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Doações

Estresse

Glossário de Saúde do Einstein

CID 10 - F43

  • Sintoma

Falar de estres​se todo mundo fala – mas pouca gente sabe o que, de fato, é esse mal. "As pessoas usam essa palavra para dizer que o dia foi corrido, com um monte de coisas para fazer, mas isso não necessariamente gera sinais de estresse, um mecanismo fisiológico sem o qual nem o ser humano nem os animais teriam sobrevivido até os dias de hoje", diz Selma Bordin, psicóloga do Einstein.

Quando nossos ancestrais se deparavam com situações de perigo, como o encontro inesperado com um animal, precisavam defender-se – seja atacando ou fugindo. As duas reações possíveis demandam uma série de ajustes do corpo. "O batimento cardíaco acelera porque tem que bombear mais sangue, os músculos precisam receber mais energia, há um aumento da respiração e da pressão arterial, entre outras coisas", explica a dra. Selma.

Quando nossos ancestrais se deparavam com situações de perigo, como o encontro inesperado com um animal, precisavam defender-se – seja atacando ou fugindo. As duas reações possíveis demandam uma série de ajustes do corpo. "O batimento cardíaco acelera porque tem que bombear mais sangue, os músculos precisam receber mais energia, há um aumento da respiração e da pressão arterial, entre outras coisas", explica a dra. Selma.

Atualmente, vivendo em cidades e enfrentando problemas bem diversos dos da selva – como pressões para atingir metas –, o corpo continua preparando-nos para lutar ou fugir quando nos sentimos ameaçados. Mas, em geral, não partimos para a briga física, nem saímos em disparada. E toda a adrenalina, por exemplo, liberada em nosso sangue, fica sem função.

Sintomas

Ninguém adoece, devido ao estresse, de um dia para o outro . E o próprio corpo avisa que as coisas não vão bem, basta prestar atenção. Confira alguns sinais que podem indicar estresse:

  • Sensação de desgaste constante
  • Alteração de sono (dormir demais ou pouco)
  • Tensão muscular
  • Formigamento (na face ou nas mãos, por exemplo)
  • Problemas de pele
  • Hipertensão
  • Mudança de apetite
  • Alterações de humor
  • Perda de interesse pelas coisas
  • Problemas de atenção, concentração e memória
  • Ansiedade
  • Depressão

Causas

Os chamados estressores podem ser:

  • Internos: da própria pessoa, ligados a características de personalidade, como perfeccionismo, pressa, querer fazer tudo ao mesmo tempo.
  • Externos: do ambiente. Mudanças em geral, até mesmo as positivas, desencadeiam estresse – porque exigem uma adaptação. Assim, são grandes fatores estressantes externos, por exemplo: o nascimento de um filho, mudanças profissionais (troca de emprego, promoção, demissão), aposentadoria, mudança de casa, divórcio, doença ou morte de pessoas queridas. Mas há também os pequenos, como o trânsito, que pode acabar tendo um peso importante para muitas pessoas.

"Quão estressante é um fator depende sempre do fator em si e da forma que a pessoa lida com ele", comenta a dra. Selma.

Tabela com o potencial estressante de algumas situações, sendo 100 o maior valor possível. Maior estresse: morte do cônjuge = 100; menor estresse: férias = 13. Fonte: The Social Readjustment Rating Scale, dos psiquiatras Thomas H. Holmes e Richard H. Rahe, ambos da Universidade de Washington, nos Estados Unidos.

Prevenção

É bom lembrar que estresse todo mundo tem, mas até certo ponto. No dia-a-dia, situações diversas apresentam-se para as pessoas, que se adaptam a elas. "É preciso ter estresse para poder viver. O problema é quando ele se torna excessivo, quando supera a capacidade de adaptação da pessoa ou quando ele persiste por muito tempo", alerta a psicóloga. Algumas atitudes simples podem evitar ou amenizar o estresse:

  • Dormir direito
  • Cuidar da saúde
  • Alimentar-se de forma saudável
  • Fazer atividades físicas
  • Proporcionar-se momentos de prazer
  • Refletir sobre a maneira de lidar com as situações e buscar mudanças
  • Tratamento

Três procedimentos ajudam a tratar o estresse:

  • Identificar os estressores
  • Aumentar a resistência pessoal a ele
  • Quando for possível, eliminá-lo

Quão estressante é um fator depende sempre do fator em si e da forma que a pessoa lida com ele.

No tratamento, o psicólogo ajuda o paciente a encontrar formas de contornar os estressores que não podem ser mudados. "Se meu problema é o trânsito, vou tentar horários, rotas alternativas. Se não tenho escolha, não vou ficar dentro do carro chorando e gritando. Eu posso aproveitar esse tempo para ouvir música, uma fita de idiomas, ler alguma coisa enquanto está parado. Precisamos resolver o que fazer com o problema", diz a dra. Selma.

Já os estressores internos, aqueles que são resultado de características de personalidade, requerem um trabalho maior. "Ninguém muda com pequenas dicas, e psicoterapia pode ser necessária. Quando o jeito de lidar com as coisas é problemático, é aconselhável procurar um psicólogo", orienta a dra Selma.

Importante: em nenhum momento deve-se lançar mão da automedicação. "Não existe medicação para tratar estresse. Alguns médicos prescrevem complexos vitamínicos. Se o estresse for crônico e evoluir para um estado depressivo ou ansioso, encaminhamos para avaliação de um psiquiatra", explica.

Atenção: este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde. Se você estiver enfrentando sintomas de ansiedade, depressão, burnout ou qualquer outro sofrimento emocional, procure orientação médica ou psicológica. Você pode entrar em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV) pelo número 188 – o atendimento é gratuito e funciona 24 horas por dia.

Caso esteja na cidade de São Paulo, você pode procurar apoio em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). Para conhecer as unidades do CAPS que o Einstein faz gestão, acesse: Unidades

Cuidar da saúde mental é fundamental – você não está sozinho.
 

Por Conselho Editorial Einstein