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Doações

Publicado em: 30/03/2026

Tempo de leitura: 2 minutos

Einstein realiza transplante renal em paciente com 99% de hipersensibilização

Após nove anos de espera e 1.800 ofertas recusadas por incompatibilidade, paciente de 53 anos recebe novo órgão

São Paulo, fevereiro de 2026 – No cenário envolto dos transplantes, existem casos que desafiam a lógica e a própria medicina. A história de Simone Regina Lima Queiroz, de 53 anos, é um desses marcos de resiliência humana e avanço científico. Após nove anos de espera e impressionantes 1.800 negativas, ela finalmente celebra o sucesso de um novo transplante renal, realizado no Einstein Hospital Israelita por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS).

A jornada de Simone com a doença renal crônica, conhecida como DRC, é longa. Em 2003, ela recebeu seu primeiro transplante, que garantiu qualidade de vida até 2016. Com a perda do órgão naquele ano, o cenário tornou-se crítico. Além de precisar retornar à diálise, feita de forma dolorosa via cateter na veia femoral (região inguinal) por falta de outros acessos, Simone enfrentava um inimigo invisível: a hipersensibilização (presença de altos níveis de anticorpos no sangue contra a maioria dos potenciais doadores).

Com um painel de anticorpos de 99%, encontrar um doador compatível era estatisticamente "quase impossível". Entre 2016 e 2025, o sistema registrou 1.800 ofertas de órgãos que foram recusadas. Diante do impasse, a equipe médica do Einstein optou pelo protocolo de dessensibilização, técnica em que a organização é pioneira no Brasil. O procedimento consiste em "limpar" temporariamente os anticorpos do paciente para permitir que o transplante ocorra com segurança.

No dia 8 de janeiro de 2025, o tão esperado procedimento foi realizado. O caminho pós-operatório, porém, não foi simples, incluiu internação prolongada para monitoramento intensivo e após dois meses, Simone recebeu alta.

Hoje, os números contam uma história de sucesso. Após um ano da realização do transplante, a creatinina de Simone, principal indicador da função renal, estabilizou em 1,49 mg/dl, um valor excelente para quem esteve à beira de ficar sem alternativas de tratamento.

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Simone não sabia que poderia receber um transplante por uma organização tão renomada como o Einstein. Ela afirma que “fiquei admirada por estar em um hospital de ponta e ser atendida de forma gratuita. Agradeço a toda equipe médica, enfermeiros, e até o pessoal da limpeza, pessoas únicas, que se dedicam a fazer o melhor. Sou eternamente grata a Deus”, disse.

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