O acidente vascular cerebral é uma das principais causas de mortes no Brasil e no mundo. Para combatê-lo é preciso investir em qualidade de vida.
Boa parte dos brasileiros desconhece os sinais de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), também conhecido como derrame. A conclusão é de um estudo feito pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto, em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Isso não seria algo tão preocupante se o AVC não fosse um dos problemas que mais matam no mundo. Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 9% das mortes no Brasil têm como causa o derrame. Além disso, metade daqueles que sobrevivem ficam com sequelas graves, como dificuldade para falar, andar ou levar a vida de maneira independente. Os principais sintomas de um AVC são fraqueza e dormência de um lado só do corpo, dificuldade para falar ou entender e para enxergar. Além disso, algumas pessoas podem apresentar dor de cabeça muito intensa, diferente das que comumente se tem.
Existem dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico. No AVC isquêmico, o sangue tem dificuldade em circular pela artéria devido ao entupimento do caminho por um coágulo. No AVC hemorrágico, o vaso se rompe. O atendimento rápido é um dos fatores cruciais para a boa recuperação do paciente, mas é na prevenção que se espera conseguir, de fato, diminuir o número de derrames.
O problema costuma ser mais freqüente em pessoas a partir dos 55 anos. E a cada dez anos o risco de ter um AVC dobra. O que pode desencadeá-lo? Pressão alta – e sem controle –, colesterol alto, tabagismo e diabetes. Fumar provoca o endurecimento das artérias. O colesterol alto é sinônimo de excesso de gordura circulando nos vasos, que vai se acumulando nas paredes das artérias e dificulta a passagem do sangue.
O atendimento rápido é crucial para a boa recuperação do paciente, mas é na prevenção que se espera diminuir o número de derrames.
Entre os avanços na prevenção estão as medicações anticoagulantes que não necessitam de controle por meio de exames de sangue (antes, era preciso fazer exames mensais para essa avaliação). Esse tipo de remédio é indicado para quem tem fibrilação atrial, quando o coração não bate em um ritmo normal, o que pode levar ao AVC. Medicações poderosas e que reduzem os níveis de gordura no sangue também foram lançadas recentemente.
Evitar o sedentarismo e reduzir a gordura abdominal também são medidas fundamentais. A gordura que se acumula no abdômen é considerada a mais perigosa. Para se prevenir de um AVC é preciso, por exemplo, praticar atividades físicas regulares. Vale caminhar, nadar, pedalar. Parar de fumar, controlar os níveis de açúcar no sangue e o peso também são resoluções importantes.
Luiza Nascimento, salvou-se de um AVC aos 24 anos
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