Pular para o conteúdo principal
Doações

Melanoma

Glossário de Saúde do Einstein

CID 10 - C43

O que é melanoma?

O melanoma é um tipo de câncer de pele que tem origem nas células produtoras da substância que determina a cor da pele (melanina). Essas células são chamadas de melanócitos. Se não for tratado adequadamente, pode se espalhar para outros órgãos e causar complicações. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental.

Sintomas

O melanoma pode surgir em qualquer parte da pele como uma lesão, mancha ou pinta que cresce e apresenta irregularidades na cor, formato ou textura. Para identificar o melanoma, deve-se observar os seguintes fatores:

  • assimetria: uma metade da mancha ou da pinta não é igual à outra 
  • borda: as bordas não são lisas, e sim, irregulares
  • cor: principalmente em tons de marrom, preto, cinza e canela. Algumas áreas podem ser brancas, azuis ou vermelhas
  • diâmetro: maior que 6 milímetros 
  • evolução: a lesão é nova ou houve mudança na forma, tamanho ou cor de uma mancha ou pinta já existente

Além disso, lesões que não cicatrizam, descamam e coçam também podem ser associadas à doença. 

Causas

Alterações no DNA dos melanócitos, células que produzem a substância que dá cor à pele (melanina), podem transformá-los em células cancerígenas, o que causa o melanoma. Os principais fatores de risco para que isso aconteça são:

  • exposição excessiva ao sol: a maioria dos melanomas são causados ​​por exposição aos raios ultravioleta (UV) emitidos pelo Sol, que podem afetar como as células crescem e se dividem
  • bronzeamento artificial: as máquinas de bronzeamento artificial também emitem raios ultravioleta (UV), o que pode aumentar o risco de câncer de pele
  • outros fatores: há maior risco entre quem tem histórico familiar ou pele que queima facilmente e com grande número de pintas ou manchas

Diagnóstico

O diagnóstico do melanoma deve ser feito por um(a) dermatologista por meio de alguns exames, como:

  • exame clínico: o(a) profissional de saúde avalia o histórico médico do(a) paciente e examina sua pele para encontrar sinais de melanoma, como manchas e pintas irregulares
  • dermatoscopia: exame não invasivo que utiliza um aparelho chamado dermatoscópio para visualizar lesões de pele de forma aumentada
  • biópsia: procedimento em que uma pequena amostra da área afetada é removida e avaliada em laboratório

Tratamento

Os principais métodos utilizados para tratar o melanoma são:

  • radioterapia: radiação é utilizada para destruir as células cancerígenas
  • imunoterapia: uso de medicamentos que permitem o reconhecimento das células cancerígenas pelo sistema de defesa do corpo (imunológico)
  • cirurgia: com a pele anestesiada, o(a) profissional de saúde remove o melanoma e as margens (pele saudável ao redor). Quando o melanoma é detectado em estágios iniciais, a cirurgia tem grandes chances de curá-lo

Em casos avançados, a estratégia de tratamento para a doença tem como objetivo aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do(a) paciente.

Prevenção

Assim como outros tipos de câncer de pele, o melanoma pode ser prevenido ao evitar a exposição à luz solar entre 10h e 16h, quando os raios ultravioleta (UV) são mais intensos. Mesmo em outros horários, é importante usar proteção, como chapéu, guarda-sol, óculos escuros e filtro solar com fator de proteção 15 ou superior. Além disso, deve-se evitar o uso de máquinas de bronzeamento artificial.

Perguntas frequentes sobre melanoma

Quais são os primeiros sinais de melanoma?

O melanoma aparece como uma pinta ou mancha escura com bordas irregulares, que pode coçar e descamar. Se a lesão já existia, ela pode aumentar de tamanho ou mudar de cor ou forma.

Como saber se é verruga ou tumor?

Para identificar um melanoma, deve-se observar se a lesão tem bordas irregulares, cores como marrom, preto, cinza, branco, azul ou vermelho, e se é maior que 6 milímetros. Além disso, deve-se verificar se a lesão é nova ou se surgiu a partir de uma verruga, mancha ou pinta já existente.

Quais são os 4 tipos de melanoma?

Os quatro principais tipos de melanoma são:

 

  • • melanoma extensivo superficial: é o mais comum e se desenvolve inicialmente nas células mais superficiais da pele
  • • melanoma nodular: é mais agressivo e costuma se espalhar para outros órgãos mesmo em estágios iniciais
  • • melanoma lentigo maligno: surge principalmente em áreas que costumam ficar expostas ao sol, como o rosto. É mais comum em pessoas idosas (acima de 60 anos)
  • • melanoma acral-lentiginoso: é o tipo mais raro e independe da cor da pele do(a) paciente e de seu histórico de exposição solar
Qual tipo de melanoma é o mais perigoso?

O tipo de melanoma mais agressivo é o nodular, pois costuma se espalhar para outros órgãos logo nos estágios iniciais da doença. Ele normalmente aparece como uma mancha elevada e bem definida que pode sangrar.

Onde o melanoma costuma aparecer?

O melanoma pode surgir em qualquer área do corpo, tanto na pele quanto na mucosa (camada de tecido que reveste partes internas do corpo, como a boca e o nariz). É comum que o melanoma apareça no tronco, nas pernas, nas costas e no rosto.

Quais as chances de cura do melanoma?

Quando diagnosticado em seus estágios iniciais, as chances de cura do melanoma são de mais de 90%.

Qual a diferença entre melanoma e câncer de pele?

O melanoma é um tipo de câncer de pele que surge nas células produtoras de melanina (substância que determina a cor da pele), chamadas de melanócitos.

Tem melanoma benigno?

Não existe melanoma benigno, pois esse tipo de tumor é maligno e se origina na pele, o que o caracteriza como um câncer de pele.

Oncologia e Hematologia do Einstein Hospital Israelita

A Oncologia e Hematologia do Einstein Hospital Israelita oferece uma jornada de cuidado integral, com excelência, acolhimento e atuação multidisciplinar em todas as etapas, do diagnóstico ao tratamento. O atendimento pode incluir suporte nutricional e psicológico, além de programas de reabilitação e fisioterapia, conforme a necessidade de cada paciente.

O programa foi reconhecido, por cinco anos consecutivos, como o melhor em Oncologia e Hematologia da América Latina e um dos 20 melhores do mundo pela revista Newsweek.

Saiba mais: Oncologia e Hematologia Einstein

Referências