A leitura cuidadosa do contrato pode ajudar na escolha da melhor cobertura e evitar transtornos futuros.
O Brasil tem cerca de 42 milhões de beneficiários de planos ou seguros privados de assistência médico-hospitalar. É comum que, por desinformação, essas pessoas sejam surpreendidas com situações como a falta de cobertura de determinados procedimentos. Essa surpresa poderia ser evitada se tomassem uma precaução: ler o contrato de seu plano antes de adquiri-lo ou utilizá-lo. As informações ali contidas sobre coberturas, carências e exclusões são tão ou mais relevantes que conhecer a rede de hospitais e outros prestadores credenciados, detalhes aos quais se costuma dar mais atenção.
O alerta vale para todos os planos, de qualquer uma das cerca de 1.100 operadoras em atividade no País, mas os que foram contratados antes de 2 de janeiro de 1999 merecem mais atenção, pois só a partir dessa data é que entrou em vigor a regulamentação do mercado de saúde suplementar. Nesses planos mais antigos, que contemplam 22% do total de beneficiários do País, vale somente o que está escrito no contrato, e a grande maioria não oferece cobertura a procedimentos como hemodiálise, fisioterapia, colocação de próteses, quimioterapia e radioterapia.
Os planos contratados a partir de 2 de janeiro de 1999 seguem a lista mínima de exames e procedimentos estabelecida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) cuja cobertura é garantida a todos os usuários. Os procedimentos cobertos são os mesmos em qualquer tipo de plano, seja o básico ou o superior. As diferenças estão na rede de hospitais, laboratórios e outros prestadores credenciados. Portanto, é um equívoco trocar de operadora ou categoria de plano para obter mais coberturas. A lista tem sido revista em uma frequência inferior à necessária para acompanhar a evolução da tecnologia médica. As próximas mudanças entrarão em vigor em 7 de junho de 2010, englobando dezenas de novos procedimentos e tecnologias, como o transplante alogênico de medula óssea (entre doador e receptor diferentes), o pet-scan oncológico e algumas cirurgias torácicas por vídeo. Por outro lado, as cirurgias robóticas, por exemplo, responsáveis por quase 70% das cirurgias para câncer de próstata nos Estados Unidos, com rápida recuperação do paciente e retorno ao trabalho, permanecem sem cobertura nos planos novos.
As coberturas, carências e exclusões de um plano de saúde são tão ou mais relevantes do que a rede de hospitais e outros prestadores credenciados.
Os planos do tipo livre escolha, que reembolsam as despesas do beneficiário, também devem ser analisados com atenção. Os níveis de reembolso variam de acordo com a operadora e a categoria do plano. Poucas pessoas, porém, verificam as tabelas. Só tomam conhecimento delas quando recebem reembolsos menores do que o valor do procedimento. Um caminho para evitar surpresas é solicitar à operadora de seu plano uma prévia de coberturas e reembolsos antes de se submeter a algum exame ou procedimento.
Para quem pretende contratar um plano individual, é recomendável avaliar o contrato cuidadosamente antes de assiná-lo e procurar um plano que atenda às necessidades atuais e futuras do beneficiário e seus dependentes, levando em conta principalmente as faixas etárias. A troca de plano deve ser igualmente cuidadosa, especialmente nos casos de doenças preexistentes, que podem perder suas coberturas. Já os beneficiários de planos empresariais e de adesão coletiva, que representam cerca de 80% do total, têm menos opções de escolha de operadoras, categorias e condições contratuais, uma vez que a negociação é feita do diretamente pela empresa contratante. Ainda assim vale a mesma recomendação: faça um check-up do contrato para tirar todas as dúvidas. Afinal, tão importante quanto ter um plano é saber que direitos ele proporciona e quais são seus limites. E vale lembrar que não ter um plano de saúde pode resultar em gastos relevantes em casos de doenças graves ou emergências.
Publicado em
29/04/2010
Compartilhe
Deixe um comentário
02/10/2010 23:55:07
luzimar
Tenho andado estressada,fiz um Check-up ,é muito importante para nós medico estarmos com boa saúde,e ter um bom aspecto,parabéns pela matéria.
Resposta:
Resposta:
Luzimar, agradecemos seu comentário. Continue navegando em nosso site.
06/05/2010 16:37
Laura Maria Gomers
Interessantíssima e esclarecedora a matéria. Voubuscar, provavelmente outra intermédica através das informações fornecidas pela matéria.
02/05/2010 22:04
Natali
Parabéns pela matéria!
02/05/2010 09:26
Arthur Cerqueira
muito bom e esclarecedor essa matéria, Parabéns pela iniciativa.
*
*
*
Caracteres restantes:
500
* Campos Obrigatórios
Aviso: todo e qualquer comentário publicado na internet por meio deste sistema não reflete, obrigatoriamente, a opinião deste portal ou da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Einstein. Os textos publicados são de exclusiva, integral responsabilidade e autoria dos leitores que dele fizerem uso. O Hospital Israelita Albert Einstein reserva-se, desde já, o direito de excluir comentários e textos que julgar ofensivos, difamatórios, caluniosos, preconceituosos ou, de alguma forma, prejudiciais a terceiros. Informamos ainda que poderá haver moderação dos comentários que apresentarem dados clínicos ou pessoais dos autores, visando garantir a privacidade destas informações. Textos de caráter promocional ou inseridos no sistema sem a devida identificação (nome e endereço válido de email) também poderão ser excluídos.