Há chances de os médicos errarem no diagnóstico de morte encefálica?
Não. O diagnóstico é realizado por meio de exames específicos e pela avaliação de dois médicos – sendo um deles neurologista – com intervalo mínimo de 6 horas entre as duas avaliações. Além disso, é obrigatória a confirmação do diagnóstico por, pelo menos, um dos seguintes exames: angiografia cerebral, cintilografia cerebral, ultrassom com doppler transcraniano ou eletroencefalograma.
Quando uma pessoa entra em coma, torna-se um potencial doador?
Não. O coma é um processo reversível. Morte encefálica, como o próprio nome afirma, é irreversível. Uma pessoa somente torna-se potencial doador após o diagnóstico de morte encefálica e a autorização da doação dos órgãos pela família.
É possível que meus órgãos sejam comercializados após a minha morte?
Não. O fato de muitas pessoas acreditarem em rumores deste tipo contribui para a diminuição do número de doações, tirando a chance de sobrevivência de vários pacientes que aguardam em lista de espera.
Qual a chance de sucesso de um transplante?
É alta. Mas o sucesso depende de inúmeros fatores como o tipo de órgão a ser transplantado, a causa da doença, as condições de saúde do paciente, entre outras.
Existem pessoas que fizeram transplante de órgãos há mais de 25 anos, tiveram filhos e levam hoje uma vida ativa e normal.
Quem paga o transplante?
Mais de 90% das cirurgias são feitas pelo SUS e cobertas por ele durante o atendimento que o antecede, como no acompanhamento após o transplante. Alguns transplantes são cobertos por planos privados de saúde. Deve ficar claro que, independentemente da forma como o transplante é pago (pelo SUS ou não), a chance de receber um órgão é a mesma.
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