Histórico

Implantação - 1ª etapa

Nos primeiros três meses de funcionamento, o movimento do hospital foi acima das metas planejadas.

Os 94 leitos disponíveis foram rapidamente preenchidos, gerando uma ativação de leitos 40% acima do planejado para a primeira fase. O volume de internações consequentemente também cresceu, atingindo 38% acima do contratado (1.140 contratadas e 1.577 realizadas no primeiro trimestre).

No Pronto Socorro a procura se apresentou crescente em volume e complexidade. O número de ambulâncias do SAMU e das AMAs da região, com pacientes vítimas de acidentes, principalmente de motocicleta, e casos clínicos graves se somaram à demanda de consultas, que totalizaram 10.070 já no primeiro mês.

Nesses primeiros dias ficou evidente que não haveria possibilidade de cumprir a meta de 20 mil consultas de pronto-socorro e atender todos os casos graves com a qualidade necessária. Optou-se por rever processos, incluindo a avaliação de risco já implantada e realizada por enfermeiros, reforçando o aspecto de que os casos não caracterizados como de pronto-socorro (pedidos de atestados, troca de receitas, consultas com especialistas etc.) deveriam ser orientados a procurar a rede básica da região. Do mesmo modo, os casos não caracterizados como urgência (como controle de pressão arterial, dores crônicas etc.) recebiam a informação de que, como o tempo de espera seria grande, poderiam procurar as AMAs.

Essas providências, somadas às ações de orientação aos profissionais da rede básica, por meio de reuniões com as gerências de unidades e com os Agentes Comunitários de Saúde da região, possibilitaram um equilíbrio no número de consultas no Pronto Socorro.

Uma preocupação da equipe da obstetrícia, contratada para atender somente casos ginecológicos, pois a estrutura da maternidade não estava montada, era que houvesse um grande afluxo de gestantes em trabalho de parto, além do risco de nascimentos de crianças prematuras e graves que necessitassem de assistência de uma unidade de terapia intensiva neonatal. O trabalho de informação aos gerentes das UBSs e AMAs funcionou também de forma muito positiva, o que refletiu numa baixa demanda de obstetrícia nos primeiros três meses – foram realizados 27 partos.


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