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Doações

Choque hipovolêmico

Glossário de Saúde do Einstein

CID 10 - R57.1

O que é choque hipovolêmico?

O choque hipovolêmico é uma emergência médica e requer tratamento imediato. Ela acontece quando há uma hemorragia em que se perde muito sangue e fluidos corporais, o que limita severamente a capacidade do corpo de fornecer sangue a todos os seus órgãos. Essa situação, geralmente, acontece após ferimentos graves, hemorragia interna, úlceras ativas, feridas ou cortes profundos.

Sintomas

Os sintomas de choque hipovolêmico dependem da quantidade de sangue e líquidos perdidos, e podem incluir:

  • respiração rápida
  • confusão
  • pele fria e pálida
  • pulso acelerado
  • pressão arterial baixa
  • fraqueza
  • sudorese excessiva
  • em casos graves, pode ocorrer inconsciência (desmaio)

Tipos

Existem dois principais tipos de choque hipovolêmico:

  • hemorrágico: causado pela perda de sangue, frequentemente devido a traumas, cirurgias, úlceras ou aneurismas rompidos
  • não hemorrágico: causado pela perda de fluidos devido a queimaduras, diarreia, vômitos ou suor excessivo
Imagem apresenta com ícones os tipos de choque. São descritos quatro tipos principais: hipovolêmico, obstrutivo, cardiogênico e distributivo. O choque séptico e o choque anafilático estão entre o tipo distributivo, que ainda contém o neurogênico.

Diagnóstico

O diagnóstico de choque hipovolêmico pode ser realizado por meio de exames físico, laboratoriais e de imagem, bem como, histórico do paciente. Entre os testes mais comuns, destaca-se o hemograma completo. Geralmente exames para verificar o funcionamento do rim ou averiguar evidências de danos no músculo do coração também auxiliam o diagnóstico. Técnicas de imagem, como ultrassonografia e tomografia computadorizada, podem ser usadas para identificar as fontes externas de sangramento ou outras causas do choque.

Tratamento

Ao tratar o paciente com choque hipovolêmico, o(a) médico(a) de emergência visa restaurar o volume sanguíneo e estabilizar os sinais vitais do paciente (frequência cardíaca e respiratória, pressão arterial e temperatura). É comum as recomendações para repor líquidos e sangue por meio de infusão intravenosa de solução salina, e transfusões sanguíneas. Medicamentos podem ser administrados para estabilizar a pressão arterial. É muito importante tratar a causa do choque para evitar complicações do choque hipovolêmico. Isso pode envolver cirurgias para controlar hemorragias internas, administração de medicamentos para tratar infecções ou alergias, e outras intervenções específicas com base na condição do paciente.

Prevenção

Embora as lesões traumáticas sejam imprevisíveis e representem uma das principais causas de choque hipovolêmico, é possível adotar medidas para reduzir seu risco quando está associado a outras causas:

  • tomar a dose correta de diuréticos e consumir líquidos suficientes para evitar a desidratação
  • em caso de diarreia ou vômito, beber água ou soluções eletrolíticas para repor os líquidos perdidos
  • manter-se bem hidratado quando houver transpiração excessiva para compensar a perda de líquidos
  • procurar um pronto-socorro em caso de sangramento intenso. Obter ajuda rapidamente pode prevenir a perda excessiva de sangue e o desenvolvimento de choque hipovolêmico

Referências

Cleveland Clinic

Medical News Today

Science Direct