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Doações

Fratura vertebral por osteoporose

Glossário de Saúde do Einstein

CID 10 - M80

O que é fratura vertebral por osteoporose?

Osteoporose em geral ocorre em mulheres mais velhas e é resultado da perda da densidade óssea, que enfraquece o osso normal e os deixam mais propensos a fraturar. Osteoporose tipicamente ocorre na coluna e quadris. A perda da força óssea, particularmente no idoso, pode levar a fraturas da coluna após um trauma mínimo. Estas fraturas podem ser bastante dolorosas e frequentemente cicatrizar ou consolidar em uma posição que pode aumentar a curvatura em cifose da coluna (corcunda).

Infográfico sobre fratura vertebral por osteoporose explicando que ocorre quando uma vértebra enfraquecida pela perda de massa óssea sofre ruptura. Apresenta causas como osteoporose, perda de densidade óssea, envelhecimento e traumas mínimos, além de sintomas como dor nas costas, aumento da curvatura da coluna, redução da altura, dificuldade para se movimentar e limitação nas atividades do dia a dia.

A fratura da vértebra por osteoporose é duas vezes mais comum que a do quadril e 25% das mulheres pós-menopausa tem pelo menos uma fratura vertebral. Ao contrário das fraturas do quadril, que quase sempre são decorrentes de uma queda, a fratura vertebral com osteoporose normalmente é seguida de um trauma mínimo ou frequentemente não há trauma. A vértebra enfraquecida pela osteoporose simplesmente não sustenta a tensão e pressão normais, e pode desabar com um simples movimento (fletir o tronco, virar rapidamente ou levantar um peso). Com o envelhecimento da população, espera-se que a taxa de fratura por osteoporose aumente.

Causas

A osteoporose é um fenômeno natural da idade. Conforme nós envelhecemos, os ossos enfraquecem. Pode estar associado à perda de cálcio ou falta de vitamina D, histórico familiar e mulheres com susceptibilidade após a menopausa, devido à diminuição dos níveis de estrogênio - hormônio feminino que ajuda a manter a massa óssea. A vértebra enfraquecida fica com risco alto de fraturar, e este fenômeno pode ser resultado de uma queda, mas também de alguma atividade regular do dia a dia, como espirrar, tossir, torcer o tronco.

Sintomas

Quase dois terços das fraturas vertebrais não apresentam sintomas e podem passar desapercebidas e não diagnosticadas até que são notadas incidentalmente em radiografias feitas por outras razões. Quando sintomáticas ou consequentes de um trauma, podem ter como sintoma o início abrupto de dor nas costas em um local pontual devido ao osso fraturado. A longo prazo o paciente pode apresentar perda de altura e uma curvatura progressiva anormal da coluna, em geral, em cifose (corcunda).

Diagnóstico

O exame físico associado com a história e antecedente pessoal sugestivo do paciente leva à suspeita de uma fratura da coluna vertebral associada à má qualidade óssea (osteoporose). A radiografia (raio-x) pode confirmar o diagnóstico. Quando não há certeza, a tomografia computadorizada e a ressonância magnética da coluna fecham o diagnóstico, inclusive auxiliam na diferenciação entre uma fratura recente (aguda) ou antiga (crônica). O diagnóstico final da doença osteoporose será feito por uma Densitometria Óssea, além de quantificar a gravidade da doença. Quando o resultado é osteopenia, esta é uma condição prévia à osteoporose e deve ser cuidada.

Consequências

Uma única fratura pode parecer ter pouca repercussão, mas a longo prazo, aumenta o risco de novas fraturas. Mulheres com história de fratura vertebral por osteoporose têm quatro vezes mais chance de sofrerem outra fratura em até 15 anos. Apresentam também risco elevado para fraturas em outros ossos, especialmente no quadril. O efeito acumulado das fraturas pode ser devastador. Dor crônica, disfunção e dificuldade em completar as atividades do dia-a-dia podem levar a problemas psicológicos e sociais, incluindo depressão, que esta presente em até 40% das pessoas com fratura vertebral.

