Dificuldade miccional (dificuldade para urinar)
Glossário de Saúde do Einstein
CID 10 - R39.1
- Sintoma
CID 10 - R39.1
É o termo médico utilizado para caracterizar os pacientes que apresentam problemas de esvaziamento da bexiga, ou seja, que possuem dificuldade para urinar.
A dificuldade para urinar é mais comum em homens, embora possa ocorrer em mulheres. As principais causas são: hiperplasia prostática benigna (próstata aumentada ou obstrutiva), estenose de uretra (estreitamento do canal urinário), estenose de colo vesical (bexiga que não se abre corretamente) e hipocontratilidade detrusora (bexiga que não contrai adequadamente). Doenças inflamatórias e infecciosas também podem gerar dificuldade miccional.
Os sintomas se caracterizam por jato de urina fraco e entrecortado, esforço para desencadear a micção (iniciar o jato de urina), hesitação e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga. Alguns sintomas irritativos com urgência, dor a micção e frequência urinária aumentada também podem ocorrer. Acordar a noite para urinar é um dos sintomas mais precoces e comuns dos pacientes com dificuldade para urinar.
Estima-se que a até 75% dos homens e mulheres com mais de 40 anos apresentem algum sintoma relacionado ao trato urinário inferior e, notoriamente, 25% da população brasileira apresenta algum grau de dificuldade de esvaziamento da bexiga. (ref: Soler A et al. Neurourol and Urodyn 2017 Nov 6. doi: 10.1002/nau.23446)
O diagnóstico é muitas vezes clínico, através de uma boa conversa entre o médico e o paciente. O exame físico pode identificar sinais do mau esvaziamento da bexiga, como globo vesical palpável (bexiga palpável), dor a palpação do abdome e próstata aumentada ao toque digital. Exames complementares ajudam a definir a causa da dificuldade para urinar e nortear o tratamento que pode ser clínico ou cirúrgico. Os principais exames na investigação dos pacientes com dificuldade para urinar são:
O tratamento varia de acordo com a etiologia (causa) da dificuldade para urinar. Homens com próstata aumentada ou obstrutiva (hiperplasia prostática) podem ser tratados com medicamentos que relaxam (alfa-bloqueadores) ou diminuem o tamanho da próstata (finasterida).
Na falha do tratamento medicamentoso ou na intolerância ao seu uso, o tratamento cirúrgico está indicado, sendo classicamente realizado a ressecção transuretral da próstata (cirurgia minimamente invasiva realizada através de uma endoscopia do trato urinário).
Pacientes com estreitamento da uretra devem ser tratados cirurgicamente através de uma uretrotomia interna (abertura endoscópica do canal) ou uretroplastia (cirurgia aberta para abertura da área estreita). Já pacientes com bexigas que não se abrem bem podem ser tratados com medicamentos para facilitar o esvaziamento da urina (alfa-bloqueadores), enquanto pacientes que apresentam bexigas que não se contraem adequadamente podem tentar o tratamento medicamentoso (beta-agonistas), mas muitas vezes necessitarão de sondas para auxiliar a retirada da urina da bexiga.
Leia conteúdos sobre saúde e amplie seu conhecimento

Formação de pedras nos rins que podem causar dor intensa
Formação de pedras nos rins que podem causar dor intensa

Infecção do trato urinário que causa dor, ardor e dificuldade ao urinar
Infecção do trato urinário que causa dor, ardor e dificuldade ao urinar

Perda da função dos rins, levando ao acúmulo de toxinas no organismo
Perda da função dos rins, levando ao acúmulo de toxinas no organismo