Estudos identificam predisposição familiar, permitindo avaliar o risco e adotar condutas preventivas.
Qual é o risco de uma pessoa ter um câncer? Essa pergunta vem sendo respondida pelos avanços no conhecimento da genética, uma vez que o câncer é causado por alterações no DNA da célula. Hoje, estudos genéticos permitem identificar a predisposição familiar e o grau de risco para o desenvolvimento de um ou mais tipos de tumores malignos e, quando necessário, adotar ações de acompanhamento visando à prevenção e à detecção precoce.
Por meio do aconselhamento oncogenético, parentes de um paciente com câncer podem conhecer o risco a que estão expostos; e o próprio paciente pode obter indicadores sobre a possibilidade de ter outros tumores que não sejam metástase do que já existe e de transmitir essa susceptibilidade aos seus descendentes.
A orientação oncogenética é fundamentada no histórico familiar do paciente, envolvendo pelo menos três gerações. É uma investigação realizada pelo médico oncogeneticista, com entrevistas e levantamento de informações sobre quem teve ou não câncer na família, faixa etária, sexo, etnia, outras doenças e fatores como tabagismo e alcoolismo.
A exatidão das informações é fundamental. Exames, relatórios médicos e atestados de óbito são valiosos para a construção do chamado heredograma - mapa que representa a herança genética de determinadas características dos indivíduos estudados e cuja avaliação pode sugerir uma predisposição hereditária para o desenvolvimento do câncer.
Para alguns tipos de câncer, o heredograma pode ser complementado por testes moleculares, oferecidos por algumas instituições de referência no Brasil. Amostras de sangue, preferencialmente de alguém já afetado pela doença, são analisadas para identificar a mutação genética. Ainda são poucos os genes cujas mutações podem ser detectadas por testes moleculares rotineiros. O mais conhecido é o de análise de mutação dos genes BRCA1 e BRCA2, causadora de câncer de mama e de ovário. Mesmo sem a realização dos testes moleculares é possível estimar o risco com base no histórico familiar e, se for o caso, orientar o paciente sobre ações preventivas e de acompanhamento médico.
A orientação oncogenética é fundamentada no levantamento do histórico de câncer na família do paciente, envolvendo pelo menos três gerações.
Para alguns tipos de predisposição já existem protocolos de conduta para reduzir o risco e as complicações de uma doença diagnosticada tardiamente. Entre os procedimentos, estão a realização de exames periódicos como ressonância magnética das mamas e colonoscopia e, em alguns casos, terapias cirúrgicas ou medicamentosas.
A orientação oncogenética é hoje um importante instrumento na luta contra o câncer e deve continuar evoluindo com os avanços nos estudos e pesquisas genéticas. Ainda que haja apenas um caso na família (especialmente em idade precoce), ou vários casos de diferentes tipos, a oncogenética pode oferecer subsídios valiosos, capazes de ajudar na prevenção da doença e contribuir para salvar vidas.
Novo estudo discute a eficácia da retirada dos gânglios linfáticos em pacientes com diagnóstico de câncer de mama
Veja a opinião dos médicos do Hospital Israelita Albert Einstein.
Saiba tudo sobre o Câncer na Terceira Idade, assitindo ao vídeo com especialistas do Einstein.
Publicado em
17/06/2011
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04/09/2011 20:05:13
mary
Minha mãe fez uma ultrasom e mamografia, na ultrasom foi diagnosticado um sisto. Ela tem 62 anos, e a mãe e avó dela faleceram em consequencia do cancer.Será que esse sisto tem risco de se torná um cancer? Obrigada desde já!
Resposta:
Olá Mary, para esclarecer sua dúvida é necessário uma consulta presencial. Infelizmente não podemos responder por este canal. O médico que acompanha o caso de sua mãe é o profissional mais indicado para te orientar em relação ao cisto que os exames apresentaram. Se desejar uma segunda opinião, nossa equipe está à disposição. Entre em contato com o Fone Saúde pelo telefone 11 2151-1233, ou pelo e-mail: fonesaude@einstein.br. Boa sorte.
21/06/2011 15:20:22
Ana
Minha mãe e meu pai ,além de algus tios(consanguineos) faleceram de câncer. Há cerca de dez anos retirei meu primeiro tumor maliguino. Desde então foram mais 11 retiradas de tumores sendo que seis eram carcinomas.Quais providencias preventivas devo tomar?
Resposta:
Ana, agradecemos seu comentário. Publicamos uma matéria sobre as formas de prevenção do câncer (http://www.einstein.br/hospital/oncologia/prevencao-do-cancer/paginas/prevencao-do-cancer.aspx). Porém, no seu caso, o acompanhamento médico de perto. Só um especialista na área poderá dizer quais as melhores maneiras de prevenção.
Desejamos a você boa sorte e continue acompanhando nosso site.
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