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Doações

Mesotelioma

Glossário de Saúde do Einstein

CID 10 - C45

O que é mesotelioma?

É um tumor maligno originário da pleura (membrana que reveste a superfície externa do pulmão e continua pela superfície interna da parede torácica – costelas e músculos intercostais). A pleura delimita um espaço denominado de cavidade pleural.

Tipos

Existem três tipos de mesotelioma, cuja classificação é determinada pela biópsia de pleura: epitelial (de melhor prognóstico), sarcomatóide e o misto

Causas

O mesotelioma é causado em sua maioria pela exposição ao amianto (ou asbesto). O asbesto é um mineral fibroso de silicato de magnésio hidratado muito comum na natureza e era muito utilizado como isolante térmico, acústico e elétrico, particularmente na fabricação de caixas d’água e telhas. A inalação do asbesto gera a migração de fibras do pulmão para a pleura, onde irá provocar mutações de genes e indução da formação do mesotelioma pleural. Outras causas incluem: radioterapia, inalação de outros silicatos fibrosos.

Sintomas

Na fase inicial, os sintomas são de fadiga, fraqueza e perda de peso. Pode aparecer com derrame pleural (acúmulo de líquido na cavidade pleural), gerando falta de ar, dor torácica. Geralmente a faixa etária dos pacientes é acima de 60 anos, uma vez que o período entre a exposição ao amianto e o desenvolvimento do mesotelioma pode chegar a quase 40 anos.

Diagnóstico

É feito normalmente após a radiografia de tórax e a tomografia de tórax mostrarem derrame pleural ou massas (tumores) pleurais. Podem estar associados à fibrose pulmonar causada por inalação de amianto, assim como placas ou calcificações pleurais.

A fibrose pulmonar, assim como essas placas e calcificações pleurais, são decorrentes da inflamação provocada pela presença dos asbestos, que gera uma cicatrização com função e elasticidade pulmonar. O mesotelioma pode invadir e acometer estruturas ao redor da pleura como: costelas, pericárdio (membrana que recobre o coração), diafragma (músculo responsável pela respiração), mediastino (espaço entre os dois pulmões que contém diversos órgãos torácicos) além de gânglios linfáticos.

Uma vez costatada a possibilidade de mesotelioma, a punção do líquido pleural e/ou a biopsia de pleura estabelecem o diagnóstico.

Tratamento

O tratamento do mesotelioma depende do estágio que a doença se encontra. Podem envolver quimioterapia, radioterapia, imunoterapia, pleurodese (promover a adesão das pleuras para evitar que continue acumulando liquido) na cavidade pleural, pleurectomia e pleuro-pneumonectomia (cirurgia radical que tem o objetivo de ressecar as pleuras com o pulmão, pericárdio e diafragma) ou a combinação desses métodos.

Mesmo com inúmeras modalidades de tratamento, o mesotelioma é uma neoplasia de baixo índices de sobrevida (sobrevida de 5% em 5 anos). Um prognóstico melhor está reservado quando o diagnóstico é realizado na fase mais precoce da doença.

Prevenção

Uma vez que o mesotelioma está associado à exposição ao amianto, a prevenção é feita ao evitar o uso e a inalação de amianto. Produtos de amianto intactos não representam perigo, a não ser que sofram quebra ou deterioração. É necessário tomar cuidado em obras de demolição de construções mais antigas, contratando equipe profissional especializada e utilizando equipamentos de proteção.

Incidência no Brasil

No Brasil, os dados sobre a incidência e prevalência do mesotelioma são escassos. No mundo todo, as taxas de incidência estão aumentando. Desde 1940, o asbesto é explorado comercialmente e estima-se um pico de incidência no Brasil entre 2020 e 2030. Desde novembro de 2017, o uso de qualquer tipo de asbestos é proibido no Brasil.

Por Conselho Editorial Einstein