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Doações

Pubalgia

Glossário de Saúde do Einstein

CID 10 - R10.2

O que é pubalgia?

Também conhecida como hérnia esportiva, pubalgia atlética, osteíte púbica, pubeíte ou hérnia do esporte, a pubalgia é uma lesão que afeta os tendões — tecidos que ligam os músculos aos ossos — da parte interna da coxa (adutores) e do abdômen (reto abdominal). A condição também pode comprometer a articulação que une os dois lados da bacia, na parte frontal do corpo (sínfise púbica).

Ela costuma surgir após lesões nos tecidos moles da região inferior do abdômen ou da virilha. É mais comum em homens jovens, especialmente atletas de esportes com movimentos bruscos e mudanças rápidas de direção, como o futebol.

Sintomas 

Os principais sintomas da pubalgia incluem:

• dor na parte inferior do abdômen ou na virilha, que pode irradiar para a parte interna das coxas, região genital, testículos ou períneo (área entre os órgãos genitais e o ânus)
• dor intensa no momento da lesão
• desconforto ao realizar exercícios, como chutes ou abdominais
• dor durante a atividade sexual
• dor ao tossir ou espirrar
• necessidade de interromper ou reduzir as atividades físicas devido à dor

A dor costuma melhorar com o repouso, mas retorna com o esforço.

Causas

A causa da pubalgia é muito controversa, mas parece ligada a um desbalanço da musculatura do reto abdominal e adutores. Este desbalanço leva a desequilíbrio de toda região, que resulta num quadro de dor e inflamação. A pubalgia é muito mais frequente em homens do que em mulheres. Também é mais frequente em atletas, sendo muito comum em jogadores de futebol.

Diagnóstico

O diagnóstico da pubalgia começa com avaliação clínica detalhada por um(a) ortopedista, que inclui exame físico e testes de força. Como os sintomas podem ser parecidos com os de outras doenças, é importante descartar outras condições. Uma delas é a hérnia inguinal, que acontece quando uma parte do intestino se projeta para fora da parede abdominal. Outra condição é o impacto femoroacetabular, que ocorre quando há contato anormal entre o osso da coxa e a bacia, limitando os movimentos do quadril.

Exames comumente utilizados:

• radiografias da bacia e dos quadris: imagens dos ossos da região
• ressonância magnética da região pélvica: exame que mostra tendões, músculos e ossos com detalhes
• ultrassonografia: exame de imagem por ondas sonoras
• tomografia computadorizada ou cintilografia óssea: exames para avaliar lesões nos ossos ou tecidos

Tratamento

O tratamento da pubalgia é, inicialmente, clínico e inclui:

•  repouso e uso de medicamentos que reduzem a dor e o inchaço (anti-inflamatórios)
•  início da fisioterapia, com foco no fortalecimento da musculatura central do corpo (core) e na estabilidade da pelve

A recuperação pode ser lenta, mas quando conduzida de forma adequada, apresenta bons resultados. Após a melhora, é importante adotar mudanças nos treinos, com fortalecimento contínuo do core para prevenir recaídas.

Se a dor persiste mesmo com o tratamento clínico, a cirurgia pode ser indicada com os seguintes objetivos:

 restaurar o equilíbrio da musculatura local, por meio da liberação parcial dos tendões do reto abdominal e dos adutores, para reduzir a tensão na região
• aliviar a dor crônica, quando necessário, com o corte do nervo localizado na virilha (neurectomia inguinal)

O procedimento pode ser realizado por cirurgia aberta ou por meio de pequenas incisões e uso de câmera (laparoscopia).

Após o procedimento, é elaborada uma rotina de reabilitação individualizada para recuperação da força e da resistência.

Prevenção

Prevenir a pubalgia envolve cuidados com o treinamento físico e atenção à musculatura da pelve. As recomendações incluem:

• manter exercícios regulares para o fortalecimento do core
• realizar alongamentos para aumentar a flexibilidade dos quadris e da pelve
• corrigir desequilíbrios musculares entre o reto abdominal e os adutores
• adotar técnica adequada durante os treinos
• contar com o suporte de profissionais como preparador(a) físico(a) e fisioterapeuta

Essas práticas ajudam a reduzir o risco de sobrecarga e de lesões na região.

Perguntas frequentes sobre pubalgia

Pubalgia: o que é?

A pubalgia é uma lesão que causa dor na região da virilha e na parte inferior do abdômen. Ela ocorre quando há inflamação nos tendões (tecidos que ligam os músculos aos ossos) que conectam os músculos da parte interna das coxas (adutores) e os músculos do abdômen (reto abdominal) à articulação da frente da bacia (sínfise púbica).
É comum em atletas e em pessoas que praticam esportes com movimentos intensos de giro ou mudança rápida de direção, como o futebol.
 

Pubalgia tem cura?

Sim, a maioria dos casos melhora com tratamento clínico. Quando necessário, a cirurgia também pode ser indicada.

Qual é o melhor exercício para pubalgia?

Exercícios que fortalecem os músculos do centro do corpo (core) e alongam os músculos da parte interna das coxas (adutores) são indicados, sempre com orientação profissional.

Pubalgia pode afetar mulheres?

Sim, embora seja mais comum em homens. A pubalgia também pode ocorrer durante a gravidez, o que exige cuidados específicos.

Quanto tempo leva para tratar a pubalgia?

Com fisioterapia, geralmente entre seis e oito semanas. Nos casos cirúrgicos, pode levar de oito a doze semanas.

Pubalgia causa protuberância na virilha?

Não, ao contrário da hérnia inguinal, a pubalgia não provoca inchaço visível.