Como é feito o cálculo?

O cálculo é baseado no volume total de prostatectomias radicais realizadas (técnica convencional e robótica). São analisados todos os laudos de anatomatológico para verificar aqueles em que há presença de margem de comprometimento.
Os resultados mostram que a técnica auxiliada pelo robô possui uma redução na incidência de margem de comprometimento, quando comparada à técnica convencional.
Estudos realizados por V. Patel, diretor médico do Global Robotics Institute (do Florida Hospital), demonstram que a incidência de margens positivas, ou seja, a distância entre o tumor e a borda do tecido sadio na cirurgia robótica, cai à medida que aumenta a experiência do cirurgião.
Os resultados encontrados no Einstein relacionados à técnica robótica estão próximos aos dados dos grandes centros mundiais de referência (Florida Hospital) –, com incidência de 9,3% de margem comprometimento.
Porque é importante medir?
A incidência do câncer de próstata aumentou consideravelmente nos últimos 20 anos, em função da associação de três fatores: maior longevidade do homem, possíveis influências ambientais e utilização, em larga escala, do antígeno prostático específico (PSA) durante o rastreamento.
Esta nova tecnologia permite ao cirurgião melhor ergonomia e maior destreza e, ainda, melhor visualização da área a ser operada, o que aumenta o potencial de reconhecimento e preservação das estruturas anatômicas.
Como interpretar os dados?
Quanto menor a porcentagem de acometimento de margem (menor presença de margem comprometida), maior o benefício da cirurgia ao paciente, com maior probabilidade de cura.