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Da felicidade intensa à tristeza profunda

Cerca de 8% da população apresenta os sintomas mais marcantes do transtorno bipolar: a montanha-russa de humor.

O transtorno bipolar vem ganhando cada vez mais espaço na mídia e seus sintomas passaram a ser conhecidos de uma maneira mais ampla. Provavelmente, isso se deve aos avanços nos últimos anos para tentar esclarecer os mecanismos da doença. E, não muito raro, pessoas famosas, conhecidas por suas variações de humor, admitem o problema.

O diagnóstico não é tão simples. Isso porque o transtorno é caracterizado pelos extremos. Em alguns momentos – e esse estado pode durar dias, semanas ou meses – a pessoa fica eufórica e pode sentir prazer extremo, alegria estonteante, autoestima elevada e uma sensação de poder incrível. Há quem não tenha sequer sono. Mas, na fase seguinte, que também pode durar dias, semanas ou meses, ela experimenta o outro lado da moeda. E vai da euforia à tristeza. São períodos de depressão profunda, em que nada lhe dá prazer e a rotina não faz mais sentido. Há quem sinta sono demais ou exagere na comida nessa fase.

Esse efeito montanha-russa tem consequências desastrosas para as esferas pessoal e profissional e, em geral, o paciente só procura ajuda quando a maré está baixa. Isso torna o diagnóstico mais difícil. Nesse período, é comum que o portador do transtorno seja tratado como alguém deprimido. Daí, para muitos especialistas, a importância da família nas consultas. São os pais, a esposa ou o marido que podem dar subsídios para o médico traçar um panorama mais completo.

Sabe-se que a genética tem forte influência na origem do transtorno. Segundo a Associação Brasileira de Transtorno Bipolar, 50% dos portadores da doença têm pelo menos um familiar com o problema. Acredita-se que cerca de 8% da população apresente os sintomas mais marcantes entre 15 e 25 anos. Mas já existem crianças diagnosticadas. A vantagem de perceber cedo esses estados alterados de humor é que o tratamento tende a ser mais eficiente. No entanto, ainda não é possível falar em cura, apenas em controle.

O transtorno bipolar pode vir à tona depois de períodos de estresse intenso. Outro dado interessante é que essas alterações de humor aumentam o estresse oxidativo das células, ou seja, a saúde de quem sofre do transtorno tende a se deteriorar mais rapidamente porque o organismo envelhece em um ritmo mais acelerado. Portanto, o diagnóstico e o tratamento devem ser iniciados o quanto antes para controlar a evolução da doença.

A doença afeta homens e mulheres, mas estudos sugerem que elas apresentam mais episódios de depressão e estados de alternância entre a tristeza e a euforia.

O transtorno não escolhe sexo. Homens e mulheres são vítimas, mas estudos sugerem que as mulheres apresentam mais episódios de depressão e estados mistos, em que a tristeza e a euforia trocam de papéis vertiginosamente.

Atualmente, os medicamentos mais usados para tratar o problema são os estabilizadores de humor. E, para casos mais graves, há a eletroconvulsoterapia, na qual se altera a atividade elétrica do cérebro por meio de corrente elétrica. De qualquer forma, a psicoterapia é sempre necessária para ajudar o paciente a entender a doença, aceitá-la e, assim, voltar a encarar a vida com mais coragem e menos medo de ver sua rotina em uma eterna corda bamba.

Publicado em 15/04/2011


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20/04/2012 12:20:14

vera

não desejo essa doença nem para um inimigo, como doi, é um dor quase fisica, e uma vontade de nascer de novo, mas só morrendo é que essa tristesa vai acabr

28/03/2012 08:51:33

rosarita

tive depressão pos parto á quaze 8 anos com tentativa de homicídio agora não consigo dormir tenho uma tristeza sem motivo e odio dentro de mim insuportável com vontade de sair correndo e me esconder em algum lugar para não ver e nem precisar falar com ninguem tem dias que não consigo nem houvir a voz dos meus dois filhos ou ouvir o latido de um cachorro até um comercial de tv muito animado me inrrita

25/09/2011 01:04:25

ray

estou passando por momentos dificeis devido a traicao do meu marido.tem alguma ligacao com a doenca?.

Resposta:

Ray, agradecemos seu comentário, mas não temos como dar uma resposta tão precisa em relação a um tratamento de saúde por este canal. O Espaço Saúde visa apenas trazer informações em relação a determinado assunto e nunca poderá substituir uma consulta médica. Aconselhamos você a procurar um médico especialista. Só ele poderá fazer uma avaliação correta. Caso queira, você poderá pedir uma indicação médica pela nossa Central de Atendimento, no telefone 11 2151-1233, ou acessando o Indicador Médico em nosso site http://www.einstein.br/hospital/Paginas/indicador-medico.aspx. Boa sorte.

06/07/2011 17:09:55

sonia

oi, sou bipolar, já passei por essas fases muitas vezes, tive a primeira crise com 18 anos, hoje tenho 50 anos, vou ao psiquiatra, tomo remédios direitinho, vou à psicóloga, só assim é que dá pra controlar essa doença, esse transtorno. bjs.

Resposta:

Sonia, agradecemos seu comentário, fique à vontade também para nos mandar sugestões de temas do seu interesse. E convidamos você a continuar acompanhando o Einstein tanto pelo portal, quanto pelos nossos canais oficiais do Facebook (https://www.facebook.com/HospitalAlbertEinstein) e do Twitter (http://twitter.com/#!/hosp_einstein).

