Em todo o mundo, dezenas de pesquisas avançam na busca por novos medicamentos e recursos para o diagnóstico da doença.
Perda de memória, confusão mental, mudanças de comportamento... Os primeiros sintomas do Alzheimer só aparecem muitos anos depois de iniciado o silencioso processo de degeneração dos neurônios associado à doença. E se agravarão, comprometendo cada vez mais as capacidades cognitivas e comportamentais do indivíduo. Os casos de demências têm causas diversas e afetam 7% da população com mais de 60 anos, e o Alzheimer é responsável por cerca de 50% desse total. O envelhecimento é o principal fator de risco, o que faz a sua ocorrência aumentar à medida que cresce a expectativa de vida. Em geral, se manifesta a partir dos 60 anos e sua incidência dobra a cada 5 anos.
O Alzheimer se caracteriza pela morte de grupos específicos de neurônios relacionados à memória, à capacidade cognitiva e ao comportamento. A ciência ainda não conseguiu desvendar exatamente porque isso acontece, mas conhece bem os sintomas, que jamais devem ser encarados como “coisas da idade”. Esquecer um objeto ou um compromisso é normal. Quando isso se torna repetitivo e compromete o dia a dia da pessoa é hora de procurar o neurologista.
O diagnóstico é feito basicamente por avaliação clínica, a partir de critérios que permitem 85% de precisão. Exames como os de liquor e ressonância magnética são feitos sobretudo para identificar eventuais outras causas de demência, algumas tratáveis e curáveis. Confirmado o Alzheimer, o leque de tratamentos disponíveis é limitado. São medicamentos que buscam prolongar a atividade dos neurotransmissores, elementos que fazem a comunicação entre os neurônios. Com isso, ajudam a preservar por mais tempo as funções do indivíduo, melhorando sua qualidade de vida. Retardam, mas não impedem a evolução da doença. Além disso, 30% dos pacientes não respondem ao tratamento.
Novas frentes de pesquisa acenam com a promessa de avanços. No diagnóstico, há estudos para o desenvolvimento de um marcador biológico (como a concentração de enzimas e hormônios, que ajuda a avaliar a saúde e a fisiologia de uma pessoa) que permitiria, por meio de exame laboratorial ou de imagem, diagnosticar com maior precisão a doença e o risco de desenvolvê-la. Busca-se um método padronizado, como ocorre, por exemplo, no exame de glicemia para diagnóstico do diabetes.
O envelhecimento é o principal fator de risco para o desenvolvimento do Alzheimer. Em geral, a doença se manifesta a partir dos 60 anos e dobra sua incidência a cada 5 anos.
Outros avanços deverão vir no campo dos medicamentos. Em vez dos neurotransmissores, as várias drogas em fase de pesquisa enfocam a própria alteração no metabolismo celular que libera substâncias tóxicas que se acumulam em placas, provocando a morte dos neurônios. Dentre os estudos, destacam-se duas linhas de medicamentos: os que atuam sobre enzimas que podem inibir a quebra anormal da proteína que desencadeia o processo que leva à morte dos neurônios e os que agem na própria substância tóxica gerada.
É cedo para falar em perspectiva de cura. Mas as pesquisas de novos medicamentos e marcadores para diagnóstico permitem vislumbrar para os próximos anos não só progressos importantes no tratamento do Alzheimer, mas também na sua prevenção, com a identificação precoce de fatores de risco.
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Publicado em
04/03/2011
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Deixe um comentário
19/09/2011 20:55:17
Marcia Aparecida Soa
Excelente matéria
Obrigada
Marcia
Resposta:
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