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Doações

Parkinson

Glossário de Saúde do Einstein

CID 10 - G20

O que é Parkinson?

A doença de Parkinson é uma condição que afeta o sistema nervoso central (região do cérebro encarregada de receber e processar informações), principalmente o sistema motor, responsável por controlar os movimentos do corpo.

O Parkinson é causado pela redução progressiva da produção de dopamina, uma molécula cerebral que responsável por controlar os movimentos como andar, escrever e falar. É a segunda doença neurodegenerativa (quando os neurônios se deterioram) mais comum no mundo, e afeta cerca de 11 milhões de pessoas.

Sintomas

Os principais sintomas relacionados ao movimento do corpo incluem:

  • bradicinesia: é a diminuição da velocidade e amplitude dos movimentos, que resulta em lentidão geral nas atividades motoras
  • tremores: são involuntários, geralmente nas mãos ou nos dedos, e tipicamente ocorrem durante o repouso
  • rigidez muscular: esse sintoma torna os movimentos mais lentos e difíceis
  • instabilidade postural: pode haver dificuldade em manter o equilíbrio e a postura, o que pode levar a quedas

Existem, entretanto, outros sintomas não motores que podem prejudicar a qualidade de vida, como:

Ilustração do perfil humano, cérebro, mão e pernas com sinais de Parkinson.

Causas

Não se sabe a causa exata da doença de Parkinson. No entanto, a combinação de fatores genéticos, ambientais e do envelhecimento cerebral podem ter um papel no seu desenvolvimento. Algumas das possíveis causas e fatores de risco associados são:

  • genética: mutações (mudanças nos genes) específicas foram identificadas em alguns casos familiares da doença. No entanto, a maioria dos casos de Parkinson não é hereditária
  • idade: o risco de desenvolver Parkinson aumenta com esse fator. A maioria dos casos ocorre em pessoas com mais de 55 anos
  • fatores ambientais: exposição a solventes, pesticidas, beber água de mina de poço e trauma craniano de repetição pode precipitar a doença de Parkinson. O uso de medicamentos ou até a exposição pregressa a certos remédios, como drogas para epilepsia, pode estar associado ao risco futuro de desenvolver Parkinson
  • emocional: ainda pouco estudado, fatores emocionais, como traumas, podem precipitar o início de doenças neurodegenerativas como Parkinson

Diagnóstico

O diagnóstico da doença de Parkinson é complexo e geralmente requer a avaliação de um neurologista especializado em distúrbios do movimento.

Neurônio azul associado ao Parkinson.

Não há um teste específico para confirmar o diagnóstico, que é frequentemente baseado em uma combinação de avaliação clínica, histórico médico, exames físicos e, em alguns casos, testes adicionais como neuroimagem. Alguns dos principais aspectos considerados no diagnóstico incluem:

  • histórico clínico: o profissional da saúde responsável, como um neurologista, pode coletar informações detalhadas sobre os sintomas, seu início e progressão ao longo do tempo
  • exame físico detalhado: é conduzido para avaliar a presença de sintomas motores característicos do Parkinson, como tremores, rigidez, movimentos lentos, instabilidade postural e alterações na marcha
  • exames complementares: atualmente técnicas de neuroimagem estrutural, funcional, estudos genéticos e até biópsia de pele podem auxiliar no diagnóstico de Parkinson, principalmente nos casos de dúvida diagnóstica

Tratamento

O tratamento da doença de Parkinson tem como objetivo controlar os sintomas, melhorar a qualidade de vida do paciente e impedir o avanço da doença. A abordagem terapêutica é individualizada e pode incluir uma combinação de medicamentos, terapias físicas, ocupacionais e outras intervenções. As estratégias mais viáveis são:

  • uso de medicamentos com prescrição médica
  • fisioterapia: pode ajudar a melhorar a mobilidade, o equilíbrio e a postura
  • fonoaudiologia: pode ajudar na dificuldade de falar e engolir
  • aconselhamento psicológico: é benéfico para lidar com o impacto emocional da doença
  • prática de exercícios físicos: caminhadas, natação e exercícios aeróbicos podem ajudar a melhorar a função motora e o equilíbrio
  • estimulação cerebral profunda: é uma técnica cirúrgica, em inglês Deep Brain Stimulation (DBS), que funciona como uma espécie de marca-passo cerebral. Ela consiste na colocação de eletrodos em uma pequena região do cérebro, chamada núcleo subtalâmico. Quando estimulado por meio da DBS, essa área produz pequenos impulsos elétricos que visam reestabelecer o seu funcionamento e melhorar os sintomas do Parkinson
  • tratamento por ultrassom de alta intensidade (conhecido como HIFU): o procedimento leva cerca de 120 minutos e o paciente utiliza um capacete que emite ondas de ultrassom e atinge a região profunda do cérebro. É uma técnica usada para aliviar o tremor na doença de Parkinson

Prevenção

Não existe uma forma conhecida de prevenir a doença de Parkinson de maneira absoluta, pois suas causas exatas ainda não são completamente compreendidas. No entanto, algumas estratégias podem ser consideradas para uma abordagem potencial de prevenção:

  • praticar atividade física regular: tem sido associada a um menor risco de desenvolver a doença de Parkinson. Atividades aeróbicas, como caminhadas, natação e ciclismo, podem ser benéficas
  • manter uma dieta saudável: a alimentação rica em antioxidantes, como frutas, vegetais, nozes e grãos integrais, pode fornecer benefícios para a saúde cerebral. Algumas pesquisas sugerem que o consumo de cafeína e chá-verde também pode estar associado a um menor risco
  • atividades cognitivas e sociais: o maior desafio para o cérebro humano é viver em sociedade. A chamada neuroplasticidade, base para frear a doença de Parkinson, depende de novas conexões entre neurônios. Assim, conhecer pessoas e aprender coisas novas são ferramentas de prevenção importantes para doenças neurodegenerativas como Parkinson