Epicondilite lateral
Glossário de Saúde do Einstein
CID 10 - M771
CID 10 - M771
A epicondilite lateral ou cotovelo do tenista, como é popularmente chamada, é definida como uma degeneração (tendinopatia) dos tendões que se originam no cotovelo e que atinge principalmente os músculos extensores do punho e dos dedos.
O mais acometido costuma ser o tendão do músculo extensor radial curto do carpo.
A realização de esforços intensos e repetitivos realizados principalmente pelos músculos extensores do punho - sobrecarregando-os, pode levar ao surgimento da epicondilite lateral.
Professores, jornalistas, escritores, odontologistas e esportistas, pela natureza de seu trabalho, estão entre os mais afetados por este tipo de patologia.
Geralmente, a epicondilite lateral começa como uma leve sensação dolorosa na face externa do cotovelo e que se irradia ao longo do antebraço.
Com o passar do tempo e constante sobrecarga por esforços repetitivos, a área acometida torna-se dolorosa até ao simples toque e a dor pode se propagar do cotovelo até ao punho. Levantar objetos, principalmente com o antebraço estendido, torna-se extremamente doloroso.
Sensação de fraqueza e rigidez muscular costumam também fazer parte deste quadro. Gestos de rotação, como girar uma maçaneta, tornam-se impossíveis.
A epicondilite lateral é, geralmente, diagnosticada por meio da anamnese, com base no histórico do paciente exame físico no momento da consulta.
O exame de imagem (radiografias ou ressonância magnética) pode servir para excluir outras possibilidades diagnósticas, como a presença de uma fratura ou artrite.
Para realizar atividades diárias e voltar às atividades profissionais e esportivas, é fundamental procurar por tratamento. A avaliação de um ortopedista pode excluir a hipótese de outras doenças e indicar a melhor forma de tratar a epicondilite.
Inicialmente, a doença é tratada de modo conservador, por meio de uso de medicação anti-inflamatória e analgésica e sessões de fisioterapia.
Uma pausa na realização das atividades que causem a sobrecarga do membro também pode ser necessária. A intervenção cirúrgica costuma ser indicada apenas para os casos em que não houver melhora progressiva com o tratamento conservador.
Evitar atividades que exijam movimentos repetitivos do punho e dos dedos pode ajudar a prevenir epicondilite lateral. Entretanto, como muitas atividades profissionais são desempenhadas justamente por meio da execução sistemática de um mesmo movimento (como no caso das manicures, costureiras, usuários de computadores e alguns esportistas, como tenistas e jogadores de golfe), o alongamento de músculos e tendões, pequenas pausas para descanso da região e exercícios para fortalecimento dos músculos do antebraço e consequente diminuição da pressão nos das mãos e do punho costumam auxiliar para prevenir o desenvolvimento da epicondilite.
Estima-se que entre 1 a 3% das pessoas no Brasil sejam acometidas pela epicondilite lateral.