Alopecia areata
Glossário de Saúde do Einstein
CID 10 - L63
CID 10 - L63
Doença inflamatória que provoca a queda de cabelo. Pode iniciar em qualquer idade - podendo ocorrer um pico de incidência entre os 20 e 50 anos, sendo que 60% dos doentes apresentam o primeiro episódio antes dos 20 anos. Ambos os sexos são acometidos igualmente.
Não é totalmente conhecida e diversos fatores estão envolvidos no seu desenvolvimento, como a genética, participação autoimune e estresse emocional.
Ocorre a perda brusca de cabelos, com áreas arredondadas, únicas ou múltiplas, sem demais alterações. A pele é lisa e brilhante e os pelos ao redor da placa saem facilmente se forem puxados. Os cabelos, quando renascem, podem ser brancos, adquirindo posteriormente sua coloração normal.
A forma mais comum é uma placa única, arredondada, que ocorre geralmente no couro cabeludo e barba, conhecida popularmente como "pelada".
Outra forma é a alopecia areata total, quando há perda total dos pelos terminais do couro cabeludo sem acometimento dos demais pelos corpóreos. A forma universal ocorre quando há perda total dos pelos corpóreos, sendo afetados o couro cabeludo, os cílios, supercílios, a barba, bigode, axilas e áreas genitais.
Além desses padrões considerados clássicos, existem apresentações atípicas. Estudos sugerem que cerca de 5% dos pacientes perdem todos os pelos do corpo. Nas formas mais graves também podem ocorrer vários tipos de alterações ungueais.
É clínico, em geral, sendo simples nos casos comuns. Nas formas difusas crônicas, torna-se mais difícil, sendo necessária a utilização de exames subsidiários, como o tricograma e a biópsia do couro cabeludo. Outras doenças autoimunes podem acontecer em alguns pacientes, como vitiligo, problemas da tireoide e lúpus eritematoso, por exemplo. Muitas vezes é necessário a solicitação de exames de sangue.
O tratamento da alopecia areata é sintomático e não altera o prognóstico da doença, tornando-se sempre importante a consideração do risco/benefício dos tratamentos sistêmicos. O cabelo sempre pode crescer novamente, mesmo que haja perda total. Isto ocorre porque a doença não destrói os folículos pilosos, apenas os mantêm inativos pela inflamação - entretanto novos surtos podem ocorrer.
Diversos tratamentos estão disponíveis para a alopecia areata, dependendo da extensão do caso. Podem ser usados corticoides tópicos e infiltrações intralesionais, antralina, minoxidil, difenciprona, corticoides sistêmicos, metotrexato e ciclosporina. Cada caso é único e requer a avaliação do médico dermatologista para melhor escolha do tratamento.
Embora a doença não seja clinicamente grave, pode afetar o estado emocional. Os grupos de apoio estão disponíveis para ajudar a lidar com possíveis efeitos psicológicos e muitas vezes é necessário acompanhamento com psicólogo.
Não há formas de prevenir a doença uma vez que suas causas não são totalmente conhecidas.