendo em mãos os seguintes documentos:

  • Formulário de dispensação de osetalmivir (Tamiflu®), preenchido pelo médico.
  • Receita médica de osetalmivir (Tamiflu®).
  • Cartão do SUS ou carteira de identidade (R.G.), além do comprovante de residência do paciente.
  • OBS.: nos casos em que a retirada for feita por um familiar ou acompanhante, o mesmo deverá apresentar sua carteira de identidade, além da documentação do paciente, acima descrita.

Diferenças entre endemia, epidemia e pandemia

  • Endemia
    É doença infecciosa que ocorre habitualmente e com incidência significativa em dada população ou região. quando uma doença infecciosa ocorre habitualmente e com incidência significativa em determinada população ou região, em um número grande, mas constante, de casos. Esta área onde ocorre a endemia é chamada de "faixa endêmica".
    Por exemplo: Febre amarela no Pantanal e na Amazônia.
  • Epidemia
    Normalmente é doença infecciosa, de caráter transitório, que ataca, ao mesmo tempo, grande número de indivíduos em uma determinada localidade. Pode ser também surto periódico de uma doença infecciosa em dada população ou região. Esse episódio é então considerado um "surto epidêmico".
    Por exemplo: Gripe aviária em 2005; dengue no Rio de Janeiro em 2008.
  • Pandemia
    Quando uma doença é amplamente disseminada por países de um ou mais continentes, ou mesmo pelo mundo todo, de maneira quase simultânea, ganhando grandes proporções.
    Por exemplo: Gripe Espanhola em 1918; AIDS, atualmente.

Os 6 níveis de alerta, segundo a OMS

A Organização Mundial de Saúde criou uma escala para caracterizar a transmissão do vírus da gripe (influenza) pelo mundo com finalidade de nortear as medidas de controle da infecção.

Nível 1

Nenhum vírus influenza animal a circular entre animais causou infecções em humanos.

Nível 2

Vírus influenza animal causou infecções em humanos e é por isso uma ameaça potencial de pandemia.

Nível 3

Vírus influenza animal ou humano-animal causa esporádicos casos em pessoas, mas sem transmissões humano-humano, exceto em circunstâncias específicas.

Nível 4

Transmissão entre humanos de um vírus influenza animal ou humano-animal capaz de causar um surto ao nível da comunidade. "A capacidade de causar surtos sustentáveis da doença numa comunidade marca uma alteração significativa no sentido ascendente sobre o risco de pandemia".

Nível 5

O mesmo vírus que causou surto ao nível da comunidade registrado em dois ou mais países de uma região. "Enquanto que a maior parte dos países não será afetada nesta fase, a declaração de Fase 5 representa um sinal forte de que uma pandemia pode ser iminente e que o tempo para finalizar a organização, comunicação e implementação das medidas de mitigação previstas é curto".

Nível 6

O vírus causa surtos sustentáveis ao nível da comunidade em mais do que uma região. "A designação desta fase indica que uma pandemia global está em curso".

Vírus em mutação

O vírus A/H1N1 afeta tanto humanos quanto animais, classificação dada pela letra A, a mesma da gripe aviária, por exemplo.

O subtipo H1N1 é originário da gripe espanhola que, entre 1.918 e 1.919, assolou o mundo. A partir daquela pandemia, as pessoas adquiriram anticorpos e o subtipo passou a atingir apenas porcos.

A OMS previu que se alastraria rapidamente, e isso aconteceu. Houve aumento no número de casos no hemisfério Sul durante o inverno e talvez no final do ano no hemisfério Norte

Seu poder atual está na mutação genética que sofreu e, por conta disso, não pode ser neutralizado pelo sistema imunológico humano. Isso torna a infecção grave, com rápido aumento do número de vítimas pelo mundo. A população entre 10 e 45 anos tem sido a mais atingida, acredita-se, por ter tido menos contato com o H1N1 que os idosos.

A transmissão ocorre por meio de secreções nasais ou gotículas de saliva, como qualquer gripe. Dessa forma, o contágio por meio da ingestão de carne de porco não traz risco.

Os sintomas também são os mesmos: febre, dores no corpo, dor de cabeça, perda de apetite, irritação nos olhos, coriza, tosse e, em alguns casos, náusea, diarreia e vômito.

Medicamentos e vacina

Vários institutos de pesquisa, como o Adolfo Lutz (SP), conseguiram isolar o vírus e chegar ao sequenciamento do material genético. Esse avanço é o primeiro passo para a produção da vacina.

Enquanto não há vacinas prontas e disponíveis, a saída é utilizar os medicamentos que podem diminuir a intensidade da infecção e aumentar o bem-estar, além de prevenir as complicações mais sérias da gripe H1N1, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês). Um dos mais renomados órgãos no mundo no controle de doenças, ligado ao governo dos Estados Unidos, o CDC aprovou quatro antivirais que têm melhor efeito quando tomados até dois dias após a manifestação dos sintomas.

Em sua página dedicada às informações sobre a pandemia (www.cdc.gov), avisa ainda que aqueles que tiveram contato com pessoas infectadas também podem usá-los. A eficácia desses medicamentos na prevenção fica entre 70% e 90%. Mas, atenção, devem ser utilizados apenas e tão-somente sob recomendação médica.

Aviso aos viajantes

Sigam as recomendações dos especialistas do Einstein para aumentar a segurança de sua saúde.

As baixas temperaturas registradas principalmente na no hemisfério Norte, e com a chegada das férias de final de ano, ainda são sinais de que temos que manter nossa atenção redobrada, principalmente nos locais fechados e com aglomeração de pessoas.

Hábitos básicos de higiene, como a lavagem frequente das mãos e a tosse com etiqueta, ainda são a melhor arma contra a disseminação do vírus.

  • Lave as mãos com água e sabão. Isso remove micro-organismos da pele. É possível utilizar o gel alcoólico específico para higiene de mãos (comprado em farmácias) quando não houver a possibilidade de lavá-las com água e sabão
  • Cubra a boca e o nariz com lenço de papel ao tossir ou espirrar e, depois, jogue-o no lixo. Em seguida, higienize as mãos
  • Caso não tenha lenço de papel, use a manga da camisa para cobrir a boca e o nariz

Atualizada em novembro/2009

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