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Preste atenção aos seus sinais

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Autoexame das pintas ajuda a prevenir o melanoma, o mais letal dos cânceres de pele.

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que em 2012 o Brasil registrará mais de 6 mil novos casos de melanoma, o menos prevalente, mas o mais letal dos tipos de câncer de pele. Identificar precocemente os sinais é fundamental e requer, principalmente, atenção da própria pessoa para verificar alterações nas pintas congênitas ou naquelas que vão aparecendo com o tempo. Os nevos melanocíticos, nome técnico das pintas e sinais da pele, são lesões de origem genética que podem evoluir para esse tumor cutâneo, principalmente devido ao acúmulo de radiação solar. Pintas de cor preta ou castanho escuro merecem particular atenção.

Ao realizar o autoexame, as pessoas devem se orientar pela regra do ABCDE, que se refere a pintas Assimétricas, de Bordas irregulares, Cores não uniformes, Diâmetros superiores a 6 mm e Evolução fora do comum, como coceiras, aumento de tamanho e/ou sangramento. Detectada uma dessas características, deve-se procurar um dermatologista com urgência.

O autoexame deve abarcar todas as partes do corpo, incluindo as costas, com o auxílio de um espelho. Nas extremidades corpóreas – região genital, palmas das mãos e plantas dos pés – desenvolve-se o melanoma acral, uma das formas mais agressivas da doença, bastante comum em afrodescendentes. Por isso, essa população deve ficar atenta ao aparecimento de pintas pretas nos pés ou nas mãos. Outro tipo agressivo é o melanoma nodular, que pode aparecer até no couro cabeludo. As unhas também merecem vigilância. A presença de uma faixa preta ou acastanhada, normalmente em uma única unha do pé ou da mão, que esteja se modificando, ou seja, crescendo ou mudando de cor, deve ser avaliada pelo dermatologista.

Evolução do risco

Quando uma pinta se transforma em melanoma, ela primeiro cresce para os lados, um forte indício da doença. “Se o tumor for identificado e extraído quando ainda está na epiderme (a camada mais superficial da pele), a cura é praticamente garantida”, afirma a Dra. Márcia Purceli, dermatologista do Einstein. Nesses casos, o procedimento para remoção é bastante simples: após a retirada do sinal que confirma o diagnóstico de melanoma in situ, a ampliação cirúrgica do local (cerca de 0,5 cm para cada lado da lesão, inclusive na profundidade) garante um bom prognóstico.

Se o melanoma for identificado quando ainda estiver na epiderme, a cura é praticamente garantida.

Porém, quando o tumor já invadiu a derme em uma profundidade superior a 0,76 mm, é iminente a possibilidade de metástase, ou seja, de o câncer surgir também em outras partes do organismo. “Quando a profundidade supera a marca de 0,76 mm, é necessária uma pesquisa de linfonodo sentinela, um exame que permite verificar se algum linfonodo foi comprometido”, explica a Dra. Márcia. “O melanoma é um câncer muito agressivo quando diagnosticado tardiamente, por isso o diagnóstico precoce ainda é o melhor caminho”, afirma a médica.

Felizmente, a maior parte das pintas é benigna. Mas para garantir a segurança dos pacientes, os médicos contam com exames auxiliares, como a dermatoscopia digital. Trata-se de um mapeamento fotográfico que permite monitorar o desenvolvimento das pintas, fornecendo ao dermatologista, por meio de comparações de imagens, informações importantes para orientar as condutas médicas.

“A dermatoscopia não dá o diagnóstico, porque não permite observar as células da pinta. Mas aumenta a sensibilidade e a especificidade do médico, que verá com maior precisão as características que levarão à decisão de remover ou não aquele tecido”, explica a Dr. Márcia. Uma vez retirado, o material é submetido à biópsia para ser determinado se é maligno ou não.

Conheça mais sobre a dermatoscopia, exame prevê risco de câncer de pele agressivo

Não só os dermatologistas têm papel importante na detecção precoce do melanoma. Obstetras, pediatras e geriatras também devem ficar alertas e encaminhar pacientes para o exame e acompanhamento dos nevos. As mulheres apresentam uma pigmentação maior durante a gravidez. As pintas das gestantes devem ser acompanhadas. Nos pacientes idosos a atenção tem que ser redobrada. Além de as pintas surgirem até os 50 anos, o câncer torna-se um mal mais frequente com o envelhecimento do organismo. A dermatoscopia digital também pode ser uma ferramenta útil para a pediatria, pois toda pinta congênita precisa passar por uma avaliação médica atenta.

Outra novidade tecnológica é a microscopia confocal, recurso que futuramente poderá substituir as tradicionais biópsias feitas para diagnóstico. Não invasiva, a nova técnica permite verificar em tempo real se as células de uma pinta são malignas ou não. O aparelho já está disponível em algumas instituições do Brasil, mas por enquanto é utilizado apenas para fins de pesquisa. Na Itália, ele já é adotado como recurso diagnóstico. Inovações são sempre bem-vindas, mas não dispensam as mais elementares formas de prevenção do melanoma: o ABCDE para ficar atento aos sinais e a consulta anual ao dermatologista.

Publicado em 13/01/2012


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14/04/2012 08:26:22

Monica Bronzoni

Na Santa Casa no Rio já existe esse aparelho? Microscopia confocal pode ser realizado em que lugares no Rio?

Resposta:

Olá Mônica, a Microscopia Confocal ficou em uma clínica no Rio de Janeiro para um protocolo de cabelos. Não tenho conhecimento que outra clínica ou hospital tenha adquirido o aparelho até o momento. - Dra Marcia Purceli, dermatologista

19/01/2012 16:31:53

joão s f alves

gostaria de saber se o Einstein é uma das instituições que já possuem o aparelho que faz a microscopia confocal para diagnostico de melanoma que dispensa as tradicionais biopsias?obrigado pela resposta/joão

Resposta:

Caro João, O Einstein ainda não possui o aparelho de Microscopia confocal in vivo. Dra. Cristiane Benvenuto- Dermatologista

     
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