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Diagnóstico de apendicite requer exame minucioso

Como os sintomas iniciais se assemelham aos de várias outras doenças, exames de imagem e de laboratório ajudam a obter maior precisão no diagnóstico.

A apendicite é uma das maiores indicações de cirurgia abdominal e uma das causas mais comuns das cirurgias de urgência em todo o mundo, perdendo apenas para os traumatismos. Qualquer pessoa corre o risco de ter uma inflamação do apêndice, o que, sem o tratamento adequado, pode levar a graves complicações. O problema, no entanto, costuma acometer mais pacientes entre a segunda e a terceira década de vida, com maior incidência entre 10 e 19 anos.

Os sintomas podem variar bastante e se agravar em horas ou, mais raramente, dias. Há os característicos, como dor do lado inferior direito do abdome, náuseas, vômitos e perda de apetite, e também os inespecíficos, como dor na parte alta do estômago ou ao redor do umbigo, flatulência, indigestão, diarreia ou constipação e mal-estar geral, que podem ser confundidos com um problema alimentar. A febre pode aparecer na evolução da doença, porém, na maioria das vezes, não está presente no início da manifestação dos sintomas, que costuma ser o momento em que o paciente procura atendimento médico.

A grande dificuldade do diagnóstico da apendicite está no fato de que, no seu início, os sintomas podem ser inespecíficos e comuns a várias outras doenças. No caso das mulheres, a dificuldade de diagnóstico às vezes persiste, pois a dor localizada pode ser confundida com inflamações no ovário. O mesmo pode acontecer com crianças, sempre mais sujeitas a infecções intestinais. Além disso, conforme a localização do apêndice (pélvico, voltado para o fígado, na frente ou atrás do intestino grosso) a dor pode ser em locais distintos. Por esses motivos, uma investigação médica bastante minuciosa, acompanhada de exame físico completo, contribui para o diagnóstico correto e é suficiente em até 90% dos casos, conforme alguns estudos. Às vezes, há a necessidade de manter o paciente em observação por ao menos 12 horas para acompanhar a evolução de seus sintomas e conseguir fechar o diagnóstico. Nos casos em que a dúvida persiste, podem ser realizados exames complementares, como os laboratoriais e de imagem.

A apendicite é umas das causas mais comuns das cirurgias de urgência em todo o mundo.

Após a confirmação do diagnóstico, o tratamento é exclusivamente cirúrgico, com a remoção do órgão, que deve ser realizada o mais rápido possível para evitar complicações, como a perfuração do apêndice para a cavidade do peritônio. Hoje, até mesmo casos mais complicados podem ser resolvidos com cirurgias minimamente invasivas, como a laparoscopia. Três pequenos orifícios, com tamanhos não superiores a 10 milímetros, possibilitam a introdução do laparoscópio para extração do apêndice, com rápida recuperação.

Nos casos de apendicite, o segredo para que o quadro não se torne mais grave é o rápido atendimento médico para chegar ao diagnóstico correto quando os sintomas, mesmo que imprecisos, são persistentes. E para que isso aconteça, a atitude do paciente é fundamental. Quanto antes procurar o médico, maiores as chances de uma cirurgia mais simples e de uma rápida recuperação.

 

Publicado em 24/12/2010


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10/05/2012 11:12:03

maria rosineide

Por experiencia propria,com certeza deve-se pedir exmaes minuciosos,de março p abril meu filho de 22 anos apresentou todos estes sintomas mensionados,e a medica falou que era apendice,para encurtar a conversa meu filho entrou em coma,quase teve uma parada cardiaca,aqueles sintomas que ele apresentava era uma diabet tipo I muito descompensaça,por uma intervensao Divina meu filho hoje está bem.

Resposta:

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30/03/2012 00:14:31

gilda

tenho todos esses sintomas mas quando vou ao medico ele nao diagnostica nada e volto para com as mesmas crises abdominais o que posso faz\er nesse caso complicado

Resposta:

Olá Gilda, Para uma avaliação mais detalhada e precisa, você deve procurar o médico que acompanha seu caso. Só ele pode esclarecer todas as suas dúvidas. Caso queira, disponibilizamos duas formas de indicação médica. Por meio da nossa Central Médica, pelo telefone 11 2151-1233, ou pelo nosso site http://www.einstein.br/hospital/Paginas/indicador-medico.aspx.

28/12/2010 08:18:48

Beto

Ana... veja esta reportagem... espero que te esclareça sobre a apendicite... bjs

     
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