<p class=cap>A robótica vem revolucionando a forma de se realizar cirurgias no mundo e o Einstein acaba de proporcionar mais um avanço nesta área. Recentemente foram realizadas no hospital, e pela primeira vez na América Latina, as primeiras cirurgias oncológicas do tórax com auxílio do robô <strong><em>da Vinci</em></strong>.</p>
<p><img class=grid-imagem src="/PublishingImages/cardiologia-cirurgia-torax.jpg" alt="Einstein realiza as primeiras cirurgias oncológicas do tórax da América Latina com robô da Vinci">O planejamento deste procedimento contou com o intercâmbio de alguns dos principais centros de saúde americanos, onde a técnica já vinha sendo empregada, como as Universidades de Boston e Hackensack University, em New Jersey, cujo chefe da cirurgia torácica, Dr. Bernard Park, veio ao Brasil e acompanhou as quatro primeiras operações (pulmão e mediastino) realizadas no Einstein, nos dias 22 e 23 de novembro de 2010.</p>
<p>Após vários anos de experiência nos Estados Unidos, praticando técnicas minimamente invasivas e utilizando o robô, o cirurgião coordenador do Centro de Cirurgia Torácica Minimamente Invasiva do Einstein, Dr. Ricardo Santos, planejou detalhadamente a implementação da técnica na Instituição - que já contava com procedimentos deste tipo nas áreas de cardiologia, cabeça e pescoço, urologia, ginecologia e gastroenterologia. "O planejamento por quase um ano, com pleno apoio institucional e da equipe multiprofissional do Einstein, foi fundamental para o sucesso dessa fase inicial", reconhece o cirurgião.</p>
<p>"É uma revolução nas cirurgias torácicas, já que o corte no esterno (o osso do peito) e nas costelas, que pode chegar a 15 cm de comprimento, é substituído por três incisões de apenas 2 a 5 cm cada", explica o médico.</p>
<p>Para o médico, os benefícios maiores não são apenas para os pacientes, mas também para os cirurgiões, que realizam a operação de um console localizado a cerca de dois metros da mesa cirúrgica, com visão melhorada e maior riqueza de movimentos dos instrumentais.</p>
<p>"A visualização do <em><strong>da Vinci</strong></em> supera em muito à da cirurgia videoassistida convencional. Além de ser em alta definição, é em 3D, dando ao médico melhor noção espacial. Os instrumentos filtram qualquer tremor e colaboram para maior destreza durante o procedimento", afirma.</p>
<h3>Benefícios</h3>
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<li>Dois a cinco dias de internação, diferente da cirurgia de tórax tradicional, que necessita de sete a dez dias.</li>
<li>Menor índice de transfusão sanguínea, em razão de menos sangramento provocado por menores incisões e manipulação interna.</li>
<li>Menor risco de infecção.</li>
<li>Recuperação mais rápida para as atividades habituais.</li>
<li>Redução da quantidade de analgésicos, principalmente nas primeiras três semanas após a cirurgia.</li>
</ul>
<h3>Indicações</h3>
<ul>
<li>Pacientes com câncer de pulmão em fase inicial.</li>
<li>Pacientes com miastenia gravis, doença neurológica que proporciona fraqueza generalizada e cujo tratamento pode envolver a retirada do timo, uma glândula localizada na região torácica.</li>
<li>Tumores de mediastino (parte central do tórax que fica na frente do coração).</li>
</ul>
<p>"A cirurgia minimamente invasiva, do ponto de vista oncológico, é tão segura para as fases iniciais do câncer ou para a retirada de tumores benignos quanto a tradicional – que é mais indicada para as fases mais avançadas", afirma o cirurgião.</p>
<p>Depois do sucesso das primeiras cirurgias torácicas com auxílio do <em><strong>da Vinci</strong></em>, o procedimento já faz parte da rotina do Programa de Cirurgia do Einstein e está sendo adotado desde que necessário e sob indicação médica.</p>
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<p>Publicado em dez/2010</p>
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26/11/2011 21:39:24
Matheus Felipe
Parabéns a equipe de cirurgia robótica que realizou tais procedimentos com planejamento, organização e excelência. Que DEUS continue vos Abençoando.
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