Tratamento

O tratamento da fratura em geral não é cirúrgico e em algumas vezes é necessário o controle da dor com medicação. Isso deve ser discutido com o seu médico. Felizmente, a maioria das pessoas que sofrem com uma vértebra por compressão vertebral irá melhorar em 3 meses sem tratamento específico para a fratura. Em alguns casos, será recomendado o uso de um colete para restringir movimentos e permitir que a vértebra cicatrize. Deve ser feito a prevenção de quedas e de traumas pequenos no dia a dia para evitar fratura em ossos enfraquecidos. O tratamento cirúrgico pode ser necessário em algumas fraturas decorrentes do enfraquecimento ósseo que cursam com dor forte e incapacitante que não respondem às medidas conservadoras.

Vertebroplastia e cifoplastia

Esses são procedimentos de cimentação vertebral em que os melhores candidatos são pacientes com dor forte proveniente de fraturas vertebrais no osso porótico sem melhora com medidas conservadoras. Trata-se de um procedimento pouco invasivo baseado na injeção de cimento ortopédico no interior do corpo fraturado da vértebra através de uma agulha especial. A injeção do cimento pode ser direta (vertebroplastia) ou após inflado um balão que cria uma cavidade no corpo da vértebra e após é injetado o cimento (cifoplastia). Visa dar suporte estrutural, corrigir a deformidade e melhorar a dor gerada pela fratura. Em geral, é indicado para fraturas de menor energia, mais estáveis, como as resultantes da osteoporose. Estudos de qualidade mostram que a cifoplastia pode melhorar a função e diminuir a dor de maneira mais rápida do que o tratamento não cirúrgico.

A doença osteoporose, causa primária do enfraquecimento dos ossos, deve ser tratada, em geral, por um endocrinologista, reumatologista, ou ortopedista. O tratamento é clínico e se baseia no uso de medicações de acordo com cada caso que será conduzido por um médico com experiência em osteoporose. São fatores que influenciam a decisão da terapia medicamentosa: idade, causa da osteoporose, sexo, densidade óssea, condições clínicas e hormonais, função dos rins e outras doenças associadas.

Prevenção

As medidas mais importantes para prevenir a osteoporose são: dieta, exercícios com impacto, não fumar, não beber mais do que três doses por dia, exposição solar de 15 a 20 minutos por dia e evitar uso excessivo de corticoides. São recomendações para homens e mulheres. A dieta ideal para prevenir ou tratar a osteoporose inclui o consumo adequado de proteínas e calorias, assim como cálcio e vitamina D. Os exercícios podem diminuir o risco de fratura por melhorar a massa óssea em mulheres pré-menopausa e ajudar a manter a densidade óssea em mulheres pós-menopausa. O mais recomendado são exercícios por 30 minutos pelo menos três vezes na semana. O tabagismo é conhecido por acelerar a perda óssea.

Um dos mecanismos que mais causam a fratura são as quedas. Algumas medidas podem ser tomadas para prevenir quedas em casa como:

  • Retire tapetes soltos ou cabos elétricos ou qualquer outro item solto em casa que poderia fazer alguém tropeçar
  • A iluminação deve ser adequada em todas as áreas da casa, inclusive nas entradas e escadas. Uma luz noturna para idas ao banheiro também é recomendada
  • Cuidado com pisos escorregadios como pisos polidos ou no banheiro
  • Escadas devem ter corrimão bilateral

Incidência no Brasil

Dez milhões de brasileiros sofrem de osteoporose. Uma a cada três mulheres com mais de 50 anos tem a doença e 75% dos diagnósticos são feitos somente após a primeira fratura. No Brasil, a cada ano ocorrem cerca de 2,4 milhões de fraturas decorrentes da osteoporose. O risco de novas fraturas vertebrais em mulheres que já apresentam fraturas prévias é de 27% em cada ano após a primeira fratura.

Por Conselho Editorial Einstein