Cerca de 4% da população mundial sofre de Transtorno Obsessivo Compulsivo. As manias são consideradas doença quando afetam a vida pessoal e profissional.
De seis a dezessete anos. Esse é o tempo médio que uma pessoa com Transtorno Obsessivo Compulsivo, conhecido como TOC, demora para procurar ajuda. Pior que isso: boa parte daqueles que têm o problema sofre em silêncio, com receio e vergonha de expor suas manias ou compulsões. Manias das mais variadas: tem gente que só sai de casa depois de desligar o gás ou trancar todas as portas; há aqueles que precisam dispor certos objetos simetricamente lado a lado, mesmo que a tarefa lhe tome um bom tempo; e há ainda os que têm pavor de ser contaminados por algum micro-organismo superpoderoso, por isso, lavam as mãos repetida e constantemente. Esses são apenas alguns exemplos. Em comum, todos sentem uma ansiedade atroz caso não executem determinada tarefa. É uma necessidade que se transforma em prisão – aliás, tem quem se isole em casa por conta da doença.
Segundo dados da Harvard Medical School, cerca de 4% da população mundial sofre do transtorno, que atinge homens e mulheres em igual proporção. E as manias são consideradas doença quando passam a afetar a vida pessoal e profissional. Dá para imaginar o quão complicada fica a convivência com alguém que passa horas a fio tomando banho; que precisa passar centenas de vezes ao dia pela porta do seu quarto ou que tem a necessidade de limpar compulsivamente as maçanetas da casa. Vale saber: um artigo publicado no Journal of the American College of Cadiology revelou que a exposição crônica a tamanha ansiedade e a outros sentimentos a ela associados, como o medo, aumenta de 30% a 40% o risco de infarto.
O transtorno limita a vida e gera tanta ansiedade que pode até fazer mal para o coração.
Apesar de a ciência estudar os motivos pelos quais alguém desenvolve o TOC, ainda não há uma causa estabelecida. Acredita-se apenas que são vários os fatores que levam à doença. Por exemplo, a hereditariedade tem peso nisso, já que é comum encontrar pessoas de uma mesma família com o problema. Situações de estresse, fatores neurobioquímicos, infecção por estreptococos, alterações hormonais durante a gravidez ou após o parto também podem contribuir para desencadear a doença. Sabe-se, no entanto, que até mesmo crianças podem desenvolver o transtorno. E que, se diagnosticadas e tratadas precocemente, o risco de recaídas diminui muito na fase adulta. Isso porque esse é um transtorno que demanda atenção durante toda a vida. É difícil falar em cura, mas, sim, em controle. O tratamento, aliás, é feito em duas frentes: por meio da terapia cognitiva comportamental e pelo uso de medicamentos que regulam a atividade de neurotransmissores, como serotonina, noradrenalina e dopamina, responsáveis, entre outras coisas, pela regulação do humor e também do apetite. A prática de uma atividade física também ajuda, já que auxilia na redução da ansiedade. Esse pacote de medidas tem um efeito libertador para a maior parte dos pacientes, já que podem, finalmente, experimentar a vida com menos amarras.
Publicado em
10/06/2011
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18/08/2011 12:06:29
Aline
Oi Caroline,
Não sou nenhuma especialista no tema, mas sou jornalista e há uns dois anos fiz uma matéria sobre doenças inusitadas, na qual ouvimos uma menina que não apenas arrancava os fios, como comia. Descobri que isso tem um nome: tricotilomania. Existe, no Instituto de Psiquiatria do HC, um serviço de atendimento específico para esse problema. Dê uma pesquisada....
Resposta:
Olá Caroline, agradecemos seu comentário e ficamos felizes pela sugestão. Ainda não temos nada sobre o assunto em nosso site, mas ele entrará em nossa reunião de pauta para que seja preparada uma matéria bem completa. Continue navegando pelo portal e fique à vontade para fazer mais sugestões.
09/08/2011 01:01:23
ALCIONE
TENHO MANIA DE PENSAR QUE FUI INFECTADA PELO VIRUS HIV ISSO OCORRE PRINCIPALMENTE COM RELAÇAO A QUALQUER CONTATO COM O SEXO OPOSTO
20/07/2011 14:08:17
Milana
Minha mãe é 24h controlando o que uma pesoa tem que comer. Não só para os filhos, mas para todos a sua volta. Ela olha sempre para a barriga dos outros e é impressionada com GORDURA. Isso é TOC?
Resposta:
Olá Milana, agradecemos seu comentário, mas não temos como dar uma resposta tão precisa em relação a um diagnóstico por este canal. O Espaço Saúde visa apenas trazer informações em relação a determinado assunto e nunca poderá substituir uma consulta médica. Recomendamos que sua mãe se consulte com um especialista. Só ele poderá fazer uma avaliação correta e indicar o melhor tratamento. Caso queira, você poderá pedir uma indicação médica pela nossa Central de Atendimento, no telefone 11 2151-1233, ou acessando o Indicador Médico em nosso site http://www.einstein.br/hospital/Paginas/indicador-medico.aspx. Boa sorte.
20/07/2011 14:03:16
Rosangela
Eu tenho vários TOCs , mas o que mais me incomoda são : lavar as mãos e as marçanetas constantemente, e não gosto de me sentar em todo lugar. Estou com psicólogo ah algum tempo e tomando remédio , mas n vi melhoras. Tem cura?
Resposta:
Olá Rosangela, agradecemos seu comentário, mas não temos como dar uma resposta tão precisa em relação a um tratamento de saúde por este canal. O Espaço Saúde visa apenas trazer informações em relação a determinado assunto e nunca poderá substituir uma consulta médica. Aconselhamos você a conversar com o especialista que acompanha o seu caso. Só ele poderá fazer uma avaliação correta e tirar todas as dúvidas. Caso queira, você poderá pedir uma indicação médica pela nossa Central de Atendimento, no telefone 11 2151-1233, ou acessando o Indicador Médico em nosso site http://www.einstein.br/hospital/Paginas/indicador-medico.aspx. Boa sorte.
14/06/2011 12:40:46
Caroline
Eu tenho um hábito horrível de puxar o meu cabelo, principalmente os fios mais grossos. Hoje é muito menos, mas antes eu fazia isso todo dia e toda vez que ficava ansiosa. Isso não é toque, né?
Resposta:
Olá Caroline, a informação médica via internet pode complementar, mas nunca substituir a relação pessoal entre paciente e médico. Uma consulta médica pressupõe diálogo, avaliação do estado físico e mental do paciente, sendo necessário aconselhamento pessoal com um profissional de saúde antes e depois de quaisquer exame e procedimento médico. Portanto, é recomendado que procure um especialista para analisar o seu caso e indicar o melhor tratamento. Caso queira agendar uma consulta com um profissional do Einstein, nossa equipe está à disposição. O telefone para contato é 11 2151-1233, opção 3. Boa sorte.
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