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Doações

Artrite reativa - Síndrome de Reiter

Glossário de Saúde do Einstein

CID 10 - M02.3

O que é artrite reativa?​

A artrite reativa (antigamente chamada de Síndrome de Reiter) é uma forma de inflamação das articulações que acontece após certos tipos de infecções (em geral infecções gastrointestinais ou sexualmente transmissíveis) muito embora o germe que causou a infecção não seja identificado na própria articulação.

Causas

A maioria dos casos está relacionado com dois tipos de infecções bacterianas:

  • infecções intestinais por Salmonella, Shigella, Campylobacter e Yersinia
  • infecções genitais por Chlamydia trachomatis

Além do quadro infeccioso subjacente, acredita-se que haja necessidade de uma pré- disposição genética para o desenvolvimento da doença.

Sintomas

O principal sintoma da artrite reativa é dor e inchaço de algumas articulações, particularmente joelhos, tornozelos e pés. Mais raramente pode ocorrer envolvimento da coluna cervical e lombar ou da articulação sacro-ilíaca que pode se manifestar com dor lombar ou dor nas nádegas.

Assim como nas demais espondiloartropatias é comum ocorrer inflamação de tendões e da êntese (local de inserção de tendões e ligamentos no osso) bem como inchaço difuso de um dedo (dactilite).

As manifestações extra-articulares mais frequentes são:

  • inflamação ocular (conjuntivite ou uveite)
  • sintomas genito-urinários (dor ao urinar, uretrite, ou cistite)
  • lesões orais, incluindo úlceras orias
  • manifestações cutâneas como: descamação de palmas das mãos e sola dos pés (chamada de queratodermia blenorrágica); alterações ungueais semelhantes à psoríase; lesões genitais (balanite circinada)
  • muito raramente manifestações cardícas, particularmente o envolvimento das válvulas do coração

Diagnóstico

Não existem testes específicos para o diagnóstico da artrite reativa. O diagnóstico é feito clinicamente.

Prevenção

Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e gastrointestinais.

Tratamento

A maioria dos pacientes evolui de forma limitada, com boa resposta ao uso de anti-inflamatórios não hormonais. Casos resistentes podem se beneficiar do uso de corticosteroides por curto período de tempo. Raramente, em casos de doença crônica ou recidivante, outros medicamentos como a sulfassalazina, metotrexato ou mesmo drogas biológicas anti TNF alfa podem ser necessários.

Por Conselho Editorial Einstein