29/06/2011 01:09:59

Aline Canfild

Ola.. fazem uns dois anos q estou passando por esses problemas... por exemplo, ontem eu estava mto bem, confiante, feliz animada com a vida, ja hj entrei em crise de choro, um vazio enorme dentro de mim, uma tristeza sem fim, querendo morrer, tem dias q acordo bem, e logo fico muito mal numa tristeza, isso acontece de uma hora para outra! ainda nao procurei nem um medico, gostaria q me indicassem o q seria melhor eu procurar! aguardo resposta no email, Obrigado.

Resposta:

Olá Aline, obrigado por compartilhar conosco sua experiência. Solicite uma inicação médica no Fale Conosco, o contato é 11 2151-1233, opção 3 ou e-mail: fonesaude@einstein.br. Vamos torcer para que você fique bem.

01/06/2011 10:09:02

Luana

Meu Deus. Estive assistindo a matéria e agora me pergunto. Será que eu tenho isso?! As vezes me vem uma tristeza do nada, um sentimento de vazio, uma angústia, logo eu que sou tão animada, extrovertida, brincalhona e risonha. Será que eu tenho isso?! Como fazer para ter certeza? Aiiiim...

Resposta:

Olá Luana, agradecemos seu comentário. É muito importante a avaliação de um especialista, por isso, recomendamos que procure um médico para um diagnóstico preciso. Caso queira agendar uma consulta com profissionais do Einstein, nossa equipe está à disposição. O telefone para contato é 11 2151-1233 opção 3. Boa sorte!

13/05/2011 19:31:08

ordalina dorneles

minha filha (27 anos) tem esse"transtorno" detectado a quatro anos.Gostaria de saber quais os benefícios dela ler sobre a doença e (ou) ter mais conhecimentos? até hoje ela teve pouca melhora por conta dos remédios e minha sabedoria e paciencia, as vezes ficam bemfalhas.é um mal muito cansativo.p/f me orientem m elhor,

Resposta:

Olá Ordalina, Quem melhor pode orientar sobre estas dúvidas é o médico que trata a sua filha. Como cada caso e cada pessoa são únicos, somente o médico que acompanha o paciente pode definir o tratamento mais adequado e orientar a família sobre a melhor forma de lidar com o caso. Dra. Ana Luiza L. Simões Camargo, Psiquiatra.

07/05/2011 21:14:44

Eric

Gostei do vídeo. Muito bem produzido. Linguagem clara e bem ilustrada.

30/04/2011 11:50:54

Lelia

Parabéns pela maneira divertida e motivadora de apresentar um problema tão sério, que acomete a tanatas pessoas!

Resposta:

Leila, agradecemos o seu comentário. Continue navegando em nosso portal.

20/04/2011 20:13:15

CJ

A primeira vez que senti "a tristeza da alma", tinha aproximadamente 18 anos. Foi muito difícil aceitá-la e portanto sofri por muitos anos. Hoje estou em tratamento há cinco anos e estou tentando aprender conviver com estes episódios. Faço terapia com um psiquiatra no qual confio muito. Acho primordial a pessoa aceitá-la e buscar um tratamento para o caso. Sinto que as crises estão ficando com os intervalos maiores. E acredito que poderei ter uma qualidade de vida melhor, cada vez mais.

Resposta:

CJ, obrigado por compartilhar conosco sua experiência.

18/04/2011 22:43:06

Ana Clara

que legal!! quem fez este video??? :)

Resposta:

Olá Ana Clara, que bom que você gostou da matéria e do nosso vídeo. A área de Mídias Digitais é a responsável por todo conteúdo do site, tendo como colaboradores os médicos da nossa instituição e profissionais de jornalismo e design, que estão empenhados em sempre levar conteúdo de qualidade ao nosso leitor.

18/04/2011 18:20:44

Eduardo do Carmo

Tenho uma ex namorada que tem esse trantorno o que posso fazer para ela se tratar.

Resposta:

Olá Eduardo, obrigado por compartilhar sua história conosco. Neste caso, a melhor maneira é procurar um médico psiquiatra para avaliar o caso de sua namorada. Só este tipo de profissional poderá dar o diagnóstico correto. Caso seja de seu interesse, você pode conseguir uma indicação médica pela nossa Central de Atendimento, no telefone 11 2151-1233, ou pelo nosso site, acessando o Indicador Médico (http://www.einstein.br/hospital/Paginas/indicador-medico.aspx).

18/04/2011 13:15:53

Lourena

Parabéns, é muito importante as pessoas se conscientizarem da existencia da doença...muitos pensam que é frescura.Meu pai sofre deste transtorno e eu temo muito a ideia de ser bipolar

Resposta:

Olá Lourena, obrigado por compartilhar conosco sua experiência.

18/04/2011 12:32:22

Regina Scabello

É assim mesmo que me sinto. Alternamos da euforia intensa e ao estado de intensa tristeza de uma hora para outra. Tenho sono intenso, engordei 25 kg. Me trato, faço terapia. Já melhorei muito mas as coisas ainda são difíceis na maioria das vezes. Seria tão bom poder sarar de uma vez,mas..... Vu me tratandop Atenciosamente. Regina Célia

     
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