Proteja-se

Rubéola: proteja-se

Febre, dor de cabeça, manchas pelo corpo e gânglios no pescoço. Apesar de muitas vezes não aparecerem, esses são os sintomas mais comuns da rubéola, doença infecto-contagiosa causada por vírus.

Rúbeola: proteja-seSegundo dados do Ministério da Saúde foram registrados, de janeiro a maio de 2008, 329 casos da doença no Estado de São Paulo. A disseminação é maior quando ocorre aglomeração de pessoas em locais fechados, o que normalmente acontece no inverno.

Para prevenir que a doença se espalhasse pelo país, o Ministério da Saúde realizou campanha de vacinação contra a rubéola de 6 de agosto a 12 de setembro de 2008 em todo o Brasil. Só no Estado de São Paulo, foram 7 mil postos fixos e volantes. A meta era vacinar 61,8 milhões de pessoas, entre crianças que ainda não haviam tomado a dose da vacina, homens e mulheres de 20 a 39 anos.

O principal motivo da campanha é o compromisso do Brasil com a erradicação da rubéola até 2010. Em 2007, foram registrados 8.672 casos da doença e São Paulo está entre os 20 estados em que houve surto de rubéola naquele ano.

Atinge todas as idades

O primeiro registro da doença foi feito pelo alemão Friedrich Hoffmann, em 1740. A rubéola é da família do vírus Togaviridae, que age no organismo 10 dias antes dos sintomas aparecerem e até 15 dias depois da infecção. Mais comum em crianças, a doença pode atingir adultos, sendo perigosa em mulheres grávidas.

O risco de a criança ter a rubéola congênita depende do período da gravidez no qual a mãe foi contaminada

"Nesse caso, pode haver malformação do feto e o desenvolvimento de uma doença séria: a rubéola congênita", diz dr. Jacyr Pasternak, presidente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE). A doença nos fetos pode causar surdez, catarata, problemas cardíacos congênitos, retardamento mental, microcefalia, sangramento e glaucoma.

"O risco de a criança ter a rubéola congênita depende do período da gravidez no qual a mãe foi contaminada. Durante os dois primeiros meses de gestação, as chances são de 40 a 60% de o feto adquirir rubéola; durante o terceiro mês cai para 35% a 40% e a partir do quarto mês permanece em 10%. Mas a surdez da criança pode ocorrer quando a mãe é contaminada pela rubéola até a 20º semana de gestação", alerta dr. Jacyr.

A transmissão do vírus da rubéola é feita por contato direto com a pessoa infectada, por meio de gotículas de secreção respiratória (do nariz e da boca). Como o vírus pode ser encontrado na garganta antes de aparecer os primeiros sintomas, é mais difícil saber quem está infectado. Não existe tratamento medicamentoso para a rubéola: controlam-se apenas os sintomas, como a febre, com banhos mornos e antitérmicos.

Publicada em agosto/2008

Atualizada em novembro/2009

     

 

 

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